<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192</id><updated>2011-07-28T12:01:15.786+01:00</updated><category term='Formação de Leitores'/><category term='Literatura Infanto-Juvenil'/><category term='Edição'/><title type='text'>lezíria</title><subtitle type='html'>Complemento do blog sobre literatura para crianças e jovens alcameh.blogspot.com</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-2476986560245973924</id><published>2008-01-26T08:02:00.000Z</published><updated>2008-01-26T08:08:44.334Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Edição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação de Leitores'/><title type='text'>"Público": "Portugueses estão a comprar mais livros escolares e literários"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"[...] Mas, apesar de preliminares, estes são os primeiros dados oficiais recolhidos em Portugal sobre este sector desde 1998. Para ajudar a perceber o peso que o negócio dos livros tem na economia, o estudo revela que em 2005 se atingiu um volume de negócios de 381 milhões de euros (0,5 por cento do total da actividade económica, uma percentagem que corresponde à média europeia). Um outro estudo, elaborado pela consultora espanhola DBK e apresentado no ano passado, dava números mais recentes: 530 milhões de euros de volume de negócios em 2006.&lt;br /&gt;Um dos dados que chamam a atenção no estudo do OAC é o aumento do valor das vendas dos livros escolares e literatura entre 2000 e 2005. Se, em 2000, o valor das vendas de livros escolares era de 67 milhões de euros, em 2005 ele saltou para 91 milhões - e isto apesar de uma descida no preço médio dos livros vendidos, o que significa que se venderam realmente mais livros. O mesmo acontece com a literatura, que passa de 54 milhões em 2000 para 80 milhões em 2005, com o preço médio dos livros a manter-se sem grande alteração.&lt;br /&gt;Exportações para África&lt;br /&gt;Interessantes são também os números relativos às importações e exportações de livros. A grande maioria dos livros importados por Portugal vem da União Europeia (50 milhões de euros em 2005). Por outro lado, o principal destino de exportação dos livros produzidos em Portugal são os países africanos de expressão portuguesa (um total de vendas perto de 19 milhões de euros, em 2005, o que representa uma subida bastante significativa se compararmos com 2000, ou mesmo 2004, em torno dos oito milhões).&lt;br /&gt;"Existe a ideia de que os países africanos de expressão portuguesa são um potencial inexplorado", afirma José Soares Neves, baseando-se nas entrevistas feitas a pessoas ligadas ao sector do livro neste primeira fase do inquérito.&lt;br /&gt;Quanto ao Brasil, a percepção é a de que "existe também um potencial, mas mais distante". As exportações só de livros portugueses para o mercado brasileiro sofreram uma quebra entre 2000 (3,5 milhões de euros) e 2005 (dois milhões).&lt;br /&gt;Mas se os editores pensam no potencial da lusofonia, apostam também num crescimento do mercado interno. "A dimensão deste é vista como um constrangimento", explica Soares Neves, mas há a percepção de que, apesar disso, tem potencial para crescer, sobretudo pelo desenvolvimento dos hábitos de leitura. "Best-sellers a vender 400 mil ou 500 mil exemplares era algo impensável há uns anos atrás."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entrada de capital financeiro é positiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A entrada de capital financeiro no sector da edição é vista como um aspecto positivo pelos profissionais ligados ao livro entrevistados para o estudo do Observatório das Actividades Culturais. Esta entrada aparece ligada à ideia de uma gestão mais moderna e profissional. Há, contudo, quem receie que os actuais movimentos de aquisições e fusões possam prejudicar as pequenas editoras. Mas os mais optimistas acreditam que estas até podem beneficiar se souberem explorar nichos de mercado e apresentar ofertas alternativas.&lt;br /&gt;Outro facto positivo destacado é o da crescente importância da venda de direitos de autor, que, segundo José Soares Neves, responsável pelo estudo, não representa um valor económico muito significativo, mas é importante em termos simbólicos porque significa que há mais autores portugueses a serem traduzidos para outras línguas. A projecção internacional dos autores portugueses é, aliás, também referida nas entrevistas.&lt;br /&gt;Depois há, claro, aspectos negativos. A falta de conhecimento e formação profissional de algumas pessoas que trabalham na rede livreira é um deles e justifica-se em parte por uma excessiva rotação do pessoal. O crescimento das grandes cadeias e grandes superfícies é, por outro lado, apontado como uma das razões da debilidade da rede livreira tradicional.&lt;br /&gt;Os responsáveis do sector mostram-se também preocupados com a fragilidade financeira dos editores de pequena e média dimensão, e com a dificuldade das pequenas editoras especializadas em determinados géneros - poesia, por exemplo - encontrarem pontos de venda. E este é um problema que se prende com o que alguns consideram ser a primazia conferida ao livro de alta rotação.&lt;br /&gt;O facto de o mercado interno ser pequeno é visto, obviamente, como um problema, ao qual se soma a dificuldade de acesso ao mercado externo. No entanto, há quem acredite que a solução é precisamente a internacionalização do sector, enquanto outros vêem esta internacionalização como uma fuga para a frente sem estrutura de sustento, ou seja, sem mercados externos em que a oferta das editoras portuguesas possa vingar.&lt;br /&gt;Os defensores da internacionalização olham com expectativa para as potencialidades do mercado lusófono, em particular para os países africanos de expressão portuguesa, mas queixam-se do défice de actuação por parte do Estado no apoio à internacionalização da actividade editorial, lamentando em particular a descontinuidade nas políticas e a falta de objectivos precisos. A.P.C.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-2476986560245973924?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/2476986560245973924/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=2476986560245973924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/2476986560245973924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/2476986560245973924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2008/01/pblico-portugueses-esto-comprar-mais.html' title='&quot;Público&quot;: &quot;Portugueses estão a comprar mais livros escolares e literários&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-2983608066325404933</id><published>2007-10-24T14:47:00.000+01:00</published><updated>2007-10-24T14:50:31.766+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação de Leitores'/><title type='text'>Ainda I Conferência PNL... no "Jornal de Notícias" II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"[...] Escalonado pelos três ciclos do ensino básico mais o secundário, o estudo mostra que a maioria das crianças portuguesas (72%) têm uma predisposição para a leitura, mas isso não significa que leiam habitualmente.&lt;br /&gt;Provado que está que se lê em casa, no quarto, na posição em que mais se gosta e sozinho, é importante que haja livros à mão desde cedo. Até porque, à medida que crescem, as crianças preferem actividades exteriores ou brincar no recreio.&lt;br /&gt;A maioria dos 23.844 miúdos inquiridos - de mais de 200 escolas - que afirmaram gostar de ler realçam que lhes falta tempo. Porque dão prioridade à consola, ao computador, à televisão (97%), a ouvir música ou fazer desporto.&lt;br /&gt;Quando questionados sobre o que levariam para um local ermo durante 15 dias, onde estivessem isolados dos amigos, o telemóvel surge à cabeça, seguido do computador, do leitor de CD e do leitor de MP3. Só depois surgem os livros e revistas - e uma bola.&lt;br /&gt;A verdade é que seis em cada dez crianças até aos 10 anos conhecem os contos infantis pelos filmes; uma em cada dez tomou conhecimento de histórias através de canções. No 2.º ciclo, 90% das crianças admitem que gosta de ler - mesmo com a ressalva de que a resposta pode estar deturpada por parecer bem afirmar que se gosta de ler.&lt;br /&gt;Entre estes amantes da leitura, dos dez aos 12 anos, a troca de livros nos aniversários, escrever no jornal da escola e participar no grupo de teatro, são práticas comuns. Não têm o hábito de emprestar livros, mas 57% costumam conversar sobre livros que os pais ou imãos já leram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo das diversões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema surge no 3.º ciclo em que 49% admitem que lêem de vez em quando e só 3% se assume viciado em leitura. É aqui que as diferenças de género mais se acentuam as raparigas lêem mais e durante mais horas por dia. Em contrapartida, três em cada 10 rapazes não lêem mais nada para lá dos manuais escolares.&lt;br /&gt;Dos alunos do 3.º ciclo, 57% não estavam a ler nenhum livro no momento do inquérito, 18% não tinha ido uma única vez à biblioteca e mais de metade frequentaram o local para preparar trabalhos escolares ou usar a internet.&lt;br /&gt;Passado o cabo da tormentas da adolescência - Alexandre Castro Caldas referiu que a explicação está na testosterona que faz os rapazes preferirem a banda desenhada e só mais tarde, os livros - 6% de raparigas e 3% de rapazes admite o vício da leitura que é associado à aprendizagem e à imaginação, e justificado pela diversão e o conhecimento de coisas novas.&lt;br /&gt;Os que detestam ler, falam em tédio, esforço, inutilidade, dever e fuga. A maioria destes jovens vive em lares onde predominam livros técnicos e não gostam de ler porque, dizem, "é aborrecido, nenhum livro lhes agrada, leva muito tempo, provoca dores de cabeça e vista cansada". Contudo, lêem blogues com frequência, o que leva os peritos a aconselharem a cultura do blogue como forma de desenvolver, também, a expressão escrita. Ao Estado os autores do estudo apelaram para que sejam criados incentivos à leitura na família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornais subiram em 20% o número de leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação a 1997, os leitores de jornais cresceram 20%, 91% são homens e 76% mulheres. Tem entre 25 e 54 anos um grau de escolaridade mais baixo. Os leitores de livros são agora mais 7%, sobretudo feminino (64%) face aos 49% de público masculino. Há mais 9% de pessoas que lêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitor português não é jovem nem estudante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor português tem, na sua maioria, entre 35 a 54 anos, é trabalhador na categoria de empregado executante, e tem até ao 2º ciclo do básico ou o ensino secundário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores portugueses entre os preferidos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos 2552 inquiridos, 48% disse ser nacional o autor do livro que lhe fez despertar o gosto pela leitura. Os livros infantis e juvenis representam a maior fatia (49,6%) à frente dos romances (18,1%), dos livros escolares (7,5%) e da Banda Desenhada (6,4%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livros lêem-se em casa e os jornais nos cafés&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros lêem-se em casa (96%), tal como os jornais (61%) que também são lidos nos cafés e restaurantes (62%) ou no local de trabalho (23%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portugueses não gostam de frequentar bibliotecas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 47,2% os inquiridos que disseram não gostar de ir a bibliotecas e 21,7% indicou outros motivos, como falta de tempo e não precisar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Metade não comprou um livro no último ano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de metade (51,4%) dos 2.552 inquiridos do estudo "A leitura em Portugal", que foi ontem apresentado, não comprou um livro, sem ser profissional ou escolar, no último ano; 32% referem ter adquirido no máximo cinco.&lt;br /&gt;Quanto aos géneros mais lidos, 81,5% dizem ter enciclopédias e dicionários em casa, seguidos de livros escolares, de culinária e bricolage, na ordem dos 60%. Depois surgem os romances de amor, de grandes autores contemporâneos e banda desenhada, com 50%.&lt;br /&gt;Quanto a outras actividades de lazer, 98% prefere ver televisão, 71% ouve rádio diariamente, mas 65% diz nunca se ter divertido com jogos electrónicos.&lt;br /&gt;Abissal é a diferença entre os 31% que diariamente utilizam a Internet e os 57% que nunca a usam, nem sequer para jogar. Os que a procuram, em 86% dos casos é para ler jornais. Estes são o suporte papel mais lido, com preferência para os diários generalistas (67%). Nos jornais, os problemas de ordem social são a temática mais lida (69%), seguindo-se os textos de desporto e as crónicas.&lt;br /&gt;Nos gostos musicais, a música ligeira está na dianteira com 63%, sendo de assinalar, em relação a 1997, o salto de 1% para 43% na audição de música brasileira.&lt;br /&gt;Na ida a espectáculos, os resultados são desastrosos 81,9% nunca foram a um concerto de música erudita; 72, 7% nunca viram uma performance de dança; 64,5% nunca foram ao teatro; 59,7% nunca foram a um museu; e 59,7% nunca visitaram monumentos ou locais arqueológicos. Nos restantes dados, 80% não faz qualquer actividade: desportiva, artística, musical, escrita, cinema ou simplesmente ter um blogue na internet."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-2983608066325404933?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/2983608066325404933/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=2983608066325404933' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/2983608066325404933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/2983608066325404933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/10/ainda-i-conferncia-pnl-no-jornal-de_24.html' title='Ainda I Conferência PNL... no &quot;Jornal de Notícias&quot; II'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-8218109491541324945</id><published>2007-10-23T14:27:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T14:30:08.334+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação de Leitores'/><title type='text'>Ainda I Conferência PNL... no "Jornal de Notícias"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"[...] Nas secundárias só falta intervir em 20 escolas e nos 2º e 3º ciclos em 130. A reorganização da rede do 1º ciclo não permitiu à ministra precisão no número. No entanto, frisou que um dos requisitos dos novos centros escolares é a obrigatoriedade de bibliotecas. Horas depois, o primeiro-ministro confirmaria a estratégia até ao fim do ano lectivo, todas as escolas estarão integradas na rede de bibliotecas.&lt;br /&gt;Os fundos (cinco milhões de euros) "não são problema", retorquiu aos jornalistas. O que preocupa Lurdes Rodrigues é "a organização do trabalho e a criação das dinâmicas certas para estimular o gosto pela leitura". Depois, referiu, a duplicação do investimento "envolve sobretudo as autarquias", responsáveis, nomeadamente, pelas infra-estruturas do 1º ciclo.&lt;br /&gt;Há dez anos quando foi lançado o projecto de reestruturação das bibliotecas escolares existiam 160 no país. Hoje são quase 1900. Espaços, sublinhou ontem, que se destacam pela sua qualidade dos estabelecimentos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Primeiro ler textos curtos, depois obras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os alunos do 2º ano deveriam ler textos curtos de 70 a 120 palavras. Narrativas, poemas ou instruções sobre o quotidiano para que as crianças percebam "o sentido global" e "detalhes relevantes" do que lêem. A recomendação consta do estudo - "Para a avaliação do desempenho da leitura" - de Inês Sim-Sim e Fernanda Viana, apresentado ontem na Conferência do PNL.&lt;br /&gt;No 4º ano os textos já devem oscilar entre as 250 e 700 palavras e no 6º os alunos já devem ler obras integrais e conseguir interpretá-las.&lt;br /&gt;As duas investigadoras da Escola Superior de Educação de Lisboa apontam no estudo lacunas nos actuais métodos de ensino, nomeadamente, ao nível dos instrumentos de avaliação que são escassos, referem, no 2º ciclo, particularmente. O objectivo, propõem, é a criação de um instrumento que permita a avaliação das capacidades dos alunos em três fases cruciais do seu desenvolvimento 2º, 4º e 6º anos. O estudo aponta para a criação de um banco nacional de itens.&lt;br /&gt;Durante este ano, o PNL também apoiou a realização de outros quatro estudos sobre a promoção, desenvolvimento e avaliação dos hábitos de leitura, em contexto nacional e internacional."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leituras nas aulas já são uma rotina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setenta por cento dos professores "terão notado progressos, pelo menos parciais, dos alunos no domínio da leitura" com a introdução das iniciativas do PNL. É, pelo menos esse o resultado de um inquérito, coordenado por António Firmino da Costa, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) de "Avaliação externa do PNL" e que hoje será apresentado, no último dia de trabalhos da Conferência, na Gulbenkian.&lt;br /&gt;O questionário dirigiu-se a todas as escolas registadas no PNL (1400) mas destas só responderam cerca de 35%. O balanço feito ao primeiro ano do plano é "claramente positivo" e os números comprovam a satisfação 83% das escolas consideram que o PNL reforçou as suas actividades de promoção de leitura. Por exemplo, em 95% de todas as turmas dos estabelecimentos inquiridos tornou-se rotina as leituras na sala de aula. As principais dificuldades apontadas pelos docentes foram "o tempo e os recursos disponíveis" referidos como "escassos" por 77% das escolas.&lt;br /&gt;Desde o início do PNL, 676 escolas receberam reforço de orçamento para aquisição de livros - um esforço de quase um milhão e meio de euros custeado pela tutela e pela Gulbenkian."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-8218109491541324945?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/8218109491541324945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=8218109491541324945' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8218109491541324945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8218109491541324945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/10/ainda-i-conferncia-pnl-no-jornal-de.html' title='Ainda I Conferência PNL... no &quot;Jornal de Notícias&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-8089233015093623571</id><published>2007-10-23T14:18:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T14:22:46.483+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação de Leitores'/><title type='text'>Ainda I Conferência PNL... no "Público"</title><content type='html'>"[...] O investimento foi anunciado pelo primeiro-ministro José Sócrates: até ao final do ano lectivo, todas as escolas do ensino básico estarão integradas na rede de bibliotecas escolares, o que implica um investimento de cinco milhões de euros, noticia a Lusa.&lt;br /&gt;O Ministério da Educação vai investir 1,5 milhões de euros no apetrechamento de bibliotecas com livros, e as autarquias investirão outros 1,5 milhões de euros com o mesmo fim. A rede de bibliotecas nas escolas básicas vai ser concluída com a construção de 130 novos espaços e em 17 secundárias serão renovadas as bibliotecas. Nos últimos dez anos, foram criadas 1880 bibliotecas, 847 no 1.º ciclo e 1033 nos restantes, tendo sido investidos 33,5 milhões em recurso técnicos e docentes.&lt;br /&gt;Maria de Lurdes Rodrigues elogiou o trabalho do Gabinete de Bibliotecas Escolares, com poucos recursos humanos e sob a "liderança segura" de Teresa Calçada, desde que foi criado, há dez anos. "Dou os parabéns à coordenadora, mas também ao ministro da Educação de então [Marçal Grilo] e aos seguintes, que foram respondendo pela política educativa".&lt;br /&gt;Para José Sócrates, as bibliotecas "favorecem o acesso de todos aos livros e à leitura, a escola fica mais completa e serve melhor os alunos e, se forem organizadas segundo um padrão nacional, reduzem as desigualdades e as assimetrias".&lt;br /&gt;Bibliotecas em meio rural&lt;br /&gt;Fazendo referência a um dos estudos que serão hoje apresentados, Isabel Alçada, comissária do Plano Nacional de Leitura, diz que as bibliotecas escolares têm maior importância nos meios rurais, provavelmente porque nos urbanos há mais recursos. Contudo, segundo o inquérito aos Hábitos de Leitura da População Escolar, a importância da biblioteca escolar vai diminuindo à medida que os alunos vão crescendo em idade e exigências de leitura.&lt;br /&gt;Os estudantes vão à biblioteca para procurar livros, mas o seu número diminui drasticamnente do 2.º ciclo para o secundário, onde apenas 12 por cento dizem recorrer àquele espaço para esse efeito. A biblioteca serve também para preparar trabalhos escolares. Para isso, é procurada por 35 por cento dos alunos do 2.º ciclo, 23 por cento do 3.º e 21 por cento do secundário. Em sentido contrário sobe o uso da Internet, que é mais procurada pelos do secundário (22 por cento).&lt;br /&gt;Também o estudo A Leitura em Portugal, coordenado por Maria de Lourdes Lima dos Santos, do Observatório das Actividades Culturais, sobre os hábitos de leitura dos portugueses, se debruça sobre o uso da biblioteca. No universo de 2552 inquiridos, foi criada uma subamostra de 737 pais e encarregados de educação que dizem que, em 36,5 por cento dos casos, os seus filhos nunca frequentaram a biblioteca escolar e 50,6 nunca foram à biblioteca municipal. Porque não o fazem? Porque têm outras maneiras de aceder aos livros, respondem.&lt;br /&gt;No entanto, os que frequentam consideram que a biblioteca pode estimular a leitura dos filhos de várias formas porque tem uma selecção adequada de livros para as suas idades, oferece condições para desenvolver trabalhos escolares e tem um ambiente atractivo.&lt;br /&gt;No entender de Isabel Alçada, ainda há muito trabalho a fazer, porque "a leitura não é só para a escola, mas é essencial para a vida", conclui a coordenadora do PNL.&lt;br /&gt;4,7%&lt;br /&gt;Quase cinco por cento de não leitores, quase quatro quintos dos não leitores de livros e jornais lêem... contas e recibos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Estudantes crescem e tornam-se leitores menos entusiasmados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23.10.2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostam de ler. Não o fazem só por obrigação escolar, mas porque gostam de livros de aventuras, banda desenhada... E romances, dizem os mais velhos. As raparigas parecem gostar mais do que os rapazes, para quem a leitura é um aborrecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que diz o senso comum, os estudantes não são tão maus leitores quanto isso. Lêem, gostam de ler e não lêem pouco, diz o estudo sobre os Hábitos de Leitura da População Escolar, coordenado por Mário Lages, da Universidade Católica Portuguesa, que é hoje apresentado na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.&lt;br /&gt;É no 2.º ciclo, quando os estudantes estão no 5.º e no 6.º anos, que aparentam ser leitores mais entusiasmados. Lêem livros juvenis, de aventuras, banda desenhada, mas gostam menos de romances. São os mais velhos, os alunos do secundário, quem dedica mais tempo a este género literário.&lt;br /&gt;Se, no 2.º ciclo, nove em cada dez alunos dizem que gostam de ler, no secundário apenas três em cada dez confessam "gostar muito", revela o inquérito do Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Católica. A análise foi feita com base em cinco inquéritos realizados a cerca de 24 mil alunos do 1.º ao 12.º anos, em Portugal continental, no final de 2006 e princípio de 2007.&lt;br /&gt;"É nos primeiros anos que se formam atitudes e comportamentos face à leitura, os quais irão condicionar em grande medida o futuro gosto de ler", escreve-se no capítulo das conclusões. E embora, nos primeiros anos, além da leitura, as crianças tenham outras actividades muito diversificadas que combinam o físico e o intelectual, o que se observa é que, 61 por cento dos meninos dos 3.º e 4.º anos confessam que "gostam muito" de ler. É no 2.º ciclo, quando já sabem ler bem e compreender o que está escrito, que os alunos se entusiasmam com a leitura: 90 por cento diz "gostar muito ou assim-assim de ler" - é a percentagem mais elevada dos quatro níveis de ensino. Apenas quatro por cento não dedicam nenhum tempo diário à leitura de livros não escolares, jornais ou revistas. Os pré-adolescentes manifestam uma atitude positiva e associam à leitura conceitos como "imaginação, aprendizagem, diversão, prazer e utilidade".&lt;br /&gt;Contudo, estes dados são vistos com alguma precaução pela equipa de Mário Lages, que considera as respostas dos alunos um pouco inflacionadas. "Estes alunos já entendem qual o papel do inquirido e o que dele é esperado", justifica. No entanto, cabe à família, à escola e ao grupo de pares não deixar esmorecer o entusiasmo que sentem por um "novo mundo", recomenda o estudo.&lt;br /&gt;Chegados ao 3.º ciclo, os valores caem: há 29 por cento dos inquiridos que dizem "gostar pouco ou nada de ler". Quase 3/4 não leram outros livros que não os escolares, mais de metade não tinha lido sequer os escolares e cerca de um terço não leu jornais ou revistas, no último ano. E o desinteresse vai crescendo à medida que passam de ano, ou seja, é maior no 9.º do que no 7.º ano.&lt;br /&gt;No caso do ensino secundário, verifica-se um movimento inverso: o gosto cresce quase exponencialmente dos que desejam ficar pelo 12.º ano até aos que pretendem chegar ao doutoramento, revela o inquérito. Portanto, são estes últimos que mais gostam de ler. No secundário, 29 por cento dizem que "gostam muito" de ler e, entre estes, há cinco por cento que se confessam viciados na leitura.&lt;br /&gt;Em todos os ciclos, as raparigas revelam-se mais interessadas na leitura do que os rapazes e despendem mais tempo com esta actividade. Para elas, ler está a associado ao desejo de conhecer coisas novas, de aprender e de se divertir; para eles, é um aborrecimento, fazem-no com esforço, por dever e consideram que é uma inutilidade.&lt;br /&gt;As crianças e jovens gostam de falar sobre o que lêem com a mãe (46 por cento), um amigo (41 por cento), os irmãos (26 por cento), o pai (25 por cento), o professor (oito por cento) e o bibliotecário (2 por cento). A intervenção da família revela-se importante. O estudo mostra que são os pais com maior escolaridade que inculcam o gosto e o hábito de leitura aos mais novos.&lt;br /&gt;Dois em cada três estudantes diz ter entre 20 a 100 títulos e apenas nove por cento referem ter mais de 500 livros. O estudo aponta que o não gostar de ler resulta de uma ausência de livros em casa, mas também de incentivo, de utilização de espaços de leitura e troca de livros.&lt;br /&gt;Os professores têm um papel importante, sobretudo junto dos alunos de famílias com menos recursos e nos meios rurais, "possivelmente" onde há menor oferta cultural. B.W."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Plano Nacional de Leitura "globalmente positivo"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23.10.2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço do Plano Nacional de Leitura (PNL) é "globalmente positivo", sobretudo no que diz respeito à adesão das escolas e autarquias. Todos os actores envolvidos são da opinião que o projecto deve continuar, apontam os resultados da Avaliação Externa do PNL, feita pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (CIES/ISCTE), coordenado por António Firmino da Costa. O estudo é hoje apresentado na Gulbenkian, em Lisboa.&lt;br /&gt;A adesão das escolas ao PNL é positiva: 7500 (incluindo jardins-de-infância e escolas de 1.º e 2.º ciclos), o que corresponde a um milhão de crianças envolvidas. Também as bibliotecas públicas estão a trabalha projectos de promoção da leitura. Do ponto de vista financeiro, 676 escolas receberam reforço de orçamento para comprar livros para ler na sala de aula, num valor de cerca de um milhão e meio de euros. Cerca de 150 autarquias estabeleceram protocolos para apoio das escolas dos seus concelhos.&lt;br /&gt;O CIES/ISCTE fez um inquérito a que responderam mais de 35 por cento das escolas. Para 83 por cento das inquiridas, o PNL é positivo para reforçar a promoção da leitura, nomeadamente na sala de aula.&lt;br /&gt;A adesão dos alunos às actividades é avaliada como "forte ou muito forte" nos vários níveis de ensino. No inquérito, as escolas respondem que as actividades foram "muito favoráveis" ao incremento de práticas de leitura dos alunos, do seu interesse e das suas competências. Em cerca de 70 por cento, os professores terão notado progressos "parciais" dos alunos no domínio da leitura.&lt;br /&gt;Mas os inquiridos também enunciam dificuldades. A saber: o tempo e os recursos disponíveis, que são considerados por 77 por cento das escolas como escassos. O CIES/ISCTE fez ainda estudos de caso em 17 escolas, 14 bibliotecas escolares, sete públicas e oito câmaras municipais. Nestes, os aspectos menos positivos que apontam são os atrasos na comunicação de iniciativas, críticas às listas de livros e a não inclusão de algumas escolas nos apoios financeiros.&lt;br /&gt;E como é que o público em geral acompanha o PNL? Mais de metade dos inquiridos com ensino superior já ouviu falar (53 por cento), mas, à medida que a escolaridade diminui, decresce o número dos sabem o que é. Apesar disso, a opinião é unânime: um plano destes é "importante, ou mesmo muito importante, para desenvolver os hábitos e as capacidades de leitura dos portugueses". B.W.&lt;br /&gt;77%&lt;br /&gt;A maioria das escolas inquiridas (77 por cento) considera escasso o tempo e os recursos disponíveis para aplicar o PNL "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-8089233015093623571?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/8089233015093623571/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=8089233015093623571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8089233015093623571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8089233015093623571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/10/ainda-i-conferncia-pnl-no-pblico.html' title='Ainda I Conferência PNL... no &quot;Público&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-1415370463403406594</id><published>2007-10-22T20:52:00.000+01:00</published><updated>2007-10-22T20:56:12.840+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Formação de Leitores'/><title type='text'>PNL</title><content type='html'>"[...]  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os ecos da avaliação externa do PNL são "positivos", declara Isabel Alçada, comissária do Plano Nacional de Leitura, um programa tutelado pelos ministérios da Educação, da Cultura e dos Assuntos Parlamentares. "A avaliação é francamente positiva, mas temos de melhorar a comunicação com as escolas e bibliotecas. Temos de trabalhar mais em conjunto e numa comunicação em tempo real", admite.&lt;br /&gt;Desde o início do PNL, que se tem procurado trabalhar com base numa "rede sólida de análise dos projectos", ou seja, a comissão partiu da premissa que os portugueses lêem pouco e procurou "identificar o que já tinha sido estudado e avaliado e aplicar projectos que já tivessem dado resultados seguros", conta Isabel Alçada, professora do ensino superior e autora de livros para um público infantil e juvenil.&lt;br /&gt;Os resultados mais visíveis do PNL foram o "envolvimento" de professores e famílias, mas também de outros parceiros como as autarquias e as fundações. "Há um ambiente social muito receptivo à ideia da leitura", analisa.&lt;br /&gt;O público-alvo do PNL "são todos os cidadãos portugueses", mas o plano tem privilegiado os estudantes, sobretudo os mais novos. "Quanto mais cedo adquirirem competências de leitura, maior é a eficácia nas suas vidas, porque ler não é só para a escola, mas para toda a vida", diz Isabel Alçada.&lt;br /&gt;Uma das faces mais visíveis do PNL são as listas de livros para cada idade e os selos com o logótipo "Ler +" colados nas capas dos livros. A escolha das obras, que estão nas listas, disponíveis na Internet, é feita por uma comissão que analisa se os livros contêm erros e indicam títulos que possam ter interesse para cada ano de escolaridade e com diferentes graus de dificuldade.&lt;br /&gt;O PNL apoia financeiramente as escolas na compra dos livros, mas não indica quais os que devem ser comprados. "O professor trabalha melhor com os livros que o encantam. Somos contra cânones ou imposições, mas damos os instrumentos de apoio", afirma a comissária.&lt;br /&gt;Até agora, o PNL tem-se revelado um programa "económico", pois tem tido diversos apoios, congratula-se Isabel Alçada. A próxima aposta é no firmar acordos com organizações da sociedade civil que promovam o voluntariado. "Gostaríamos que na área da leitura surgissem projectos, por exemplo, de tutoria de leitura ou de acompanhamento de grupos de crianças nas bibliotecas por voluntários, como acontece noutros países", sugere.&lt;br /&gt;Através da avaliação já feita é possível afirmar que "houve uma evolução", mas ainda há muito caminho a percorrer. "Nos próximos dez anos temos de continuar a avançar o mais rápido que nos for possível", conclui.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livros nos consultórios&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O médico que prescreve leitura a partir dos seis meses&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os livros de cartão, de pano e de espuma estão no mesmo armário onde se guardam as espátulas, o termómetro e outros objectos médicos necessários à consulta. É que os livros também são "instrumentos de trabalho", explica o médico de família Rizério Salgado. E são prescritos desde os seis meses.&lt;br /&gt;Brevemente, a Associação Portuguesa de Médicos de Clínica Geral (APMCG) vai assinar um protocolo com o Plano Nacional de Leitura (PNL) para que mais profissionais de saúde possam recomendar a leitura aos seus pacientes, antes mesmo de chegarem ao pré-escolar. Para Rizério Salgado, do núcleo de saúde infantil da APMCG, os médicos de família são os profissionais "mais bem posicionados para promover a saúde e o livro é um instrumento que lhes permite fazer bem o que de melhor sabem fazer, que é prevenir a doença", defende.Com o acordo com o PNL, a associação chega a um público que não está ainda coberto, o dos seis meses aos três anos de idade. O projecto da APMCG consiste em fazer formação para médicos, dar informação aos pais e pôr livros nos centros de saúde.&lt;br /&gt;No seu trabalho, Rizério Salgado tem tido a preocupação de promover o livro junto dos pais. O médico não quer pôr as crianças a ler aos seis meses, mas defende que estas devem saber pegar num livro e usá-lo como o boneco ou o brinquedo de que mais gostam. "O livro como objecto de afecto, que faz parte do quotidiano e que se aprende a utilizar como se aprende a vestir ou a usar os talheres", explica.&lt;br /&gt;O médico de família olha para o livro como um "cuidado antecipatório" que vai ajudar na adesão à escolaridade e no reforço da aprendizagem, mas também na relação entre a criança e o adulto. Por exemplo, quando está perante uma família com "pais mais esquecidos das crianças" prescreve 15 minutos de leitura por dia.&lt;br /&gt;Além disso, o livro permite falar de temas traumáticos como a doença, o divórcio, a discriminação ou a morte e podem ser usados como "terapia de prevenção de uma crise".&lt;br /&gt;A investigação médica, sobretudo norte-americana e inglesa, prova que a leitura faz bem à saúde. Aliás, que a educação faz bem, pois quanto maior a escolaridade, maior a probabilidade de sobrevivência. "Na promoção da leitura precoce estamos a estimular a saúde futura de toda a gente", conclui Rizério Salgado. B.W."&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-1415370463403406594?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/1415370463403406594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=1415370463403406594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/1415370463403406594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/1415370463403406594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/10/pnl.html' title='PNL'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-1175518707390319880</id><published>2007-10-18T15:59:00.000+01:00</published><updated>2007-10-18T16:35:13.505+01:00</updated><title type='text'>13os Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Porto, Biblioteca Municipal de Almeida Garrett, 15-&lt;/span&gt;&lt;st1:date year="2007" day="17" month="11" ls="trans"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;17  de Novembro de 2007&lt;/span&gt;&lt;/st1:date&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Do livro à cena&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Conferências e debates | Ateliers/encontros para o público adulto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h1&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Exposições – venda de livros | Ateliers/encontros/espectáculos para o público infantil&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;15 de Novembro (5ª feira)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Recepção aos participantes&lt;br /&gt;Abertura oficial (com apresentação do cd-rom relativo aos 12&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt; Encontros)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Intervalo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;              &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="10"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;10:30&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Panorâmicas da literatura dramática galega, portuguesa e francesa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Blanca-Ana Roig Rechou (Rede LIJMI / Univ. de Santiago de Compostela)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Ana Margarida Ramos&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (Rede LIJMI / Univ. de Aveiro), &lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;José António Gomes&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;(Rede LIJMI / ESE do Porto) e Sara Reis da Silva (Rede LIJMI / Univ. do&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Minho)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;" lang="ES"&gt;Hermes Salceda Rodríguez (Univ. de Vigo)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="12"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;12:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Inauguração das exposições bibliográficas (literatura dramática portuguesa, galega e francesa) e de ilustrações&lt;/b&gt; (Inês Oliveira – Portugal; e Óscar Villán – Galiza)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Almoço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="14"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;14:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Ateliers&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Teatro escolar no Ensino Primário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Chus Pereiro (Galiza)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Da escrita literária ao teatro &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;– Catarina Lacerda (Teatro do Frio -Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Do livro à cena &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;– Adelina Carvalho (Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="16"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;16:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Manuel António Pina e a experiência de escrita teatral em primeira pessoa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Manuel António Pina (Portugal)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Sara Reis da Silva (Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="17"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;17:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Apresentação de livros&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;A Ninfa do Atlântico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; de Maria José Meireles, ilustrações de Evelina Oliveira; &lt;i style=""&gt;História de Alberto&lt;/i&gt; de Emília Nóvoa, ilustrações de Fedra Santos (Campo das Letras)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Boas Noites&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Paula Carballeira (Edicións Xerais de Galicia)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:time minute="15" hour="18"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;18:15&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;História de um segredo&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; de Álvaro Magalhães, encenação de João Luiz pelo Teatro Pé de Vento&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;16 de Novembro (6ª feira)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;                                        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="9"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;9:30&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Teatro para a Infância e a Juventude e Representação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Grupo Garfo – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Carlos Labraña e Ánxela Gracián&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (Galiza)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;João Paulo Seara Cardoso (Teatro de Marionetas do Porto)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Karin Serres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (escritora e encenadora - França)&lt;br /&gt;Intervalo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="15" hour="11"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;11:15&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Escrita para Teatro e Representação no contexto galego&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;Euloxio Ruibal e Cândido Pazó (Galiza)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Apresentação da Programação de Teatro Infantil do Centro Dramático&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;Galego&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Cristina Domínguez&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (Galiza)&lt;br /&gt;Almoço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="14"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;14:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Ateliers&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Teatro escolar no Ensino Primário&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Chus Pereiro (Galiza)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Mediador da leitura – procura-se! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;– Cristina Taquelim (Portugal)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Do livro à cena &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;– Adelina Carvalho (Portugal)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="16"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;16:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Apresentação do Guia Didáctico elaborado a partir de &lt;i&gt;As laranxas máis laranxas de todas as laranxas&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;, de Carlos Casares Mouriño&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt; por &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Pilar Sampedro (autora) e Óscar Villán (ilustrador) (Galiza)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="16"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;16:30&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Álvaro Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; e a experiência da escrita teatral em primeira pessoa&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Álvaro Magalhães&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (Portugal)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;              &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;José António Gomes&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="18"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;18:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;Sessão de Conta Contos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Paula Carballeira e Cândido Pazo (Galiza) e Cristina Taquelim (Portugal)&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;17 de Novembro (sábado)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="9"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;br /&gt;9:30&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;As formas de Teatro para a Infância e Juventude e as realidades dos diferentes espaços linguísticos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;            José Caldas (Portugal)&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;João Luiz (Companhia Pé de Vento, Portugal)&lt;br /&gt;            Euloxio Ruibal (Galiza)&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="15" hour="11"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;11:15&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – &lt;b style=""&gt;A realidade do teatro escolar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Miguel Vázquez Freire (Galiza)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Francisco Beja (ESMAE / Portugal)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Intervalo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="12"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;12:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; – Apresentação de &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;O Segredo Maior&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;(poemas musicados), de João Lóio, pelo Grupo Vocal Canto Décimo, direcção de Guilhermino Monteiro&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Encerramento&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;ENCONTROS/ATELIERS E ESPECTÀCULOS PARA CRIANÇAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Equipa de animação da BMAG e BPMP&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;15 de Novembro (5ªfeira)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="10"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;10:30&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Equipa de animação da BMAG &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Teatro de fantoches “&lt;b style=""&gt;Corre, corre cabacinha&lt;/b&gt;” conto tradicional recontado por Eva Mejuto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="14"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;14:00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Óscar Villán (Galiza)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Como ilustrar um livro para crianças&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;16 de Novembro (6ªfeira)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:time minute="30" hour="10"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;10:30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Equipa de animação da BPMP &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Teatro de sombras” &lt;b style=""&gt;O sapo encontra um amigo&lt;/b&gt;” de Max Velthuijs pel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Eric Many (França)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:time minute="00" hour="14"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;14:00&lt;/span&gt;&lt;/st1:time&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Em torno do álbum&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt; “Hipólito, o Filantropo” &lt;span style=""&gt;                                                    &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Organização&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;APPLIJ – Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil&lt;br /&gt;Gálix – Asociación Galega do Libro Infantil e Xuvenil | &lt;a name="OLE_LINK1"&gt;LIJMI – Rede Temática de Literatura Infantil e Juvenil do Marco Ibérico &lt;/a&gt;| Consulado Geral da França&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Apoios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Câmara Municipal do Porto – &lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Biblioteca&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; Almeida Garrett | Editora Campo das Letras | Ministério da Cultura – Direcção Geral do Livro e das &lt;/span&gt;&lt;st1:personname&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;Biblioteca&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;s | &lt;span style="color: red;"&gt;Casa da Leitura (Fund. C. Gulbenkian)&lt;/span&gt; | Conselleria de Cultura da Xunta de Galicia | &lt;span style="color: black;"&gt;Edicións Xerais de Galicia | &lt;/span&gt;ELOS – Associação Galego-Portuguesa de Investigação &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Literatura Infantil"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt;em Literatura Infantil&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Arial;"&gt; e Juvenil | Caixanova | Livraria Index&lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;FICHA DE INSCRIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Nome______________________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Profissão___________________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Local de trabalho_____________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Endereço___________________________________________________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Telefone_________________ e mail_________________ fax__________________&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Valor da inscrição: &lt;b style=""&gt;25 Euros&lt;/b&gt; (cheque passado à Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil)&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Informações: a.c. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Helena Silva"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Helena Silva&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt; (Bibliot. Municipal Almeida Garrett; telef. nº &lt;/span&gt;&lt;st1:phone o_x003a_ls="trans"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;226081000&lt;/span&gt;&lt;/st1:phone&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;)&lt;br /&gt;Para inscrições nas actividades dirigidas a crianças, contactar &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Carla Fernandes"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Carla  Fernandes&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;, telef. nº &lt;/span&gt;&lt;st1:phone o_x003a_ls="trans"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;226081000&lt;/span&gt;&lt;/st1:phone&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Imprimir esta ficha, preenchê-la e remeter, com cheque, para:&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;13&lt;sup&gt;os&lt;/sup&gt; Encontros Luso-Galaicos do Livro Infantil e Juvenil&lt;br /&gt;Biblioteca Municipal Almeida Garrett&lt;br /&gt;a.c. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Helena Silva"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;Helena Silva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Rua de Entrequintas&lt;br /&gt;4050 Porto&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-1175518707390319880?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/1175518707390319880/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=1175518707390319880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/1175518707390319880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/1175518707390319880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/10/13os-encontros-luso-galaico-franceses.html' title='13os Encontros Luso-Galaico-Franceses do Livro Infantil e Juvenil'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-8000876270099666164</id><published>2007-06-20T12:33:00.000+01:00</published><updated>2007-06-20T12:39:01.263+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura Infanto-Juvenil'/><title type='text'>Aniversário de Matilde Rosa Araújo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Programa&lt;/p&gt;                  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt; I PARTE&lt;br /&gt;NA BIBLIOTECA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;16H00 – Sessão de Abertura&lt;br /&gt;Boas Vindas - Filipe Baptista, Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Marquês de Pombal&lt;br /&gt;O Melhor do Mundo são as Crianças - Maria do Carmo Vieira, Membro do Conselho de Coordenação do Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz&lt;br /&gt;Viver a Poesia -Helena Cidade Moura, Presidente do Núcleo de Investigação - Acção da Civitas - Associação para a Defesa e Promoção dos Direitos dos Cidadãos&lt;br /&gt;A Criança e a Música - Paula Coimbra, Professora de Canto Coral da Academia de Música de Lisboa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;16H10 Poemas e Contos de Matilde – Reacção Afectiva e Estética das Crianças&lt;br /&gt;Figuinho da Capa Rota e Caixinha de Música – canções que integram o CD Loik (1996)- Coro de Pequenos Cantores da Academia de Música&lt;br /&gt;Apresentação de canções tradicionais e poemas de Matilde - alunos do 1º ano da Cooperativa A Torre&lt;br /&gt;Leitura de poemas inspirados em poemas da Matilde--alunos do 2ºano da Cooperativa A Torre&lt;br /&gt;Excertos floridos na obra de Matilde - alunos do 3ºano da Cooperativa A Torre&lt;br /&gt;Ilustração de Contos da Matilde – alunos do 4ºano da Cooperativa A Torre&lt;br /&gt;Poema da Matilde cantado por todas as crianças presentes - Cooperativa A Torre)&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;16H45 Objectos Evocativos do Universo de Matilde &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Inauguração de uma exposição de objectos pessoais da escritora Matilde Rosa Araújo e de desencadeadores ou resultados de leituras da sua obra - Cristina Viçoso, Presidente da Assembleia de Escola&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Doce (s) ( e)&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;despedida das crianças&lt;br /&gt;Parabéns a Matilde - Alunos da Classe de Violino da Academia de Música de Lisboa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;IIPARTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;         &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;NA BIBLIOTECA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;17H15- Reflexos de Matilde&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Capuchinho na Escola - Maria Alda Bacelar de Begonha, ex-aluna&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Poesia no exame? -Maria de Fátima Ventura, ex-examinanda&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Acompanhar Matilde - Vanda Pinto de Almeida, ex-aluna e amiga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;As Fadas foram à Escola - Maria Augusta Seabra Diniz, ex-colega e amiga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;O Verão é o Tempo já Grande - Maria Isabel César Anjo , escritora e amiga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Ilustrar Matilde - Maria Keil, pintora e amiga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Lições de Matilde - António Torrado, escritor e amigo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Todas as Crianças - Manuela Eanes, Presidente do Instituto de Apoio à Criança e amiga)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;17H45 – Traços autobiográficos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Matilde Rosa Araújo responde à curiosidade dos convidados&lt;/p&gt;  &lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;III PARTE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;NO CENTRO DE ESTUDOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;18H00- Descerramento de uma placa evocativa, na Sala Matilde Rosa Araújo do Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;18H15- Tertúlia Era Uma Vez:Literatura para Crianças e Jovens na Escola: um difícil percurso -Maria da Conceição Rolo, membro do Conselho de Coordenação do Centro de Estudos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;19H00 Sessão de Encerramento&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Manuela Malhoa, membro do Conselho de Coordenação do Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Notas: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;1- A participação na I Parte da sessão do dia 20 é reservada às 130 crianças intervenientes, aos seus responsáveis, aos familiares de Matilde, e aos colaboradores voluntários do Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;2- A Exposição Universos de Matilde estará patente de &lt;st1:metricconverter productid="20 a"&gt;20 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 29 de Junho, (dentro do horário de funcionamento da Escola anfitriã e do Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz), e poderá ser visitada mediante inscrição.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Contactos/Secretariado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Centro de Estudos e Recursos de Literatura &amp; Literacia Eça de Queiroz/&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Escola Secundária Marquês de Pombal, Rua Alexandre de Sá Pinto Lisboa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Tel: 213643339 (09h30-12h30)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;Fax: 213621744 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: georgia;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" href="mailto:cerlit@sapo.pt"&gt;cerlit@sapo.pt&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-8000876270099666164?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/8000876270099666164/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=8000876270099666164' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8000876270099666164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/8000876270099666164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/06/aniversrio-de-matilde-rosa-arajo.html' title='Aniversário de Matilde Rosa Araújo'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116894969511323730</id><published>2007-01-16T12:11:00.000Z</published><updated>2007-01-16T12:14:55.156Z</updated><title type='text'>Alberto Manguel em entrevista ao "El Pais"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;"&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/Leer/sera/futuro/acto/rebeldia/elpepucul/20070113elpepicul_3/Tes"&gt;Leer será en el futuro un acto de rebeldía&lt;/a&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;MARÍA LUISA BLANCO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt; &lt;em&gt;- Mondion - &lt;/em&gt;13/01/2007 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: georgia;" lang="ES"&gt;Autor de &lt;i&gt;Una historia de la lectura&lt;/i&gt; (Lumen), libro que marcó un hito en el universo lector, toda la obra de Alberto Manguel (Buenos Aires, 1948) no ha hecho más que recrear el mundo del libro y de los grandes autores que lo protagonizan. En los próximos días publicará&lt;i&gt; La librería de noche&lt;/i&gt; (Alianza), un recorrido por las grandes bibliotecas del mundo: desde la legendaria Biblioteca de Alejandría fundada por los ptolomeos en el siglo III antes de Cristo, hasta las bibliotecas de las que disfrutamos en la actualidad, para recalar, finalmente, en la figura de la biblioteca como hogar, ese lugar al que siempre se vuelve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;El amor por el libro nació en Manguel de forma espontánea y muy pronto, según recuerda: "Yo era un pequeño adulto, me crió mi nodriza, con la que aprendí el inglés y el alemán, mis dos lenguas maternas, y ella, que no tenía muy claro lo que era un niño, ponía libros a mi disposición y una vez a la semana me llevaba a comprar uno. Pero el apasionamiento por ellos era cosa mía, enseguida reconocí que los libros eran una forma de abrirme al mundo. Pasé la infancia de país en país, y volver cada noche a mis libros era una forma de volver a lo conocido". Hijo de diplomáticos, fue seguramente durante esa infancia errante cuando se gestó lo que hoy es un sueño cumplido: la construcción de un edificio que albergara su propia biblioteca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;El lugar elegido por el autor del &lt;i&gt;Diccionario de lugares imaginarios&lt;/i&gt; se llama Le Presbytère y está situado en Mondion, un pueblecito cerca de la ciudad francesa de Poitiers, encaramado en una colina al sur del Loira. Lo que Manguel encontró en esta antigua propiedad de la Iglesia, que perdió sus posesiones después de la Revolución Francesa, era apenas un muro que la separaba de la propiedad colindante. Hoy es una magnífica nave construida en piedra arenisca, contigua a la cual está la propia vivienda del escritor que queda adosada a los muros con vidrieras de la iglesia del siglo XV. Nada más entrar se aprecia que se trata de la biblioteca de un romántico. Salpicados de detalles y complicidades personales, los anaqueles de la biblioteca se distribuyen en dos pisos. El escritor trabaja en el de arriba, asomado a una vista envidiable sobre su jardín: una amplia pradera con abedules, abetos y pinos de diferentes especies. Manguel hace notar cómo se oye el silencio. Y es cierto que en este lugar épico, en cuyo horizonte próximo se encuentran las tumbas de Leonor de Aquitania y de Ricardo Corazón de León, algo hay de esa cualidad de ultratumba.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;Muy próximos a su escritorio están los libros de literatura española y portuguesa y sus libros de referencia: autores clásicos, ejemplares de libros sobre el libro, coleccionados mientras escribía su historia de la lectura, y títulos de literatura árabe. Entre las distintas ediciones del &lt;i&gt;Quijote,&lt;/i&gt; una de 1782, que compró en una librería de viejo en Madrid, en la que destaca un curioso retrato real del imaginario narrador del &lt;i&gt;Quijote&lt;/i&gt; Cide Hamete Benengeli. Una foto de la tumba de Borges en Ginebra, un retrato del propio Manguel realizado por Silvina Ocampo cuando él tenía 17 años y una variada colección de fotos de sus hijos y amigos completan el ambiente que rodea al escritor. El grueso de la colección de libros se encuentra, sin embargo, en el piso inferior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;Como corresponde a una biblioteca tan personalizada, la mayoría de los volúmenes tienen su propia historia. "Los cuentos de los hermanos Grimm fue el primer libro que compré", cuenta Manguel. "Aprendí a leer en Israel, donde mi padre era embajador y yo podía ir a la librería de al lado de nuestra casa y elegir los libros que quisiera. Tenía cinco o seis años cuando compré este ejemplar". Además, diversas ediciones firmadas de Juan Ramón Jiménez, todo Pérez Galdós en las ediciones de la Biblioteca Castro, las obras completas de Kippling firmadas por el autor, varias obras de Borges dedicadas, así como un libro del propio Kipling que perteneció al autor de &lt;i&gt;El Aleph&lt;/i&gt; y que éste le regaló a los 17 años, cuando Manguel dejó Buenos Aires.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;El punto de partida de su nuevo libro, &lt;i&gt;La biblioteca de noche,&lt;/i&gt; es la pregunta por el sentido del universo, pero ¿por qué esa necesidad de encontrar un sentido?: "Los seres humanos podemos ser definidos como animales lectores. Creemos que el mundo natural hay que descifrarlo. Vivimos en esa paradoja: saber por un lado que este mundo no tiene ningún sentido y preguntarnos el porqué de las cosas". Las respuestas, a Manguel no le cabe duda, están en los libros. Por eso lamenta que hoy el libro no goce del prestigio de otro tiempo: "Las calidades que tiene la tecnología, por razones económicas, son las que nuestra sociedad pone por delante. Hace cincuenta años la biblioteca estaba en el centro de la sociedad, nadie discutía que leer era importante, pero el capitalismo salvaje actual no puede permitirse un consumidor lento. La literatura, en cambio, requiere lentitud, requiere que te detengas, que reflexiones, que nunca alcances una conclusión. Nunca puedes saber si Don Quijote está loco o no. Como sociedad tenemos que decir que el acto intelectual es importante. No puedes pedir a un adolescente que lea cuando le estás diciendo que toda actividad que no te dé una ganancia inmediata y visible es inútil. Creo que no existen seres humanos no lectores. En la sociedad actual es como si fuésemos misioneros de una religión en la que la iglesia central ya no cree".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;Una de las biblioteca preferidas de Alberto Manguel es la Biblioteca Circular de Aby Warburg, en Hamburgo, a la que dedica un capítulo de su libro. Heredero de una gran fortuna, Warburg lo dejó todo en manos de su hermano con la condición de que le diera el dinero suficiente para mantener su biblioteca y comprar todos los libros que quisiera. El lema de este hombre singular era "Vive y no me hagas daño". Pero hay otras bibliotecas que a Manguel le parecen ejemplares: "La London Library, una biblioteca privada circulante que envía los libros que quieras allí donde estés y compran los libros que tú necesitas, una librería para la que los libros no son piezas de museo. Y las bibliotecas circulantes de Colombia, los biblioburros para acceder a las poblaciones perdidas de la sierra. Alguien del pueblo cuida la bolsa y luego vuelven a recogerlas al cabo del tiempo".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;Los libros nunca se han llevado bien con el poder, por eso el escritor insiste en la necesidad de la lectura como elemento de protección: "La historia del libro corre paralela a la de la censura. Una de las cosas esenciales que proporciona la lectura es aprender a pensar, y no hay nada más peligroso para el poder que un pueblo pensante. La tarea del político es más fácil frente a un pueblo idiota, educarnos en la estupidez es quitarnos los libros, y eso siempre ha sido tarea de dictadores". Pero en la actualidad Manguel subraya otras formas de censura: "El editor cuya vocación era la literatura ya no puede trabajar de la misma manera porque tiene que conseguir un provecho financiero, y eso elimina el 90% de la literatura. Si Borges se presentase hoy con un nuevo libro no podría publicarlo. Ahora un editor se fija en las ventas anteriores de ese autor y si el anterior no se ha vendido, no se publica. Esta situación se complica porque ahora también son los compradores para las grandes superficies los que deciden. En el mundo anglosajón, a la mesa del editor se sienta el crítico, el gerente y ese comprador que opina sobre el libro, y si aceptan sus condiciones compra 50.000 ejemplares, que, además, puede devolver. Estamos en esa situación y las consecuencias serán catastróficas".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: georgia;" lang="ES"&gt;¿La lectura queda finalmente como un acto de rebeldía? "Siempre lo ha sido. Primero porque se valora la acción y no la inacción y porque conduce a la reflexión, y eso siempre es peligroso. Y porque a través de la lectura empezamos a conocer quiénes somos. En el futuro, leer será no sólo un acto de rebeldía, sino también un acto de supervivencia. Si como lectores nos resignamos a que nos impidan leer la buena literatura nos vamos a condenar a ser menos humanos. Es un riesgo que, por supuesto, no podemos correr. Ya estamos al borde de la catástrofe porque hemos destruido el mundo natural y ahora estamos haciendo todo lo posible para destruir el mundo intelectual. Hay que actuar ahora. Pero ahora quiere decir hoy". El lema que preside la biblioteca de Le Presbytère es "Lee lo que quieras", porque Alberto Manguel no cree que el amor a los libros se pueda enseñar: "El amor por la lectura es algo que se aprende pero no se enseña. De la misma forma que nadie puede obligarnos a enamorarnos, nadie puede obligarnos a amar un libro. Son cosas que ocurren por razones misteriosas, pero de lo que sí estoy convencido es que a cada uno de nosotros hay un libro que nos espera. En algún lugar de la biblioteca hay una página que ha sido escrita para nosotros"."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116894969511323730?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116894969511323730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116894969511323730' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116894969511323730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116894969511323730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2007/01/alberto-manguel-em-entrevista-ao-el.html' title='Alberto Manguel em entrevista ao &quot;El Pais&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116110154570592919</id><published>2006-10-17T17:08:00.000+01:00</published><updated>2006-10-17T17:12:25.740+01:00</updated><title type='text'>Kate DiCamillo: "A Lenda de Despereaux"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui continua o texto de Carla Maia de Almeida:"[...] Durante anos, Kate DiCamillo disse a toda a gente que ia ser escritora. Durante anos, fez tudo o que podia para sobreviver, incluindo trabalhar num parque residencial de caravanas e vender cachorros-quentes. Tudo, menos escrever. O mais próximo que conseguiu foi um emprego na secção de literatura infantil de uma loja de livros em segunda mão. As razões do embargo criativo, velhas como a humanidade, resumiu-as à &lt;b style=""&gt;NM &lt;/b&gt;em poucas palavras: «Preguiça, medo, mais medo, mais preguiça. Triste, hã?».&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Chega-se a um ponto em que a melhor maneira de transformar as coisas é torná-las insuportáveis, atirá-las para uma situação-limite onde a única fuga possível é para a frente. Pouco antes de fazer 30 anos, entre a incomodidade e a obsessão – e muitas leituras acumuladas desde o curso de inglês que concluíra na Universidade da Florida –, Kate DiCamillo começou finalmente a tentar escrever. Primeiro, histórias curtas, que enviava para as editoras e revistas, recebendo em troca respostas invariáveis com que inaugurou uma magnífica colecção de rejeições. Depois, com a ajuda de uma bolsa literária, uma dessas histórias cresceu para algo maior:&lt;i style=""&gt; Por Causa de Winn-Dixie&lt;/i&gt;, chamou-lhe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;Por Causa de Winn-Dixie&lt;/i&gt;, o livro, a vida começou a parecer-se com o que ela tinha imaginado. Um rafeiro com nome de supermercado (Winn-Dixie é uma cadeia de lojas muito popular no sul dos Estados Unidos) tornou-se protagonista de um conto que quis ser, segundo a autora, «um hino aos cães, à amizade e ao Sul». Mas podíamos acrescentar: aos livros, às mães e às pessoas autênticas que verdadeiramente nos inspiram. Publicado em 2000, pela &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Candlewick Press, ganhou mais de 40 prémios na área da literatura infanto-juvenil, atribuídos em dezenas de estados, desde a Califórnia a Nova Iorque. O reconhecimento estendeu-se aos &lt;i style=""&gt;tops&lt;/i&gt; de vendas e cruzou o Atlântico, provando que Kate DiCamillo não era só uma escritora do Sul dos Estados Unidos.&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Gótico Americano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E, no entanto, ela é mesmo uma escritora do Sul dos Estados Unidos. Nascida em Filadélfia, em 1964, aos cinco anos mudou-se para a Florida, onde cresceu, estudou e descobriu a sua «família literária». &lt;i style=""&gt;Por Causa de Winn-Dixie&lt;/i&gt;, a que se seguiu &lt;i style=""&gt;A Libertação do Tigre&lt;/i&gt;, publicado em 2001, são livros por onde passa a sombra do &lt;i style=""&gt;Southern Gothic&lt;/i&gt;, estilo impulsionado por toda uma fina linhagem de escritores do Sul (grande parte deles, mulheres), sob a presença tutelar de William Faulkner: Carson McCullers, Eudora Welty, Tennessee Williams, Harper Lee, Flannery O’Connor, Truman Capote, só para citar alguns. Se o contexto é regional – pequenas comunidades assoladas pelo abandono, famílias em serena desagregação, as ruínas de um passado orgulhoso perdido na guerra civil… –, as questões em causa são da maior amplitude moral. O que ficou nos livros de Kate DiCamillo, retirado o excesso de violência e grotesco dessa herança literária, foi um certo imaginário do desconforto; mas um desconforto em busca da sua cura e redenção, capaz de resistir a forças adversas e, ainda assim, manter a sua integridade singular. Na linguagem da psicologia, dir-se-á, talvez, &lt;i style=""&gt;resiliência&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Na literatura para crianças e jovens há uma longa tradição de heróis resilientes, desde Oliver Twist e outras torturadas personagens dickensianas à extraordinária Matilde, da obra homónima de Roald Dahl. &lt;st1:personname productid="Em Por Causa"&gt;Em &lt;i style=""&gt;Por Causa&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt; de Winn-Dixie&lt;/i&gt;, a heroína é India Opal Buloni, uma menina de dez anos que vive com o pai, pregador religioso, numa velha &lt;i style=""&gt;trailer home&lt;/i&gt; – esse tipo de caravanas que representam a residência fixa de milhões de norte-americanos das classes desfavorecidas. India não tem mãe; ou é como se não tivesse, uma vez que esta abandonou a família quando India era ainda muito pequena. O tema das mães «desaparecidas» continua no livro seguinte, &lt;i style=""&gt;A Libertação do Tigre&lt;/i&gt;, onde um rapaz de 12 anos, Rob Horton, se confronta com a necessidade de enfrentar as emoções provocadas pela morte prematura da mãe, um recalcamento espelhado na alegoria do tigre enjaulado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Se Kate DiCamillo já esclareceu em entrevistas que a mãe está viva e de boa saúde, também não faz segredo sobre o facto de o pai ter saído de casa quando ela tinha cinco anos, acontecimento que lhe marcou a história familiar e, é fácil de ver, a escrita. Não se pode dizer que as maiores figuras de referência saiam muito bem tratadas nos seus livros: se as mães desapareceram, por um motivo ou outro, os pais são emocionalmente limitados, absorvidos pelas suas ocupações ou pela luta diária da sobrevivência. Ainda assim, ela evita juízos fáceis, mostrando que as pessoas nunca são uma só coisa e temperando a complexidade dos sentimentos com humor e ternura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Uma galeria de excêntricos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O contraponto afectivo a esta realidade pouco promissora é dado não só pelos animais, como por outras personagens capazes de criar laços genuínos de amizade – também elas assombradas pelos fantasmas da solidão. &lt;st1:personname productid="Em Por Causa"&gt;Em &lt;i style=""&gt;Por Causa&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt; de Winn-Dixie&lt;/i&gt;, temos Miss Franny Block, a velha senhora «casada» com a sua biblioteca; Gloria Dump, uma negra quase cega com um passado pouco ortodoxo; e Otis, que trabalha numa loja de animais e prefere a música às palavras. &lt;st1:personname productid="Em A Liberta￧￣o"&gt;Em &lt;i style=""&gt;A Libertação&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt; do Tigre&lt;/i&gt;, há Willie May, cujas feições lembram a actriz Halle Berry, mas que limpa quartos no motel Estrela do Kentucky; e há, sobretudo, Sistina Bailey, uma menina esperta e orgulhosa do seu nome, revoltada por ter mudado de casa (“Esta é uma cidade parola e estúpida, com professores parolos e estúpidos. Ninguém nesta escola toda sequer sabe o que é a Capela Sistina.»), e que também vive com os seus «tigres» por libertar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O que tem em comum esta irmandade de excêntricos e inadaptados, tão bem decalcada do imaginário do Sul profundo? Entregues a si próprios, carregam o peso das memórias vividas e o esquecimento da América super-desenvolvida; pertencem à estirpe dos sobreviventes, não dos vencedores predestinados. Acima de tudo, contam consigo mesmos para se salvarem. Lembram-se do que aconteceu &lt;st1:personname productid="em Nova Orle￣es"&gt;em Nova  Orleães&lt;/st1:PersonName&gt;? Foi mais ou menos assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E quanto à &lt;i style=""&gt;Lenda de Despereaux&lt;/i&gt;, «a história de um rato, uma princesa, uma colher de sopa e um carrinho de linhas»? Publicado nos Estados Unidos em 2003, vendeu um milhão de exemplares e recebeu o prestigiado prémio Newberry para o melhor livro infanto-juvenil de 2004, tornando-se rapidamente um «favorito» de escolas e bibliotecas graças ao seu potencial narrativo e simbólico. Para quem leu os dois títulos anteriores, a primeira reacção pode ser de estranheza. Desta vez, os cenários mudaram: não há parques de caravanas, motéis e cafetarias, bosques e estradas secundárias, mas sim um tempo e espaço localizados na pura fantasia, de cujo interior Kate DiCamillo fez nascer uma sofisticada intriga. O universo animista da autora expandiu-se e colocou um rato no lugar de protagonista – mas o seu nome, Despereaux, é já um sinal inequívoco de que também ele pertence à raça dos sobreviventes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, Despereaux enfrentará a traição da família dos ratos; depois, as terríveis ratazanas dos subterrâneos do castelo. Pelo meio, encontrará uma princesa chamada Ervilha, uma criadita que quer ser princesa e um rei que governa o reino com soberana e majestática apatia. E ainda uma ratazana com nome renascentista, tocada pela visão da luz e pela ideia do sublime, que é o exemplo dessas personagens «más» de quem só apetece gostar. E mais não se pode dizer, a bem da surpresa do leitor. Despereaux, o último (e o único) da ninhada, vai ter de provar que merece ter ficado para contar a história.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;                                                              &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;(caixa:)&lt;br /&gt;DEZ PERGUNTAS A KATE DICAMILLO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Entre as muitas que gostaríamos de fazer. A escritora respondeu à Notícias Magazine por &lt;i style=""&gt;email&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Como foi crescer no Sul dos Estados Unidos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi delicioso, porque o Sul é um lugar onde contar histórias tem um significado enorme. A capacidade de contar e de ouvir uma história ficou arreigada em mim através da cultura sulista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Quais são os seus escritores favoritos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-GB"&gt;Joan Aiken, Beverly Cleary, Isak Dinesen [NR: Karen Blixen], Anne Tyler.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Foi mais exigente escrever &lt;i style=""&gt;A Lenda de Despereaux &lt;/i&gt;do que &lt;i style=""&gt;Por Causa de Winn-Dixie&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;A Libertação do Tigre&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi muito mais difícil, porque parti de algo completamente diferente do que tinha feito até então e estava com medo. Além disso, foi o primeiro livro que escrevi com um enredo, e os enredos são coisas complicadas e cheias de truques.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Gostou do filme que foi feito a partir de&lt;/b&gt; &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Por Causa de Winn-Dixie&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, muito. Acho que o filme resultou lindamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Quais são as suas palavras favoritas em inglês?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;Umbrella&lt;/i&gt; (guarda-chuva). &lt;i style=""&gt;Portmanteau&lt;/i&gt; (mala). &lt;i style=""&gt;Lantern&lt;/i&gt; (lanterna). &lt;i style=""&gt;Forgiveness&lt;/i&gt; (perdão).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Como é que faz para encontrar a palavra certa?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Vou ao dicionário. Mas muitas vezes as palavras certas estão na minha cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Como é que lida com as críticas «não tão boas»?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me do que Hemingway disse – e estou a parafraseá-lo: se acreditas neles quando te dizem que és bom, então tens que acreditar quando te dizem que és mau, por isso o melhor é não lhes ligares nenhuma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;Quando é que deixou o emprego na livraria?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Em 2002.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;O que a impediu de se comprometer com a escrita durante tantos anos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que queria ser escritora dez anos antes de começar a escrever. Coisas que me impediram: preguiça, medo, mais preguiça, mais medo. Triste, hã?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style=""&gt;O que responde quando alguém a questiona sobre a necessidade de as crianças lerem histórias onde exista a tristeza, a raiva e a perda?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Digo que a tristeza, a raiva e a perda são parte da vida humana e, certamente, da vida de uma criança. As histórias precisam de reflectir a realidade, ao mesmo tempo que nos oferecem esperança, consolo e vontade de prosseguir."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116110154570592919?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116110154570592919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116110154570592919' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116110154570592919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116110154570592919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/kate-dicamillo-lenda-de-despereaux.html' title='Kate DiCamillo: &quot;A Lenda de Despereaux&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116099852646227412</id><published>2006-10-16T12:33:00.000+01:00</published><updated>2006-10-16T12:35:26.473+01:00</updated><title type='text'>JN: "Estudo sobre hábitos de leitura"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo a transcrever o &lt;a href="http://jn.sapo.pt/2006/10/16/nacional/estudo_sobre_habitos_leitura.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jornal de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de hoje: "[...] Segundo explicou ao JN José Soares Neves, responsável executivo pelo projecto do Observatório, o estudo irá abranger "portugueses alfabetizados com 15 anos ou mais". A amostra está ainda a ser acertada com a empresa que fará o trabalho de campo, mas como amostra de referência foi considerada a do último estudo do género - 2500 indivíduos -, feito há uma década.&lt;br /&gt;Conseguir uma perspectiva evolutiva do problema é precisamente uma das prioridades. Outra é ganhar com experiências do estrangeiro e incorporar dados de estudos internacionais. José Soares Neves acrescenta haver também um módulo específico para os encarregados de educação, visando perceber como vêem os hábitos de leitura dos filhos, as actividades escolares e o funcionamento das bibliotecas. "Não é nosso propósito incidir directamente sobre a população escolar, porque para isso haverá outro estudo", salienta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Gedeão na internet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para Isabel Alçada, que coordena o Plano Nacional de Leitura, o arranque do inquérito é apenas um entre vários sinais de dinamismo da iniciativa. Mostra-se "muito satisfeita" com a adesão de autarquias, salientando haver já vários protocolos de colaboração assinados "e muitos outros em estudo" - a título de exemplo, indica que anteontem esteve em Évora para mais uma assinatura.&lt;br /&gt;Na próxima semana arranca um concurso dirigido ao terceiro ciclo do ensino Básico e ao Secundário, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho (ou António Gedeão). "O objectivo é a criação de uma página na internet", explica.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Modelo de avaliação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As listas de livros recomendados e actividades propostas para as escolas deverão dar frutos ao longo do ano lectivo, estando já definido o modelo de avaliação. Essa missão está a cargo de uma equipa do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE), coordenada por António Firmino da Costa, que tem vários trabalhos sobre a leitura. O objectivo é aferir "a adesão e cumprimento dos programas, a atitude dos participantes e o impacto em relação ao desenvolvimento de competências".&lt;br /&gt;O mecenato e o papel dos privados são outra área em que o grupo coordenador do plano está a investir. Isabel Alçada destaca a acção "Tudo a Ler", já lançada pela cadeia de hipermercados Continente, e acrescenta que estão a ser negociados apoios com empresas.&lt;br /&gt;Desenvolvidos estão já acordos de cooperação com editores e livreiros, com associações de professores e com diversas fundações, como é o caso da Gulbenkian, Serralves ou Centro Cultural de Belém."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116099852646227412?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116099852646227412/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116099852646227412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116099852646227412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116099852646227412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/jn-estudo-sobre-hbitos-de-leitura.html' title='JN: &quot;Estudo sobre hábitos de leitura&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116058688096000629</id><published>2006-10-11T18:13:00.000+01:00</published><updated>2006-10-11T18:14:40.973+01:00</updated><title type='text'>Os 50 anos de "Anita"</title><content type='html'>Cito o Público:&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"PÚBLICO - EDIÇÃO IMPRESSA - CULTURA&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Director: José Manuel FernandesDirectores-adjuntos: Nuno Pacheco e Manuel Carvalho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;POL nº  6041  Quarta, 11 de Outubro de 2006  &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O MUNDO PERFEITO DO "PAI" DA ANITA&lt;br /&gt;É um dos grandes clássicos da literatura infantil: a colecção da Anita vendeu mais de 80 milhõesde livros em todo o mundo e está traduzida em dezenas de línguas. O seu desenhador, Marcel Marlier, veio a Portugal celebrar os 50 anos da sua menina exemplar. &lt;em&gt;Por Alexandra Prado Coelho&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Passaram-se já 52 anos desde que Marcel Marlier desenhou pela primeira vez a Anita - ele, que é belga, chama-lhe Martine. Em 50 anos muita coisa mudou: houve países que nasceram, outros que desapareceram, o Muro de Berlim caiu, o comunismo acabou, a televisão tornou-se um objecto banal, apareceu a Internet, surgiu a União Europeia, os islamistas radicais atacaram os EUA. Enfim, muito mudou. Mas a Anita? Atravessou as décadas, com o seu cão Pantufa, o seu irmão, os amigos, um universo feliz e perfeito. E vendeu milhões - mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo, e mais de 12 milhões só em Portugal.A verdade é que pequenas coisas mudaram nela, o corte de cabelo, às vezes os traços do rosto (sobretudo se compararmos com os primeiros álbuns), a idade, que pode oscilar entre os cinco e os sete anos, mas na essência, Anita continua a ser "uma criança que é gentil, que tenta fazer as coisas bem", tal como Marlier a imaginou há 50 anos.E continua a ter o rosto da menina que trabalhava na loja do outro lado da rua quando o desenhador tinha dez ou 12 anos, e que lhe fazia bater o coração mais depressa. "Não lhe dizia que a amava, claro, porque naquele tempo não era como agora. Não teria ousado tocar-lhe, era como uma santa. Foi esse rosto que me ficou e quando tive que fazer a Anita foi esse rosto que me veio. Queria que fosse uma rapariga gentil e calorosa, que respeitasse os outros. Parecia-me o rosto que melhor representava isso", conta Marlier.&lt;br /&gt;Mudanças, mas poucasDurante todos estes anos, Anita - ou Martinka, ou Lilli, ou Martita ou Mariona, conforme os países - aprendeu a nadar, andou na escola de vela, foi ao jardim zoológico, perdeu o cão, passou férias com os avós, foi baby-sitter, esteve doente, aprendeu culinária, ballet, desenho, ajudou a mãe. Marlier, e Gibert Delahaye, criador original da personagem e autor dos textos até à sua morte, em 1997 (hoje é Jean-Louis Marlier, filho do ilustrador, que escreve os textos), chegaram a ser criticados por álbuns como Anita na Cozinha. "Diziam que estávamos a defender que as mulheres deviam ficar em casa", recorda Marlier. Mas, ao mesmo tempo, ela aprende coisas como vela ou equitação, e parece fazer sempre tudo bem.Marlier fez algumas cedências à evolução dos tempos. Os vestidos muito curtos e lenços na cabeça de um primeiro álbum como Anita na Quinta (1954) foram substituídos por roupas mais modernas. Mas o desenhador acredita que, na essência, as crianças não mudaram, apesar do ambiente em redor. "Infelizmente, hoje deixam-se influenciar muito pela televisão e querem coisas absurdas, como calças de ganga já gastas ou rasgadas. Nas emissões de variedades, as raparigas são todas iguais, com cabelos iguais, aplaudem todas ao mesmo tempo, isso irrita-me porque é tudo formatado." No entanto, "há no homem uma certa gentileza e simpatia em relação aos outros" e é isso que cria a empatia com o universo da Anita, acredita Marlier.Ao princípio era apenas uma personagem como outras, mais um álbum para ilustrar. O êxito só aconteceu ao fim de dois ou três álbuns, e Marlier demorou a aperceber-se da dimensão do fenómeno. Mas lembra-se que uma das primeiras cartas que recebeu foi de uma portuguesa, a elogiar a "perfeição quase divina" do seu traço. Ficou-lhe na memória, tal como outra carta, muito mais recente, de uma menina que escreveu à Anita: "Tenho uma doença de pele, ninguém gosta de mim, mas tu és minha amiga e estás sempre comigo."Inspirado pela própria família - primeiro os filhos, agora os netos - Marlier não planeia introduzir problemas na vida de Anita. "Pedem-me muitas vezes para que os pais dela se divorciem. Mas eu sou casado há mais de 50 anos com a minha mulher e continuamos a dar-nos bem. Fomos sempre uma família unida. Nunca houve com os meus filhos conflitos de gerações, nem na adolescência. Não tenho vontade de fazer divorciar os pais da Anita. Não é o nosso mundo."Também não é provável que a Anita passe dos sete, no máximo oito anos. "Não conheço o mundo das jovens, até porque com a televisão, a moda, e tudo isso as jovens correm o risco de se tornarem artificiais. Não me aventuro nesse mundo, deixo isso para outros."O novo álbum, que acaba de ser lançado em Portugal, chama-se Anita e os Fantasmas. E até ao dia 15 está no Centro Comercial Colombo uma exposição sobre os 50 anos da personagem.A Anita não mudou - e não mudará."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116058688096000629?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116058688096000629/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116058688096000629' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116058688096000629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116058688096000629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/os-50-anos-de-anita.html' title='Os 50 anos de &quot;Anita&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116015469840889890</id><published>2006-10-06T18:07:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T18:11:38.416+01:00</updated><title type='text'>"Público": suplemento "Mil Folhas" de 30 de Setembro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela sua relevância didáctica, cito dois textos editados no suplemento Mil Folhas", parte integrante do jornal &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 30 de Setembro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Um jornal dirigido por um rato&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Rita Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Com uma ficha técnica que não é para levar a sério, a colecção do rato &lt;a href="www.geronimostilton.com"&gt;Geronimo Stilton&lt;/a&gt; tornou-se num sucesso internacional, com tradução em 35 línguas e vendas que já alcançaram os 20 milhões de exemplares. Em Itália, o país de origem da colecção, foram vendidos 2,5 milhões de livros e, nos Estados Unidos, a Scholastic imprimiu, para a tiragem inicial, um milhão de cópias. Por cá, o êxito não está a corresponder à expectativa da Editorial Presença (venderam-se 27.200 livros), mas os miúdos que gostam do Stilton gostam mesmo e já começavam a reclamar a saída do décimo volume, que foi lançado na terça-feira com o título "Pânico nos Himalaias" (cinco mil exemplares de tiragem).&lt;br /&gt;Façamos uma curta apresentação deste jornalista-escritor de comportamento exemplar, mas facilmente enganado por todos - até porque é muito distraído. Eis como o próprio se dá a conhecer nas suas páginas: "A minha verdadeira paixão é escrever. Aqui em Ratázia, na Ilha dos Ratos, os meus livros são todos "best-sellers". O quê? Não os conhecem? São histórias para rir, mais delicadas que queijo fresco, mais apetitosas que o da Serra, mais suculentas que o cabreiro... histórias mesmo ratonas, palavra de Geronimo Stilton!"&lt;br /&gt;É formado em Ratologia da Literatura Rática, em Filosofia Arqueorrática Comparada e há 20 anos que dirige o "Diário dos Roedores". Nos tempos livres, colecciona cascas antigas de parmesão do século XVIII e joga golfe. No entanto, nada o satisfaz mais do que contar histórias ao seu sobrinho Benjamim.&lt;br /&gt;Ficção à parte, uma das obras conquistou o prémio eBook Award 2002 como melhor livro electrónico infantil e em 2001 o rato já tinha sido considerado a personagem do ano pelo Prémio Andersen. Quem escreve de facto as histórias e está por trás deste roedor nunca é revelado pelas editoras que exploram os direitos da colecção. Pode ser um homem, uma mulher ou até mesmo uma criança. Se se quiser solicitar uma entrevista, as respostas serão dadas por Stilton! - e ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sogro avarento, casamento falhado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em "O Castelo do Lorde Avarento", o rato e a sua irmã Tea são convidados pelo tio Semilorde Zanzibar - a quem chamam "o Piolhoso" e que vive em Penedos Avaros, no Castelo de Rocha Sovina - para o casamento "de seu filho Pimpolho Zanzibar com Cloaquina Cheiroti-Bafius". No final do convite, vinha a seguinte nota: "Agradece-se presente, aliás obrigatório!!!" (pág. 11).&lt;br /&gt;Correu tudo mal para Stilton, que se tornou imediatamente alvo das partidas do primo Esparrela, primeiro com um pó de comichão que o obrigou a tirar as calças em frente aos convidados, depois com uns bombons laxantes, etc. Para os restantes familiares do rato, a estada no castelo também não foi agradável. A avareza daquele Zanzibar levou a que todos passassem fome e frio. A própria noiva percebeu em que sarilhos se ia meter e já não se casou. Deixou o noivo e o pai avarento no castelo e, à boleia na moto da irmã de Stilton, foi viver para a Ratázia.&lt;br /&gt;No final, conclui o rato: "Não sei como será a vossa família, mas a minha é mesmo estranha e cómica. Aliás, todas as famílias são assim... ou não são?" (pág. 117).&lt;br /&gt;Observar as crianças a ler um livro de Geronimo Stilton pode ser muito engraçado, pois algumas delas soltam verdadeiras gargalhadas. Uma característica que também as atrai é o dinamismo da mancha gráfica e dos próprios caracteres. Há vários tipos de letra, cores diferentes no meio do texto, distorção de caracteres, texto em forma de caracol ou a própria palavra transformada numa espécie de ilustração do que é dito. Por exemplo: a expressão "faz frio de mais" aparece em dois tons de azul, grafada com letras grandes e cobertas de neve (pág. 83); a palavra "brilhante" surge em dourado e parece brilhar mesmo (pág. 98).&lt;br /&gt;Também o facto de existir no final de cada livro o mapa da Ilha dos Ratos, aparecer cartografada a cidade da Ratázia e mostrar-se a planta do edifício do "Diário dos Roedores" ajuda os leitores a ter a percepção do espaço em que as histórias acontecem. E as crianças gostam disso. Na verdade, nós também.&lt;br /&gt;#&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Castelo do Lorde Avarento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor Geronimo Stilton&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ilustrador Roberto Ronchi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grafismo Merenguita Gingermouse e Aurela De Rosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tradutor Carlos Grifo Babo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O fascínio por pedras grandes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Rita Pimenta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém fica indiferente a um menir ou a uma anta. Prova recente disso mesmo foi a mobilização de mais de 200 pessoas para erguer por métodos primitivos um monumento megalítico de 15 toneladas e sete metros, no Barrocal (Reguengos de Monsaraz). Aconteceu no dia 23 de Setembro - ou melhor, não chegou a acontecer, mas isso não interessa.&lt;br /&gt;As pedras grandes atraem, e o Ricardo, a Rita e o André não resistiram a visitar, durante a noite, as Antas do Olival da Pega, em Monsaraz (mais precisamente Sharish, a terra de Balen al-Farah). Foram às escondidas de Sara, que pensara ter conseguido dissuadi-los dessa arriscada aventura. "Não podiam conceber as perigosas forças que se concentram e escondem em certos locais" (pág. 41).&lt;br /&gt;Seguiu-os, mas, quando os avistou, já não pôde impedir que entrassem na anta. Atirou-se também lá para dentro e regressou assim ao reino da sua mãe, Zaida, uma moura encantada. O povo de origem de Sara vai pedir-lhe então ajuda na demanda do elmo de cristal, uma arma cobiçada pelos povos rivais das Terras Encantadas. Os talentos de Ricardo, de Rita e de André também terão um papel importante no impedimento do avanço das forças demoníacas dos Encobertos.&lt;br /&gt;Francisco Dionísio, o autor de "Elmo de Cristal / Os Mouros das Terras Encantadas", consegue criar um ambiente fantástico que envolve o leitor e o faz acompanhar com interesse as personagens, quer as reais, por assim dizer, quer as lendárias. As descrições, os pormenores e as ligações com os espaços geográficos alentejanos são bem doseados entre os quadros de maior acção, sempre cativantes para os jovens, e suscitam vontade para visitar monumentos megalíticos.&lt;br /&gt;(Há uma irritante confusão entre "concelhos" e "conselhos", pág. 114.)&lt;br /&gt;No final, regista-se um pequeno glossário, de que se transcrevem aqui alguns termos interessantes que se repetem ao longo do livro. Al-Andaluz: nome atribuído pelos árabes à Península Ibérica; Rio Anas: rio Guadiana, cuja junção deriva da palavra árabe "uadi" (rio) com a palavra "ana" (água); Sharish ou Xaris: nome de Monsaraz durante a ocupação islâmica.&lt;br /&gt;O autor desta história, que não é apenas de aventuras, apoiou-se em estudos de Teófilo Braga, Consiglieri Pedroso, José Leite de Vasconcelos e Gentil Martins. Fez bem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; #&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Elmo de Cristal / Os Mouros das Terras Encantadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autor Francisco Dionísio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Editor Prime Books&lt;/span&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116015469840889890?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116015469840889890/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116015469840889890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015469840889890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015469840889890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/pblico-suplemento-mil-folhas-de-30-de.html' title='&quot;Público&quot;: suplemento &quot;Mil Folhas&quot; de 30 de Setembro'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116015391736435961</id><published>2006-10-06T17:56:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T17:58:37.376+01:00</updated><title type='text'>Gramáticª.pt</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela sua manifesta relevância didáctica, cito o &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de hoje:&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;GramáTICª.pt&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Filomena Viegas*&lt;br /&gt;Para os que pensam que chegou a Portugal uma nova gramática do português, apresso-me a informar que não! A gramática da língua portuguesa está cá há vários séculos e veio para ficar. O GramáTICª.pt é que é novo. Vive na Internet, onde se instalou para fazer o acompanhamento em linha da Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, vulgo TLEBS, nome feio, é certo, mas dita a gramática que isto de siglas é assim.&lt;br /&gt;Pois esta TLEBS está sob um foco de luzes. Será bom que a sua iluminação seja clara e que a imagem projectada a devolva sem grandes deformidades, dado que já há cerca de dez anos que anda muita gente a trabalhar nela. Trabalho que nasceu quando se chegou à conclusão que a Nomenclatura Gramatical Portuguesa, de 1967, tinha deixado de ser uma referência produtiva para os problemas do ensino do português. Desde essa altura, muitas foram as idas e voltas entre os linguistas e os professores, o Ministério da Educação, a Associação de Professores de Português, a Associação Portuguesa de Linguística. Muita tinta foi usada e apagada... Quando, em 2000, a equipa de especialistas concluiu a lista dos termos da TLEBS, deu-se início a uma 2.ª fase de trabalho, a construção das fichas terminológicas, com termo, definição, exemplo e equivalentes em espanhol, francês e inglês. Na 3.ª fase, publicou-se a base de dados Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, em suporte digital, que está nas escolas.&lt;br /&gt;Desde o início da experimentação da TLEBS - experiência piloto em 2005-2006 e generalização da experiência agora em curso -, o texto do artigo 2.º da Portaria n.º 1488/2004, que lhe dá enquadramento legal, tem sido insistentemente repetido: "A TLEBS destina-se a constituir referência para as práticas pedagógicas das disciplinas de Língua Portuguesa e de Português..."&lt;br /&gt;Contudo, as vozes mais polémicas continuam a tentar fazer da TLEBS uma nova gramática, o que a TLEBS não é, ou uma listagem definitiva e arrumada de conteúdos a transmitir aos alunos, o que a TLEBS também não é. E dizer da TLEBS que traz novos termos gramaticais e depois exemplificar com o Substantivo que passa a Nome, não lhe assenta nada bem. No mínimo, é ter esquecido que João de Barros já lhe chamava Nome, na sua Gramática Portuguesa de 1540, quando escrevia que "todalas linguágens tem dous reis diferentes em gé¬nero e concórdes em ofiçio: a um chamam Nome e ao outro Verbo"...&lt;br /&gt;Vista apenas à luz do texto legal, a TLEBS não pode ser entendida como um receituário de termos para professores e alunos memorizarem e papaguearem nas aulas, uma vez que se trata de um documento de referência, um instrumento de trabalho para os professores. Cabe aos professores o trabalho da transposição didáctica dos termos a usar em cada ciclo de ensino, no respeito dos programas em vigor.&lt;br /&gt;Portanto, a TLEBS não é drama nenhum. Está em fase de revisão e é uma lista de termos, em relação directa com a gramática e com a linguística, que a equipa de especialistas que a elaborou considera os mais apropriados, à luz do estado actual dos conhecimentos linguísticos e gramaticais. Termos que os professores, no terreno, têm referido como necessários e adequados para os ensinos básico e secundário. &lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Docente de Língua Portuguesa há trinta e dois anos, responsável pelo projecto GramáTICª.pt - acompanhamento em linha da TLEBS, na página da DGIDG -Ministério da Educação&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116015391736435961?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116015391736435961/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116015391736435961' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015391736435961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015391736435961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/gramticpt.html' title='Gramáticª.pt'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-116015309571639840</id><published>2006-10-06T17:43:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T17:44:55.730+01:00</updated><title type='text'>Exposição "Lápis Mágico" no CCB</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuação do Público de 2 de Outubro: "Na primeira página de Aldo há uma menina, ar triste, cabelo escorrido, uma saia às pregas, uma camisola amarela. E uma única frase: "Passo muito tempo sozinha". Os colegas da escola tratam-na mal, os pais discutem e esquecem-se dela. Mas a menina tem um amigo, um coelho de orelhas espetadas, e ar igualmente melancólico, chamado Aldo. É o seu amigo imaginário que a protege do mundo.&lt;br /&gt;Foi John Burningham, um dos mais conhecidos ilustradores britânicos, autor de muitas dezenas de livros infantis, quem inventou a menina triste e o seu amigo imaginário. Burningham - que é casado com uma ilustradora e pai de três filhos - tem 70 anos, olhos azuis a aparecer por baixo de um sobrolho carregado, rosto sério, em alguns momentos quase angustiado. Assim, de pé ao lado dos seus desenhos, tem, por vezes, um ar tão desprotegido como a menina que inventou um coelho para ter um amigo.&lt;br /&gt;Há 40 anos que Burningham desenha. E o traço mantém a simplicidade dos primeiros tempos - se calhar é esse o segredo de uma figura como o Aldo (de 1991), intemporal e capaz de fascinar crianças em todo o mundo. Mas 40 anos de trabalho não dão ao desenhador maior confiança. De cada vez que recomeça tem dúvidas, angustia-se. "Penso se conseguirei fazê-lo outra vez."&lt;br /&gt;"Ter muita experiência torna as coisas piores", diz, na sua voz grave. "Penso "fiz todas estas coisas e agora não consigo... nunca mais vou conseguir usar a cor outra vez, ou fazer um desenho outra vez". E fico exausto quanto tento desenhar e as coisas não saem."&lt;br /&gt;Burningham não faz, decididamente, as coisas parecerem simples, mas é desarmante a falar das suas limitações. "O que é terrível para um artista que usa a cor e o desenho é que pode de repente perceber que o desenho é terrível, as cores são horríveis. E não existe uma fórmula. Não posso dizer "sei o que estou a fazer mal". Alguma coisa está errada e não sei como fazê-la certa."&lt;br /&gt;Por trás de cada desenho estão horas de tentativas, imensos planos da estrutura de cada livro. "Uma boa história é o que importa." E uma boa história pode ser tão simples como a do bebé que não comia, para desespero dos pais, e que um dia começou a comer abacates e se tornou tão forte que já segurava móveis no ar (Avocado Baby, 1982); ou, como em Granpa (1984), a da relação entre uma menina e o avô, que termina com a imagem do cadeira vazia do avô.&lt;br /&gt;"Nunca penso nas crianças", confessa. "Sei que as minhas histórias são lidas em todo o mundo, por pessoas muito diferentes, por isso devo ter uma fórmula que funciona. Mas não sei qual é. Quando os pais me dizem "o meu filho adora as suas histórias, tenho que as ler todas as noites", fico muito contente, mas não quero saber muito mais sobre isso."&lt;br /&gt;Na sala do CCB onde os seus desenhos podem ser vistos (ver caixa) está um grupo de crianças sentadas no chão em frente deles. Uma das animadoras pergunta-lhes o que é que o Aldo gostará de fazer. "É do Sporting", diz um, por causa do cachecol verde e branco. "Gosta de andar de patins", lança outro. "E de contar histórias", acrescenta um terceiro.&lt;br /&gt;John Burningham não precisa de entender o que é que Aldo tem para as crianças gostarem dele. Basta-lhe que gostem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desenhadores britânicos para conhecer até dia 31&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos de John Burningham - e os de 12 outros desenhadores britânicos, num total de 70 ilustrações - podem ser vistos na exposição Magic Pencil - Lápis Mágico, organizada pelo British Council e pelo Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, até dia 31. Para além das ilustrações nas paredes, em mesas baixas as crianças poderão ver e manusear outros livros, e ao fim-de-semana participar nas visitas guiadas, em português e inglês, feitas por rapazes e raparigas entre os 13 e os 18 anos. Há ainda oficinas para crianças (entre os 4 e os 12 anos) em torno dos livros, dos desenhos, da música e da língua inglesa. A English Language Workshop contará, nos dias 23, 24 e 25 com a contadora de histórias britânica Elly Stuart. A ideia por detrás da exposição? "Imaginem um Lápis Mágico. Nesse lápis imaginem uma linha mágica à espera de sair. Ponham o lápis no papel. O que acontece?".".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-116015309571639840?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/116015309571639840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=116015309571639840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015309571639840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/116015309571639840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/10/exposio-lpis-mgico-no-ccb.html' title='Exposição &quot;Lápis Mágico&quot; no CCB'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115218464272539427</id><published>2006-07-06T12:15:00.000+01:00</published><updated>2006-07-06T12:17:22.740+01:00</updated><title type='text'>Novo livro de Matilde Rosa Araújo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo a citar o&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2006/06/20/artes/temos_sempre_a_crianca_mesmo_quando_.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Diário de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:"[...]Com mais de 40 livros para crianças e adultos, Matilde Rosa Araújo confessa não saber, exactamente, que proveitos tem tido pelos direitos de autor do que tem publicado. "Não tenho ido à Sociedade de Autores. Como preciso de companhia para sair, aproveito para outras coisas mais imediatas."&lt;br /&gt;Hoje sai, simbolicamente, o último livro, onde a autora retrata o nosso Portugal para os pequeninos, um País "onde a solidão e a iliteracia grassam". Matilde Rosa Araújo considera que elas [as crianças] "precisam de saber". Acha que elas "entendem". "Entendem muita coisa e são muito sensíveis,"&lt;br /&gt;Com uma vida que passa por Viana do Castelo, onde vai de férias, Cascais, onde fica uns meses por ano, e Lisboa, onde vive, Matilde Rosa Araújo sente-se "iluminada" quando é convidada para ir às escolas ou a bibliotecas. "Parece que venho outra por dentro. E como se acendesse um farol."&lt;br /&gt;Voltar às escolas significa regressar ao passado, aos seus tempos de professora que lhe deram a conhecer o País. "Andei por todo o lado, nem tinha canto para escrever. Cheguei a escrever nos comboios, no café... com muito barulho, era gente que me envolvia. Mas sou como os pássaros, volto sempre ao mesmo ninho."&lt;br /&gt;Os outros são muito na sua vida. "Costumo dizer que tenho uma grande fome de vida, de estar com os outros. Devo muito aos encontros que tive. Os amigos não têm preço. E já perdi tantos... é como ter um xaile cheio de buracos e começar a sentir o frio."&lt;br /&gt;Ri-se quando lhe falamos na sua classificação como "mãe" da Literatura Infantil, ao lado de Aquilino Ribeiro, o "pai", com o seu Romance da Raposa. "Está bem, aceito, mas só porque fico ao lado do Aquilino, um bom companheiro."&lt;br /&gt;Quis ser jornalista por ler muito em jornais, em sua casa, diz, "não havia muitos livros". Chegou a fazer uma tese de licenciatura, mas depois, sobretudo a escrita para crianças, foi mais forte. "Antigamente as crianças não tinham voz e por isso não havia literatura infantil. Os seus direitos foram reconhecidos tardiamente." A escrita para adultos, que também pratica, frisa, "tem lá inserida a infância, porque somos sempre a criança. Temos sempre a criança, mesmo quando adultos".&lt;br /&gt;A escritora que escreve "porque não podia deixar de o fazer" sente-se hoje uma mulher "com alegrias, deslumbramentos e lágrimas escondidas". Como "uma prenda que nos fica da vida".&lt;br /&gt;Não acredita em Deus. "Gostava de acreditar", revela, "mas a consciência não me acusa de alguma vez ter sido indigna da vida"."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115218464272539427?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115218464272539427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115218464272539427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115218464272539427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115218464272539427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/07/novo-livro-de-matilde-rosa-arajo.html' title='Novo livro de Matilde Rosa Araújo'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115194732884888832</id><published>2006-07-03T18:17:00.000+01:00</published><updated>2006-07-03T18:23:09.133+01:00</updated><title type='text'>Mais uma vez o "Mil Folhas", sobre novo livro de Margarida Fonseca Santos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo a citar outro artigo de Rita Pimenta, intitulado "Letra Pequena / Cem anos de separação", novamente incluído no suplemento "Mil Folhas" do jornal &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 1 de Julho:&lt;br /&gt;"[...]&lt;br /&gt;João é exactamente o inverso, tem dois irmãos e é muito popular na escola e na ginástica, que adora praticar. Está sempre rodeado de amigos. Foi a sua sorte, pois ia sendo engolido por um buraco negro e não teria conseguido resistir-lhe sozinho. O pior é que agora a família não o larga. Vai atrás dele para todo o lado e nenhum adolescente gosta, nem daqui a 120 anos, de ficar à saída da escola à espera que os papás o levem para casa.&lt;br /&gt;Com imaginação e sensibilidade, &lt;a href="http://web.educom.pt/%7Epr1163/?pag=6"&gt;Margarida Fonseca Santos&lt;/a&gt; cria em "Encruzilhada no Tempo" duas personagens à procura do melhor caminho para crescer. Em paralelo, vai também contando a história do livro que Mariana e João relêem, numa espreitadela ao lugar seguro das suas infâncias, trata-se do conto "A Princesa Valente". Para que o jovem leitor mais inexperiente não se sinta perdido, sempre que esta narrativa interrompe a principal, o texto aparece em itálico e há uma interpelação directa nas primeiras linhas a situar a história e quem a lê.&lt;br /&gt;Exemplificando: "Perto da fronteira, os inimigos recuavam a olhos vistos. (Não me digam que já não sabiam em que parte íamos!)". Este contacto directo cativa o leitor, que se sente não só acompanhado pelas personagens como pelo escritor que as inventou. E a vontade de prosseguir aumenta.&lt;br /&gt;A autora orienta cursos de escrita criativa no Clube de Literatura, Ilustração e Companhia (Clic) e escreve para teatro. Recebeu o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca e o Prémio Revelação APE/IPLB em 1996 com o título "Uma Pedra sobre o Rio". Já publicou vários livros para a infância e juventude, mas também para adultos. Tem o curso superior de Piano, deu Formação Musical no Conservatório Nacional, no Instituto Gregoriano de Lisboa e foi professora de Pedagogia na Escola Superior de Música de Lisboa. Nesta colecção da Presença, Estrela do Mar, assina também "O Peixe Azul" e "O Livro Misterioso".&lt;br /&gt;Numa das suas noites de insónia, Mariana sentiu-se observada e foi atraída até à porta do armário. Abriu-a. Foi aí que descobriu o túnel.&lt;br /&gt;João, zangado pela perspectiva de ser gozado pelos colegas por andar sempre com adultos, não conseguia adormecer. Começou a ler "A Princesa Valente" e a sorrir pela forma antiquada como a história começava. De repente, sentiu-se também observado e lançou-se pelo armário adentro.&lt;br /&gt;Depois de vários encontros, os protagonistas vão ajudar-se a descobrir quem são. O que os une vai muito para além de um livro e da vontade de crescer. Parece que agora a Mariana já tem companhia e que o João já se livrou de andar com os adultos atrás. Mas Margarida Fonseca Santos é quem melhor sabe contar esta história.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Encruzilhada no Tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor Margarida Fonseca Santos&lt;br /&gt;Editora Editorial Presença&lt;br /&gt;100 págs., 7,50 euros"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115194732884888832?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115194732884888832/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115194732884888832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194732884888832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194732884888832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/07/mais-uma-vez-o-mil-folhas-sobre-novo.html' title='Mais uma vez o &quot;Mil Folhas&quot;, sobre novo livro de Margarida Fonseca Santos'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115194706245655230</id><published>2006-07-03T18:15:00.000+01:00</published><updated>2006-07-03T18:17:42.460+01:00</updated><title type='text'>Ainda do "Mil Folhas": "Clássicos para os jovens e para os outros"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conclusão da citação do artigo de Rita Pimenta:&lt;br /&gt;"[...]&lt;br /&gt;O coordenador salienta o trabalho de tradução de "A Bela e o Monstro", de Maria Teresa dos Santos Silva - "que procurou respeitar o estilo deste "clássico" do séc. XVIII" -, e as ilustrações de Inês Oliveira, "na vincada qualidade do desenho, da composição, do manejo da cor, da criação de uma atmosfera plena de emotividade".&lt;br /&gt;Sem uma previsão concreta do número de livros a publicar, serão inseridos na série autores como Fernando Pessoa e Jaime Cortesão. Deste último, o coordenador espera conseguir uma edição condigna para o "Romance das Ilhas Encantadas": "Obra literariamente legitimada pelo cânone escolar do 2.º ciclo do ensino básico e publicada pela primeira vez na "época de ouro" da nossa literatura para crianças: os anos 10 a 40 do séc. XX."&lt;br /&gt;Actualmente, está a ser ilustrada uma antologia de Fernando Pessoa para crianças, "com os poemas infantis do poeta e outros", com ilustrações de António Modesto. Será "O Meu Primeiro Fernando Pessoa".&lt;br /&gt;Estão também programadas algumas reedições de títulos que fazem parte do fundo da Porto Editora, "com novos enquadramentos gráficos e, por vezes, novas ilustrações". Um dos títulos é "O Rei Rique e Outras Histórias", "da grande Ilse Losa, com ilustrações de Júlio Resende".&lt;br /&gt;Numa outra série para os mais pequenos, sairá "Os Amigos de Lia" de Inês Oliveira (um álbum em que a artista plástica também assina o texto) e "A Bela Desaparecida", de Rita Basílio, uma nova autora que, "com este belo e bem-humorado título, ganhou o Prémio de Literatura Infantil Cidade da Figueira da Foz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adaptações feitas por escritores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;António Modesto, ilustrador, designer gráfico e professor universitário de Design e de Ilustração (em Coimbra e no Porto), escolhe os ilustradores para cada livro e assegura a qualidade estética da colecção.&lt;br /&gt;Há também um cuidado especial na escolha das adaptações dos textos, "adaptações literárias, feitas por verdadeiros escritores e não por habilidosos", e na qualidade do grafismo, pretendendo-se "dar a ver boas experiências vindas de lá de fora, que desafiem o nosso olhar, o das nossas crianças e o olhar dos nossos próprios ilustradores".&lt;br /&gt;Dos livros já editados, fica a certeza de se estar perante um trabalho sério e profissional, em que se privilegia o literário e o artístico. Agora, que as férias estão aí, é tempo de ler, ler, ler. Ou apenas reler.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Bela e o Monstro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor Jeanne-Marie Leprince de Beaumont&lt;br /&gt;Tradutor Maria Teresa dos Santos Silva&lt;br /&gt;Ilustrador Inês Oliveira&lt;br /&gt;Editor Porto Editora&lt;br /&gt;32 págs., 14,50 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Ilha do Tesouro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor Robert Louis Stevenson&lt;br /&gt;Adaptação Claire Ubac&lt;br /&gt;Tradutor António Pescada&lt;br /&gt;Ilustrador François Roca&lt;br /&gt;Editor Porto Editora&lt;br /&gt;64 págs., 14,50 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os Miseráveis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Autor Victor Hugo&lt;br /&gt;Adaptação Luc Lefort&lt;br /&gt;Tradutor António Pescada&lt;br /&gt;Ilustrador Gérard Dubois&lt;br /&gt;Editor Porto Editora&lt;br /&gt;58 págs., 14,50 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ali Babá e os Quarenta Ladrões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Adaptação Luc Lefort&lt;br /&gt;Tradutor António Pescada&lt;br /&gt;Ilustrador Emre Orhun&lt;br /&gt;Editor Porto Editora&lt;br /&gt;58 págs., 14,50 euros"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115194706245655230?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115194706245655230/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115194706245655230' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194706245655230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194706245655230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/07/ainda-do-mil-folhas-clssicos-para-os.html' title='Ainda do &quot;Mil Folhas&quot;: &quot;Clássicos para os jovens e para os outros&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115194686817197375</id><published>2006-07-03T18:10:00.001+01:00</published><updated>2006-07-03T18:14:28.206+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Fernando Savater no "Mil Folhas"</title><content type='html'>Pelo seu manifesto interesse didáctico, continuo a citar, do suplemento "Mil Folhas" inserido no &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 1 de Julho, a entrevista de Fernando Savater:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"[...]&lt;br /&gt;P. - Em "A Infância Recuperada" associava uma certa "decadência" da arte de narrar à decadência da memória, à perda do valor da memória nas sociedades contemporâneas. Trinta anos depois como vê esse problema?&lt;br /&gt;R. - Há uma diferença muito importante, creio, entre a época em que escrevi "A Infância Recuperada" e a actual: o aparecimento da Internet, dos jogos de computador, das consolas de vídeo. Tudo isso apareceu como algo de novo e também como uma espécie de recuperação da imaginação ou de formas de imaginação diferentes. A minha mulher, que é muito afeiçoada aos videojogos, fez-me ver que normalmente se passa do romance ao jogo: "O Senhor dos Anéis", por exemplo. Disse-me ela: e se fosse ao contrário, e se pegássemos no esquema de um jogo de computador e o trasladássemos para um romance? Efectivamente, essa é uma forma de narrar diferente. Quando escrevi "A Infância Recuperada" predominava o tipo de romance sem argumento, quase sem narração, baseado na linguagem. Mas com o passar dos anos foi regressando o argumento, a história. Talvez, em certa medida, por causa desses videojogos, que são micro-histórias. A recuperação da história era o que eu procurava fazer nesse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Também fazia uma distinção entre a arte da narração e o romance burguês e realista...&lt;br /&gt;R. - Porque a arte de narrar tem uma relação com a épica, com a lenda; pretende, de alguma maneira, contar histórias que não sejam costumes mas valores. A narração clássica, digamos, do que trata é de converter um valor, uma virtude, um perigo, em lenda. Em contrapartida, o romance burguês tradicional trata de descrever costumes e problemas entre os costumes da cidade: matrimónio, adultério, etc. Eu pretendia, evidentemente, recuperar a outra narração, a narração num sentido clássico. Creio que essa narração está hoje muito mais presente do que quando escrevi "A Infância Recuperada". Nessa altura isso era visto como algo muito infantil. Hoje, inclusivamente os autores mais respeitados literariamente voltam a recuperar o afã de contar histórias: Mario Vargas Llosa, Coetzee, Saramago contam histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Isso terá alguma coisa que ver com uma certa revalorização da oralidade, nomeadamente por causa do predomínio dos meios audiovisuais?&lt;br /&gt;R. - O que se passa é que há também uma revalorização de dimensões, digamos, alternativas da realidade. Estamo-nos a acostumar a ver construções alternativas da realidade. Por exemplo, fotografias em que aparecem personagens que não estiveram presentes [na cena fotografada]. As histórias nos [jogos de] computadores misturam personagens de histórias diferentes numa história única. É algo que eu também faço no meu romance. Há cada vez mais como que uma espécie de disponibilidade das histórias: dispomos delas, não há uma separação rígida entre histórias de uma época e de outra, misturam-se personagens de diversos contextos num relato novo. Hoje, o romance popular é comum que seja um romance em que aparece Aristóteles resolvendo um caso policial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Não foi a isso que se chamou, a certa altura, pós-modernidade?&lt;br /&gt;R. - Não sei se isso é a pós-modernidade, mas algo dela deve ter. Bem, isto é moderno no sentido em que há uma certa ironia no tratamento de todos os géneros literários. Não se pede ao romance histórico que não faça concessões à fantasia e que cada género tenha a sua própria norma. Há muito mais flexibilidade irónica no tratamento dos géneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" é um romance de citações, alusões e homenagens. O que tem que ver também com a memória, nomeadamente com a sua memória de leitor...&lt;br /&gt;R. - O grande labirinto é a memória. O grande labirinto é o tempo. De uma maneira ou de outra, vivemos nesse labirinto de referências, de histórias, em que se mistura a ficção, o que recordamos, a nossa vida, as vidas de outros que incorporámos à nossa. Esse é o labirinto em que nos movemos. Eu sempre quis que os meus livros não sejam um ponto de chegada mas um ponto de partida. Ou seja, que a partir de um livro meu se descubram outros livros diferentes. O melhor elogio que podem fazer a um livro meu é dizerem-me: "Li o teu livro e graças a ele descobri a obra de tal outro autor." Gostaria que, ao chegar ao fim de "O Grande Labirinto", o leitor ficasse com vontade de ler histórias de Sherlock Holmes ou de Oscar Wilde, ou de conhecer mais sobre a vida de Leonardo da Vinci... Ou seja, gostaria que o livro o remetesse a outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" não homenageia só os romances de aventuras (e argumento). Cita Shakespeare, Voltaire, Lao Zi, Jan Patocka, etc. É um resumo do seu cânone pessoal?&lt;br /&gt;R. - Sim, todas as personagens pertencem ao meu cânone. Quer dizer: tenho por todas elas algum tipo de afecto especial. E também tentei que fossem de épocas contrastantes. Uma grande livraria, ou uma biblioteca, é como uma farmácia em que há remédios para todas as enfermidades, para a melancolia, para o aborrecimento... O que eu queria era assinalar essa variedade de remédios que há na literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - O livro tem um certo ar compósito e mecânico, de acumulação e repetição de um mesmo pretexto narrativo: as "viagens" fantásticas que as personagens empreendem...&lt;br /&gt;R. - Cada uma das viagens trata, minimamente, de um problema contemporâneo: o terrorismo, a ciência ao serviço da guerra, o fanatismo religioso, a violência sobre as mulheres, etc. Evidentemente, insisto, o que fiz foi pegar no mecanismo dos jogos de computador. Ou seja, não é um romance no sentido habitual do termo, mas sim um desses jogos multimédia convertido em romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Escreveu este livro a pensar num público específico, juvenil?&lt;br /&gt;R. - Um livro como este pode ter leituras diferentes. Eu pensei num público que tenha entre 12 e 14 ou 15 anos, um público adolescente. Mas é claro que, quando penso em adolescentes, penso em mim como adolescente. Não sei como são os adolescentes agora, talvez sejam muito diferentes. Eu penso no adolescente que fui, no tipo de livros de que poderia gostar o adolescente que eu fui. Mas creio que um leitor adulto pode ler outros níveis no livro, pode lê-lo com um pouco mais de humor ou com um pouco mais de busca do segundo sentido que pode haver no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - A literatura "para crianças e jovens" costuma ser editada em colecções específicas. Tal não acontece com este livro. Isso pode trazer-lhe um público diferente?&lt;br /&gt;R. - C. S. Lewis, o amigo de Tolkien que escreveu bastante sobre literatura juvenil, dizia que literatura juvenil é aquela de que também os jovens gostam. Quer dizer que um livro de literatura infantil não é um livro que só agrada às crianças, porque um livro que só agrade a uma criança não vale a pena nem para a criança. A literatura infantil é aquela que pode agradar também a uma criança. "A Ilha do Tesouro", de Stevenson, é um romance de que também os jovens podem gostar, mas que pode agradar a qualquer um de nós. Evidentemente que não pretendo comparar, mas gostaria que o meu livro, sendo pensado para que os jovens possam desfrutá-lo, não excluísse outro tipo de leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Os livros pensados para jovens costumam ter um problema: o didactismo...&lt;br /&gt;R. - Eu não vejo nada de mal no didactismo. Quer dizer, o que é didáctico não tem de ser aborrecido. Sou daqueles que, quando liam os romances de Salgari, gostavam que ele descrevesse como eram os bosques e como eram as árvores, e que havia árvores cujos frutos se podiam comer... As crianças pequenas gostam, digamos, de saber que o lobo come o Capuchinho Vermelho, mas que, no final, o caçador resgata-a da barriga do lobo. A moral da história faz parte da própria história. Não creio que vá contra ela. A ideia de que a história não tem de transmitir nenhum valor creio que não corresponde àquilo que é a verdadeira narração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Defende, portanto, a possibilidade de a ficção poder ser educativa?&lt;br /&gt;R. - Eu sinto-me, antes de mais, um educador, o que me preocupa mais é a educação. Gostaria de ser um grande artista, mas não creio que o seja. Escrevi livros que ajudam os educadores e que ajudam a educar de uma maneira que não seja aborrecida, fastidiosa, que não converta a educação numa tortura. Porque eu creio que a educação não é uma tortura, mas um dos momentos mais apaixonantes da vida. A educação é apaixonante e deveria apaixonar os que estão a educar-se. O que tento é escrever livros capazes de fazer os jovens apaixonarem-se pela educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Mais do que um escritor, é então um professor que escreve livros?&lt;br /&gt;R. - Em primeiro lugar sou um leitor. Se me pagassem para ler, eu não precisava de ser mais nada. Mas como não me pagam para ler, há que fazer algumas outras coisas. Considero-me um educador, fundamentalmente, um professor. Creio que tenho uma certa capacidade de relação com as crianças e com os adolescentes, talvez porque de algum modo continuo muito próximo deles. Um bom mestre tem de ser um pouco ignorante. Ou seja, os grandes sábios não são bons professores porque não compreendem a ignorância dos outros. Tenho companheiros muito sábios, de filosofia, que são muito maus professores, porque não entendem que os outros não compreendam as coisas, parece-lhes que há má vontade nos outros. Em contrapartida, os que são um pouco ignorantes são melhores professores porque compreendem a ignorância dos outros, põem-se facilmente no seu lugar e percebem o que é que eles não entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Parece, todavia, que as suas actividades como divulgador e ficcionista nem sempre são bem vistas pelos seus colegas educadores e académicos...&lt;br /&gt;R. - Não podemos tentar viver como nos agrada e ao mesmo tempo comprazer os outros. Nunca me considerei um espectáculo para os outros e nem isso me preocupa demasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Fala-se muito, e há muito tempo, em educar para a leitura. É possível ensinar o prazer de ler?&lt;br /&gt;R. - A leitura é, em primeiro lugar, um prazer e os prazeres não se impõem, comunicam-se por contágio. O prazer da leitura tem de ser contagiante. Mas hoje a leitura não é só leitura de livros. Quando eu tinha dez anos, não havia televisão, íamos ao cinema quando fazíamos anos ou uma vez por mês, e ou jogávamos futebol com os outros miúdos ou líamos. Eu não gostava de futebol. Hoje a literatura tem muitas alternativas: a Internet, os jogos de computador, os blogues, a música, etc. Também se lê na Internet. Para mim, ler é ler um livro e quero que o jornal que compro e leio de manhã seja em papel; lê-lo num ecrã não me dá o prazer que me dá um jornal de papel. Mas compreendo que talvez daqui a 20 anos toda a gente leia o jornal num ecrã. E talvez os livros também. Ou seja, o que é preciso é conservar vivo o prazer que a leitura encerra. Pensemos que muitos dos nossos antepassados, muito importantes intelectualmente, nunca leram um livro. Séneca nunca teve um livro, em sentido moderno, nas mãos. Aristóteles não saberia o que é um livro. No entanto, não são pessoas que não lessem e que não tivessem tido uma vinculação à literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - No seu "Dicionário Filosófico", diz que "ler é já pensar". Não há uma sobrevalorização da leitura?&lt;br /&gt;R. - Ler é pensar no sentido de que ver imagens não tem, obrigatoriamente, de estar relacionado com um pensamento articulado, enquanto ler sim. Ou seja, ler é, forçosamente, decifrar símbolos e toda a decifração de símbolos implica um complexo processo mental. Ver uma paisagem, inclusive um quadro de Rembrandt maravilhoso, podemos fazê-lo, digamos, quase com a mente em branco. Mas não podemos ler sem pensar. Claro que há obras artísticas que podem despertar em nós pensamentos mais sublimes do que a leitura de um livro trivial. Mas o pensamento pode ser trivial mas já é o início do pensamento superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" pretende ser também uma parábola...&lt;br /&gt;R. - Tem um pouco a intenção de parábola, mas não quis que tivesse uma lição excessivamente evidente. Porque me recordo sempre daquela opinião de Lord Chesterfield à saída de uma representação de "Otelo", de Shakespeare. Alguém lhe perguntou qual era o conteúdo, a lição da obra, e Lord Chesterfield disse: "As senhoras têm de ter muito cuidado com o que fazem com os seus lenços." Essa é uma das consequências que podemos tirar de "Otelo", mas não creio que seja a única...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - ... Uma parábola com moral ambígua.&lt;br /&gt;R. - Quis que o final não fosse triunfal, sem mais. Os miúdos aprendem que têm de tentar lutar para resgatar os seus maiores, mas logo descobrem que talvez os adultos não queiram ser resgatados e que o que eles pensavam que era um grande perigo não é visto pelos outros como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Tendo lido "O Grande Labirinto", posso presumir que não tem visto o Campeonato Mundial de futebol...&lt;br /&gt;R. - Não, não, não! Nunca fui um adepto do futebol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Prefere as corridas de cavalos...&lt;br /&gt;R. - Sim, gosto muito de corridas de cavalos. E sempre consegui meter alguma história de cavalos nos meus livros anteriores. Nas corridas de cavalos são raros os nacionalismos, ninguém vai com bandeiras... Isso, para mim, é muito importante. Há uma relação mais individual, mais pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Por falar em nacionalismos: como vê a evolução das autonomias "nacionais" em Espanha depois do novo "Estatuto" catalão?&lt;br /&gt;R. - Os nacionalismos foram a grande desgraça da Espanha moderna. No século XIX todas as tentativas de fazer uma Espanha moderna, liberal e democrática tropeçaram nos nacionalismos. Isso passou-se no século XIX e no séxulo XX com a República e, desgraçadamente, passa-se hoje. O nacionalismo, que é o elemento mais reaccionário da política moderna, em Espanha uniu-se, estranhamente, à esquerda. A esquerda que sempre foi internacionalista! Hoje, coisas muito reaccionárias, como o estatuto catalão ou o que se prepara no País Basco, são vistas como avanços e como progressos esquerdistas, o que me parece absurdo. Já se viu que o estatuto catalão é um problema dos políticos. Após dois anos de lutas e confrontos, chega o referendo e mais de metade da população não vota porque não lhe interessa nada esse problema. Ou seja, é um falso problema. Oxalá não cause mais danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Mas as reivindicações autonómicas passam também por problemas de ordem cultural e, especialmente, de ordem linguística...&lt;br /&gt;R. - Que se respeitem as culturas mas não se inventem. Uma coisa é respeitar as línguas, outra coisa é haver perseguição de uma língua como o castelhano. São os falantes que têm direito à sua língua, não as línguas que têm direito a procurar falantes. Na Catalunha e no País Basco considera-se que quem tem direitos é a língua: a língua tem direito a ser falada. Eu creio que são os falantes que têm direito a falar a sua língua. Se os falantes decidem falar outra, têm o direito de falar outra. O nacionalismo crê que os direitos têm-nos o território, a língua, tudo menos as pessoas. Hoje, no País Basco ou na Catalunha, uma pessoa normal não pode educar os seus filhos na língua que preferir, tem de educá-los obrigatoriamente na língua do território, o que é um retrocesso das liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - O seu "Dicionário Filosófico" encerrava com uma citação de Peter Handke. O que pensa das recentes e polémicas censuras sobre ele exercidas?&lt;br /&gt;R. - Há muitos autores que podemos admirar literariamente sem compartilharmos, em absoluto, os seus ideais políticos. É o caso de Céline. Mas por exemplo, e já que falamos de Handke e das suas simpatias por Milosevic: Harold Pinter, que acaba de ganhar o Prémio Nobel, tem também simpatias por Milosevic e teve simpatias por Saddam Hussein, que expressou várias vezes, e no entanto ninguém lhe tirou o Nobel; Saramago tem simpatias por Fidel Castro, que tão-pouco é um modelo de liberdades públicas. O que me parece injusto é que, no caso de Handke, retiraram uma obra de teatro que não tinha nada que ver com estes problemas. Para castigá-lo. Que sabemos nós sobre o que pensava Shakespeare da política, por exemplo? Isso não nos impede de lermos e vermos as suas obras com entusiasmo."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115194686817197375?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115194686817197375/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115194686817197375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194686817197375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194686817197375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/07/entrevista-fernando-savater-no-mil_03.html' title='Entrevista a Fernando Savater no &quot;Mil Folhas&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115194683910468308</id><published>2006-07-03T18:10:00.000+01:00</published><updated>2006-07-03T18:14:16.996+01:00</updated><title type='text'>Entrevista a Fernando Savater no "Mil Folhas"</title><content type='html'>Pelo seu manifesto interesse didáctico, continuo a citar, do suplemento "Mil Folhas" inserido no &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 1 de Julho, a entrevista de Fernando Savater:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"[...]&lt;br /&gt;P. - Em "A Infância Recuperada" associava uma certa "decadência" da arte de narrar à decadência da memória, à perda do valor da memória nas sociedades contemporâneas. Trinta anos depois como vê esse problema?&lt;br /&gt;R. - Há uma diferença muito importante, creio, entre a época em que escrevi "A Infância Recuperada" e a actual: o aparecimento da Internet, dos jogos de computador, das consolas de vídeo. Tudo isso apareceu como algo de novo e também como uma espécie de recuperação da imaginação ou de formas de imaginação diferentes. A minha mulher, que é muito afeiçoada aos videojogos, fez-me ver que normalmente se passa do romance ao jogo: "O Senhor dos Anéis", por exemplo. Disse-me ela: e se fosse ao contrário, e se pegássemos no esquema de um jogo de computador e o trasladássemos para um romance? Efectivamente, essa é uma forma de narrar diferente. Quando escrevi "A Infância Recuperada" predominava o tipo de romance sem argumento, quase sem narração, baseado na linguagem. Mas com o passar dos anos foi regressando o argumento, a história. Talvez, em certa medida, por causa desses videojogos, que são micro-histórias. A recuperação da história era o que eu procurava fazer nesse livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Também fazia uma distinção entre a arte da narração e o romance burguês e realista...&lt;br /&gt;R. - Porque a arte de narrar tem uma relação com a épica, com a lenda; pretende, de alguma maneira, contar histórias que não sejam costumes mas valores. A narração clássica, digamos, do que trata é de converter um valor, uma virtude, um perigo, em lenda. Em contrapartida, o romance burguês tradicional trata de descrever costumes e problemas entre os costumes da cidade: matrimónio, adultério, etc. Eu pretendia, evidentemente, recuperar a outra narração, a narração num sentido clássico. Creio que essa narração está hoje muito mais presente do que quando escrevi "A Infância Recuperada". Nessa altura isso era visto como algo muito infantil. Hoje, inclusivamente os autores mais respeitados literariamente voltam a recuperar o afã de contar histórias: Mario Vargas Llosa, Coetzee, Saramago contam histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Isso terá alguma coisa que ver com uma certa revalorização da oralidade, nomeadamente por causa do predomínio dos meios audiovisuais?&lt;br /&gt;R. - O que se passa é que há também uma revalorização de dimensões, digamos, alternativas da realidade. Estamo-nos a acostumar a ver construções alternativas da realidade. Por exemplo, fotografias em que aparecem personagens que não estiveram presentes [na cena fotografada]. As histórias nos [jogos de] computadores misturam personagens de histórias diferentes numa história única. É algo que eu também faço no meu romance. Há cada vez mais como que uma espécie de disponibilidade das histórias: dispomos delas, não há uma separação rígida entre histórias de uma época e de outra, misturam-se personagens de diversos contextos num relato novo. Hoje, o romance popular é comum que seja um romance em que aparece Aristóteles resolvendo um caso policial...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Não foi a isso que se chamou, a certa altura, pós-modernidade?&lt;br /&gt;R. - Não sei se isso é a pós-modernidade, mas algo dela deve ter. Bem, isto é moderno no sentido em que há uma certa ironia no tratamento de todos os géneros literários. Não se pede ao romance histórico que não faça concessões à fantasia e que cada género tenha a sua própria norma. Há muito mais flexibilidade irónica no tratamento dos géneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" é um romance de citações, alusões e homenagens. O que tem que ver também com a memória, nomeadamente com a sua memória de leitor...&lt;br /&gt;R. - O grande labirinto é a memória. O grande labirinto é o tempo. De uma maneira ou de outra, vivemos nesse labirinto de referências, de histórias, em que se mistura a ficção, o que recordamos, a nossa vida, as vidas de outros que incorporámos à nossa. Esse é o labirinto em que nos movemos. Eu sempre quis que os meus livros não sejam um ponto de chegada mas um ponto de partida. Ou seja, que a partir de um livro meu se descubram outros livros diferentes. O melhor elogio que podem fazer a um livro meu é dizerem-me: "Li o teu livro e graças a ele descobri a obra de tal outro autor." Gostaria que, ao chegar ao fim de "O Grande Labirinto", o leitor ficasse com vontade de ler histórias de Sherlock Holmes ou de Oscar Wilde, ou de conhecer mais sobre a vida de Leonardo da Vinci... Ou seja, gostaria que o livro o remetesse a outras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" não homenageia só os romances de aventuras (e argumento). Cita Shakespeare, Voltaire, Lao Zi, Jan Patocka, etc. É um resumo do seu cânone pessoal?&lt;br /&gt;R. - Sim, todas as personagens pertencem ao meu cânone. Quer dizer: tenho por todas elas algum tipo de afecto especial. E também tentei que fossem de épocas contrastantes. Uma grande livraria, ou uma biblioteca, é como uma farmácia em que há remédios para todas as enfermidades, para a melancolia, para o aborrecimento... O que eu queria era assinalar essa variedade de remédios que há na literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - O livro tem um certo ar compósito e mecânico, de acumulação e repetição de um mesmo pretexto narrativo: as "viagens" fantásticas que as personagens empreendem...&lt;br /&gt;R. - Cada uma das viagens trata, minimamente, de um problema contemporâneo: o terrorismo, a ciência ao serviço da guerra, o fanatismo religioso, a violência sobre as mulheres, etc. Evidentemente, insisto, o que fiz foi pegar no mecanismo dos jogos de computador. Ou seja, não é um romance no sentido habitual do termo, mas sim um desses jogos multimédia convertido em romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Escreveu este livro a pensar num público específico, juvenil?&lt;br /&gt;R. - Um livro como este pode ter leituras diferentes. Eu pensei num público que tenha entre 12 e 14 ou 15 anos, um público adolescente. Mas é claro que, quando penso em adolescentes, penso em mim como adolescente. Não sei como são os adolescentes agora, talvez sejam muito diferentes. Eu penso no adolescente que fui, no tipo de livros de que poderia gostar o adolescente que eu fui. Mas creio que um leitor adulto pode ler outros níveis no livro, pode lê-lo com um pouco mais de humor ou com um pouco mais de busca do segundo sentido que pode haver no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - A literatura "para crianças e jovens" costuma ser editada em colecções específicas. Tal não acontece com este livro. Isso pode trazer-lhe um público diferente?&lt;br /&gt;R. - C. S. Lewis, o amigo de Tolkien que escreveu bastante sobre literatura juvenil, dizia que literatura juvenil é aquela de que também os jovens gostam. Quer dizer que um livro de literatura infantil não é um livro que só agrada às crianças, porque um livro que só agrade a uma criança não vale a pena nem para a criança. A literatura infantil é aquela que pode agradar também a uma criança. "A Ilha do Tesouro", de Stevenson, é um romance de que também os jovens podem gostar, mas que pode agradar a qualquer um de nós. Evidentemente que não pretendo comparar, mas gostaria que o meu livro, sendo pensado para que os jovens possam desfrutá-lo, não excluísse outro tipo de leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Os livros pensados para jovens costumam ter um problema: o didactismo...&lt;br /&gt;R. - Eu não vejo nada de mal no didactismo. Quer dizer, o que é didáctico não tem de ser aborrecido. Sou daqueles que, quando liam os romances de Salgari, gostavam que ele descrevesse como eram os bosques e como eram as árvores, e que havia árvores cujos frutos se podiam comer... As crianças pequenas gostam, digamos, de saber que o lobo come o Capuchinho Vermelho, mas que, no final, o caçador resgata-a da barriga do lobo. A moral da história faz parte da própria história. Não creio que vá contra ela. A ideia de que a história não tem de transmitir nenhum valor creio que não corresponde àquilo que é a verdadeira narração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Defende, portanto, a possibilidade de a ficção poder ser educativa?&lt;br /&gt;R. - Eu sinto-me, antes de mais, um educador, o que me preocupa mais é a educação. Gostaria de ser um grande artista, mas não creio que o seja. Escrevi livros que ajudam os educadores e que ajudam a educar de uma maneira que não seja aborrecida, fastidiosa, que não converta a educação numa tortura. Porque eu creio que a educação não é uma tortura, mas um dos momentos mais apaixonantes da vida. A educação é apaixonante e deveria apaixonar os que estão a educar-se. O que tento é escrever livros capazes de fazer os jovens apaixonarem-se pela educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Mais do que um escritor, é então um professor que escreve livros?&lt;br /&gt;R. - Em primeiro lugar sou um leitor. Se me pagassem para ler, eu não precisava de ser mais nada. Mas como não me pagam para ler, há que fazer algumas outras coisas. Considero-me um educador, fundamentalmente, um professor. Creio que tenho uma certa capacidade de relação com as crianças e com os adolescentes, talvez porque de algum modo continuo muito próximo deles. Um bom mestre tem de ser um pouco ignorante. Ou seja, os grandes sábios não são bons professores porque não compreendem a ignorância dos outros. Tenho companheiros muito sábios, de filosofia, que são muito maus professores, porque não entendem que os outros não compreendam as coisas, parece-lhes que há má vontade nos outros. Em contrapartida, os que são um pouco ignorantes são melhores professores porque compreendem a ignorância dos outros, põem-se facilmente no seu lugar e percebem o que é que eles não entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Parece, todavia, que as suas actividades como divulgador e ficcionista nem sempre são bem vistas pelos seus colegas educadores e académicos...&lt;br /&gt;R. - Não podemos tentar viver como nos agrada e ao mesmo tempo comprazer os outros. Nunca me considerei um espectáculo para os outros e nem isso me preocupa demasiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Fala-se muito, e há muito tempo, em educar para a leitura. É possível ensinar o prazer de ler?&lt;br /&gt;R. - A leitura é, em primeiro lugar, um prazer e os prazeres não se impõem, comunicam-se por contágio. O prazer da leitura tem de ser contagiante. Mas hoje a leitura não é só leitura de livros. Quando eu tinha dez anos, não havia televisão, íamos ao cinema quando fazíamos anos ou uma vez por mês, e ou jogávamos futebol com os outros miúdos ou líamos. Eu não gostava de futebol. Hoje a literatura tem muitas alternativas: a Internet, os jogos de computador, os blogues, a música, etc. Também se lê na Internet. Para mim, ler é ler um livro e quero que o jornal que compro e leio de manhã seja em papel; lê-lo num ecrã não me dá o prazer que me dá um jornal de papel. Mas compreendo que talvez daqui a 20 anos toda a gente leia o jornal num ecrã. E talvez os livros também. Ou seja, o que é preciso é conservar vivo o prazer que a leitura encerra. Pensemos que muitos dos nossos antepassados, muito importantes intelectualmente, nunca leram um livro. Séneca nunca teve um livro, em sentido moderno, nas mãos. Aristóteles não saberia o que é um livro. No entanto, não são pessoas que não lessem e que não tivessem tido uma vinculação à literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - No seu "Dicionário Filosófico", diz que "ler é já pensar". Não há uma sobrevalorização da leitura?&lt;br /&gt;R. - Ler é pensar no sentido de que ver imagens não tem, obrigatoriamente, de estar relacionado com um pensamento articulado, enquanto ler sim. Ou seja, ler é, forçosamente, decifrar símbolos e toda a decifração de símbolos implica um complexo processo mental. Ver uma paisagem, inclusive um quadro de Rembrandt maravilhoso, podemos fazê-lo, digamos, quase com a mente em branco. Mas não podemos ler sem pensar. Claro que há obras artísticas que podem despertar em nós pensamentos mais sublimes do que a leitura de um livro trivial. Mas o pensamento pode ser trivial mas já é o início do pensamento superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - "O Grande Labirinto" pretende ser também uma parábola...&lt;br /&gt;R. - Tem um pouco a intenção de parábola, mas não quis que tivesse uma lição excessivamente evidente. Porque me recordo sempre daquela opinião de Lord Chesterfield à saída de uma representação de "Otelo", de Shakespeare. Alguém lhe perguntou qual era o conteúdo, a lição da obra, e Lord Chesterfield disse: "As senhoras têm de ter muito cuidado com o que fazem com os seus lenços." Essa é uma das consequências que podemos tirar de "Otelo", mas não creio que seja a única...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - ... Uma parábola com moral ambígua.&lt;br /&gt;R. - Quis que o final não fosse triunfal, sem mais. Os miúdos aprendem que têm de tentar lutar para resgatar os seus maiores, mas logo descobrem que talvez os adultos não queiram ser resgatados e que o que eles pensavam que era um grande perigo não é visto pelos outros como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Tendo lido "O Grande Labirinto", posso presumir que não tem visto o Campeonato Mundial de futebol...&lt;br /&gt;R. - Não, não, não! Nunca fui um adepto do futebol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Prefere as corridas de cavalos...&lt;br /&gt;R. - Sim, gosto muito de corridas de cavalos. E sempre consegui meter alguma história de cavalos nos meus livros anteriores. Nas corridas de cavalos são raros os nacionalismos, ninguém vai com bandeiras... Isso, para mim, é muito importante. Há uma relação mais individual, mais pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Por falar em nacionalismos: como vê a evolução das autonomias "nacionais" em Espanha depois do novo "Estatuto" catalão?&lt;br /&gt;R. - Os nacionalismos foram a grande desgraça da Espanha moderna. No século XIX todas as tentativas de fazer uma Espanha moderna, liberal e democrática tropeçaram nos nacionalismos. Isso passou-se no século XIX e no séxulo XX com a República e, desgraçadamente, passa-se hoje. O nacionalismo, que é o elemento mais reaccionário da política moderna, em Espanha uniu-se, estranhamente, à esquerda. A esquerda que sempre foi internacionalista! Hoje, coisas muito reaccionárias, como o estatuto catalão ou o que se prepara no País Basco, são vistas como avanços e como progressos esquerdistas, o que me parece absurdo. Já se viu que o estatuto catalão é um problema dos políticos. Após dois anos de lutas e confrontos, chega o referendo e mais de metade da população não vota porque não lhe interessa nada esse problema. Ou seja, é um falso problema. Oxalá não cause mais danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - Mas as reivindicações autonómicas passam também por problemas de ordem cultural e, especialmente, de ordem linguística...&lt;br /&gt;R. - Que se respeitem as culturas mas não se inventem. Uma coisa é respeitar as línguas, outra coisa é haver perseguição de uma língua como o castelhano. São os falantes que têm direito à sua língua, não as línguas que têm direito a procurar falantes. Na Catalunha e no País Basco considera-se que quem tem direitos é a língua: a língua tem direito a ser falada. Eu creio que são os falantes que têm direito a falar a sua língua. Se os falantes decidem falar outra, têm o direito de falar outra. O nacionalismo crê que os direitos têm-nos o território, a língua, tudo menos as pessoas. Hoje, no País Basco ou na Catalunha, uma pessoa normal não pode educar os seus filhos na língua que preferir, tem de educá-los obrigatoriamente na língua do território, o que é um retrocesso das liberdades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. - O seu "Dicionário Filosófico" encerrava com uma citação de Peter Handke. O que pensa das recentes e polémicas censuras sobre ele exercidas?&lt;br /&gt;R. - Há muitos autores que podemos admirar literariamente sem compartilharmos, em absoluto, os seus ideais políticos. É o caso de Céline. Mas por exemplo, e já que falamos de Handke e das suas simpatias por Milosevic: Harold Pinter, que acaba de ganhar o Prémio Nobel, tem também simpatias por Milosevic e teve simpatias por Saddam Hussein, que expressou várias vezes, e no entanto ninguém lhe tirou o Nobel; Saramago tem simpatias por Fidel Castro, que tão-pouco é um modelo de liberdades públicas. O que me parece injusto é que, no caso de Handke, retiraram uma obra de teatro que não tinha nada que ver com estes problemas. Para castigá-lo. Que sabemos nós sobre o que pensava Shakespeare da política, por exemplo? Isso não nos impede de lermos e vermos as suas obras com entusiasmo."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115194683910468308?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115194683910468308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115194683910468308' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194683910468308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115194683910468308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/07/entrevista-fernando-savater-no-mil.html' title='Entrevista a Fernando Savater no &quot;Mil Folhas&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115132016576429642</id><published>2006-06-26T12:07:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T12:18:31.526+01:00</updated><title type='text'>Novo Livro de José Afonso Furtado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuação da citação do suplemento &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mil Folhas&lt;/span&gt;, parte integrante do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt; de 24 de Junho de 2006: "O livro, uma edição muito bonita, sóbria, com um grafismo e tamanho ideal, foi publicado pela editora brasileira Escritório do Livro com o apoio do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. A obra, apenas disponível no Brasil, é erudita sem deixar de ser didáctica, levanta vários problemas ligados ao livro, à evolução da escrita e às práticas sociais e mentais de leitura, lê-se numa horas, e, como o autor é exaustivo nas fontes e referências, quem quiser aprofundar ainda mais os temas ali abordados tem o trabalho de casa feito.&lt;br /&gt;"O Papel e o Pixel" é uma súmula do que o autor já publicou sobre este assunto, agora mais actualizado, pois as novas tecnologias estão em constante mudança. Os capítulos são "Livro eletrônico e edição eletrônica: tentativa de definição", "Versões eletrônicas e reconceitualização do livro no mundo digital", "Mediação tecnológica e remediação" e "Técnicas, textos, usos. Questões cognitivas e práticas sociais" e ainda uma introdução e uma conclusão.&lt;br /&gt;Numa nota logo no início, o autor diz-nos que o volume tem por base dois textos, um deles publicado na revista de literatura "Românica" em 2004 e um outro que fez para o projecto Ciberdifusão, nunca publicado. Mas acrescenta que "[a obra] não resulta, contudo, da sua mera reunião, pois foram ambos revistos e adaptados para publicação como volume coerente e autônomo, que foi ainda objeto de significativa ampliação com material até agora inédito".&lt;br /&gt;Estamos num "campo de turbulência", escreve Furtado na pág. 30, "em que a geração de publicações que exploram as capacidades específicas do universo digital, o crescimento exponencial da Web e a vulgarização do trabalho em rede e em ambientes hipertextuais questionam algumas noções atribuíveis aos textos da cultura do impresso, como a sua fixidez, linearidade, sequencialidade, autoridade ou finitude, provocando transformações nas clássicas definições de autor, leitor e as suas relações mútuas, bem como dando lugar a novas formas de ler e de escrever". É este o ponto de partida para a reflexão que nos pode levar a questionar se, por exemplo, o livro é associado à literatura por esta ter sido "a nossa mestra de leitura" (a literatura ensinou-nos a ler ficção) e se será por termos apreendido a ler através de romances que acabamos por dar a primazia à leitura do livro sob o signo do contínuo. Ou que nos leva a olhar para o futuro, por exemplo, através das opiniões de Robert S. Boynton, para quem "inovações como iTunes da Apple poderão ser consideradas como o primeiro passo para uma sociedade em que muita da atividade cultural que hoje temos como garantida - consultar uma enciclopédia numa biblioteca, vender um manual de geometria a um amigo ou copiar uma canção para um familiar - será encaminhada para um sistema de micropagamentos como contrapartida dos direitos de peças cada vez menores da nossa cultura" (pág. 152). Ou nos leva a acreditar nas previsões da consultora jurídica da American Library Association, para a qual, ""mais cedo ou mais tarde, vamos ter que calcular o preço de uma frase" e que, quando aí chegarmos, "já não se vai poder voltar atrás"" (pág. 153).&lt;br /&gt;Com "O Papel e o Pixel", José Afonso Furtado vem pôr ordem na desordem da leitura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;#&lt;br /&gt;O Papel e o Pixel&lt;br /&gt;Do Impresso ao Digital: Continuidades e Transformações&lt;br /&gt;Autor: José Afonso Furtado&lt;br /&gt;Prefácio: Aníbal Bragança&lt;br /&gt;Editor: &lt;a href="http://www.escritoriodolivro.org.br/"&gt;Escritório do Livro&lt;/a&gt;, Brasil&lt;br /&gt;205 págs. ".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115132016576429642?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115132016576429642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115132016576429642' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115132016576429642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115132016576429642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/06/novo-livro-de-jos-afonso-furtado.html' title='Novo Livro de José Afonso Furtado'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115131993534381043</id><published>2006-06-26T12:03:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T12:05:35.370+01:00</updated><title type='text'>José Miguel Ribeiro homenageado no Porto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuação da citação do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Público&lt;/span&gt; de 26 de Junho de 2006: "José Miguel Ribeiro nasceu na Amadora, em 1966. Formou-se em Pintura na Escola de Belas-Artes de Lisboa, em 1992. Nesse ano, participou na Bienal de Jovens Criadores do Mediterrâneo, em Valência, como ilustrador, actividade a que se tem dedicado com regularidade, em paralelo com a animação. Nesta arte, iniciou-se, nos primeiros anos da década de 1990, em cursos na Gulbenkian (Lisboa) e num estágio franco-português nos estúdios Filmógrafo (Porto) e Lazennec (Bretanha). É desse tempo o episódio sobre o triplo salto que fez para a série Jogos Olímpicos. E trabalhou na série da RTP O Jardim da Celeste. Mas foi em 1999 que concretizou o seu primeiro projecto ambicioso de animação de volumes, com A Suspeita. Daí para cá, continuou a trabalhar em ilustração, realizou a série Coisas Lá de Casa, e a curta Abraço do Vento, dedicada à música de Carlos Paredes. Agora sonha com Cabo Verde.&lt;br /&gt;José Miguel Ribeiro vem desde há meia dúzia de anos a tentar libertar-se do epíteto "o "gajo" que fez A Suspeita". Mas tem sido difícil. Primeiro, porque esta curta-metragem de animação de volumes garantiu já um lugar na história da animação portuguesa como o filme que acumulou mais prémios, nacionais e internacionais - o mais importante dos quais foi o Cartoon d"Or (o "Óscar" da animação europeia), conquistado em 2000, na Suécia. Depois, porque a condições de trabalho na animação no nosso país não permitem uma actividade segura e continuada, mesmo para os melhores.&lt;br /&gt;A homenagem que a Casa da Animação lhe está a prestar, no Porto, com uma exposição (Desenhar o que não se vê), duas mostras de filmes (a primeira, exibida na quinta-feira, reuniu a sua obra; a segunda, a 22 de Julho, vai desvendar as suas escolhas) e um workshop, pode permitir-lhe dar o salto.&lt;br /&gt;Actualmente com 40 anos, José Miguel Ribeiro vê essa homenagem como a oportunidade para fazer "o ponto da situação" da sua carreira. "Isto é uma vida muito instável, onde a maior dificuldade é a ausência de condições para um trabalho continuado", desabafa o realizador. "Estou numa fase em que tenho de tomar decisões: ou continuar com as curtas-metragens, mesmo optando por projectos mais simples e mais baratos, ou arranjar um projecto altamente comercial". É o dilema habitual de quem trabalha em animação no nosso país.&lt;br /&gt;Quando fez A Suspeita, numa altura em que a animação portuguesa manifestava alguma vitalidade, Ribeiro acreditou que a situação poderia consolidar-se ou mesmo melhorar. "O que sinto hoje é um grande desequilíbrio: há poucos trabalhos de grande qualidade, mas muitos que não ultrapassam a mediania". E o prémio agora conquistado por Regina Pessoa no Festival de Annecy (França), com História Trágica com Final Feliz, é "uma rara excepção que confirma a regra", nota.&lt;br /&gt;Na sua carreira, Ribeiro acrescentou, entretanto, ao êxito de A Suspeita as experiência de realização de uma série, As Coisas Lá de Casa (2001-03), e um pequeno filme dedicado à música de Carlos Paredes, O Abraço do Vento (para a peça Canto de Trabalho). Trabalhos que tem feito a partir de Montemor-o-Novo, onde actualmente vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ilustração é o meu sustento"&lt;br /&gt;Mas, no nosso país, um realizador de cinema de animação tem vida difícil. A compensação, Ribeiro tem-na encontrado na direcção de workshops e, principalmente, na ilustração. "É uma coisa que gosto de fazer, mas é também o meu sustento", confessa o realizador-desenhador, que tem trabalhado para as editoras Caminho (livros de Alice Vieira e Ana Saldanha) e Âmbar (principalmente livros de Maria Teresa dos Santos Silva), mas também para revistas como a Elle ou a Cosmopolitan.&lt;br /&gt;O desenho é, aliás, uma pulsão antiga na sua vida. Desde os tempos de estudante de Belas-Artes que José Miguel Ribeiro ocupa os tempos livres (e mortos) desenhando repetidamente nos pequenos cadernos sem linhas (da papelaria Fernandes). Acumulou já meia dúzia daquilo a que chama os seus "diários gráficos". "São cadernos que andam sempre comigo, e onde desenho e anoto coisas, sempre que estou à espera de alguma coisa, ou ando em viagem: desenho o que está à minha frente ou o que me vem à ideia", diz. Esses "diários gráficos" constituem, aliás, o fio condutor da exposição patente na Casa da Animação, fazendo a ligação entre os bonecos, os desenhos e os story-boards dos seus filmes.&lt;br /&gt;O projecto em que Ribeiro trabalha actualmente é uma nova curta-metragem, Passeio de Domingo, novamente com argumento de Virgílio Almeida e produção de Luís da Matta Almeida (os mesmos de A Suspeita). Para o desenvolvimento do projecto, Ribeiro teve já subsídio do ICAM, mas está ainda à espera de conseguir montar uma co-produção com a Holanda e a Bélgica, de que dependerá a concretização do filme. Entretanto, viveu uma experiência de dois meses em Cabo Verde - "fui lá porque senti a necessidade de parar, de reflectir sobre o futuro", - e veio de lá com mais uma série de cadernos cheios de desenhos. Não tem ainda nenhum projecto definido, mas Ribeiro diz que gostaria de "poder contar uma história com mais tempo; dar respiração às personagens...". Talvez uma longa-metragem, ou qualquer outra coisa que preencha o seu desejo de passar do desenho à animação. E que, definitivamente, lhe permita deixar de ser visto apenas como "o "gajo" que fez A Suspeita". ". &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115131993534381043?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115131993534381043/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115131993534381043' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115131993534381043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115131993534381043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/06/jos-miguel-ribeiro-homenageado-no.html' title='José Miguel Ribeiro homenageado no Porto'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-115032105764018822</id><published>2006-06-14T22:35:00.000+01:00</published><updated>2006-06-14T22:37:37.673+01:00</updated><title type='text'>VGM, "Os livros, pois"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Crónica no &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2006/06/14/opiniao/os_livros_pois.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 14 de Junho de 2006:&lt;br /&gt;"Os livros, pois. Levar a população, sobretudo os jovens, a ler mais. Tornar obrigatória a leitura de um conjunto de livros para cada ano escolar. Em França, os miúdos do secundário são obrigados a ler sete a oito livros por ano, para além das matérias que integram a disciplina de Francês. E têm de falar deles nas aulas... E, como nota José Augusto Cardoso Bernardes, no seu recente e importante livro Como Abordar a Literatura no Ensino Secundário/ /Outros Caminhos (ASA, 2006), a que tenciono voltar nesta coluna, "a Literatura é hoje menos prezada nas escolas portuguesas do que nas suas congéneres espanhola (), francesa, inglesa ou italiana, para citar apenas os exemplos onde a presença no cânone escolar é mais forte".&lt;br /&gt;A grande questão todavia desdobra-se em duas: quais os livros a indicar para leitura obrigatória em cada ano escolar? E como torná- -los disponíveis rapidamente, em termos de qualidade editorial mínima, cobertura do território e acessibilidade de preço?&lt;br /&gt;O primeiro aspecto carece de uma reflexão aprofundada e evolutiva. Isabel Alçada e Teresa Calçada abordam-no em entrevista ao último JL/Educação. Quanto ao segundo, uma solução consistirá em pesquisar a oferta editorial corrente no mercado e organizar os programas de leitura em função dela. Outra, em deixar as coisas a cargo dos editores e não apenas dos de livros escolares. A terceira, possivelmente mais eficiente e mais barata, consistiria em o Ministério da Educação convencer os grandes jornais e as editoras de livros para quiosque a publicarem séries completas desses livros em formato de bolso, com grande tiragem, promoção e distribuição garantidas e preço muito baixo. Devidamente negociado e calibrado, um programa deste tipo poderia dar excelentes frutos.&lt;br /&gt;Mas, numa altura em que se deplora o papel negativo da televisão no tocante à regressão alarmante dos hábitos de leitura, fará sentido falar do Plano Nacional de Leitura sem considerar o papel que a televisão e a rádio (tanto a de grande audiência como as rádios locais) podem e devem ter? Se há um serviço público de televisão, neste aspecto deveria haver uma ditadura implacável do Ministério da Educação sobre esse serviço público em todos os canais dependentes do Estado. Bastava que estes consagrassem à leitura, em horário nobre, a quinquagésima parte do tempo que dedicam ao futebol para se alterar o panorama desolador que enfrentamos... Eduardo Prado Coelho acaba de escrever um artigo notável sobre o que há de enjoativo e obsceno na overdose de futebol que nos é servida como pão nosso de cada dia. E, quanto aos canais privados, seria possível o Estado incluir como contrapartidas contratuais da concessão princípios que garantissem a contemplação devida dos interesses em questão.&lt;br /&gt;Sem desvalorizar, muito pelo contrário, o mérito de programas como o de Francisco José Viegas e outros, é evidente que nem o problema do défice cultural (que implicaria também uma palavra mais forte do Ministério da Cultura na área do audiovisual) nem o problema da leitura se resolvem com um simples magazine semanal, emitido lá para as tantas, nem com micronotícias sobre a actividade editorial. Ao invés, e para dar só três exemplos, pode imaginar-se o êxito que teriam séries de programas sobre a Ilíada e a Odisseia, por Frederico Lourenço, sobre Os Lusíadas, por Amélia Pinto Pais, sobre Gil Vicente, por J. A. Cardoso Bernardes, incitando à leitura a partir das aliciantes descobertas que poderiam proporcionar.&lt;br /&gt;Os melhores recursos humanos e culturais da televisão deviam ser investidos com engenho e capacidade de sugestão numa acção continuada desse tipo, relegando-se o futebol para a uma ou as duas da manhã e passando a produzir-se, com a linguagem televisiva adequada, programas social e culturalmente úteis do ponto de vista específico e prioritário do Plano Nacional de Leitura, que ocupariam a vez dos concursos idiotas e da tralha imunda que é habitual ver-se nos melhores blocos horários.&lt;br /&gt;Afinal, num país de nível cultural medíocre e de nível escolar desgraçado, num país que se preocupa tanto em proibir o tabaco que acabará por fazê-lo ao nível da próprias retretes, não haverá ninguém que se preocupe em disciplinar, ao menos, a poluição dos espíritos no espaço público, abrindo segmentos televisivos e radiofónicos frequentes e adequados para coisas mais saudáveis e, sobretudo, escolarmente mais produtivas já no médio prazo?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-115032105764018822?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/115032105764018822/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=115032105764018822' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115032105764018822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/115032105764018822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/06/vgm-os-livros-pois.html' title='VGM, &quot;Os livros, pois&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-114928379494234138</id><published>2006-06-02T22:21:00.000+01:00</published><updated>2006-06-02T22:29:54.966+01:00</updated><title type='text'>Plano Nacional de Leitura no "Público"</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Alunos da pré-primária e 1º ciclo vão ler uma hora por dia na aula&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Governo definiu um período exacto e obrigatório para as crianças lerem na sala de aula. O Plano Nacional de Leitura foi aprovado ontem em Conselho de Ministros e apresentado por três ministros. A leitura é uma "prioridade política". E "treina-se" - como nadar ou andar de bicicleta. Por Isabel Salema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo ano lectivo, os alunos da pré-primária e do 1º ciclo vão passar a ler livros, todos os dias, durante uma hora, na sala de aula. Os mais velhos, do 2º ciclo, também vão ter um período obrigatório só para ler - uma vez por semana, 45 minutos.&lt;br /&gt;São três propostas do Plano Nacional de Leitura, aprovado ontem em Conselho de Ministros, e segundo explicou a sua comissária, a escritora e professora Isabel Alçada, "é a sua parte de leão".&lt;br /&gt;Por ser uma "prioridade política" e "desígnio nacional", o Plano Nacional de Leitura foi apresentado, em conferência de imprensa, na Biblioteca da Ajuda, em Lisboa, por três ministros: da Educação, da Cultura e dos Assuntos Parlamentares. A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, disse que é "ambição" do Governo que essa prioridade política "se torne prioridade de toda a sociedade portuguesa".&lt;br /&gt;O plano "surge num encadeado já longo de medidas políticas, num esforço persistente do país", disse a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que tem a responsabilidade do plano em articulação com os outros dois ministérios. Em 2007, lembrou, a rede de bibliotecas municipais faz 20 anos e a rede de bibliotecas escolares tem 10. O plano quer "tirar partido destas infra-estruturas e acrescentar dinâmicas", continuou. Foi, aliás, pedido "pelas próprias pessoas que trabalham no terreno".&lt;br /&gt;Porque é que ler na sala de aula é tão importante? Porque, sublinhou a ministra da Educação, "as competências em leitura são decisivas para o sucesso escolar" e têm de ser adquiridas "de forma segura". E daí, justificou, "o foco nas idades iniciais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura orientada&lt;br /&gt;"Pedimos uma hora diária de leitura orientada, o que significa que as crianças tenham também um livro por onde sigam o professor. Um livro para cada um, ou um para cada dois", explicou Isabel Alçada, professora na Escola Superior de Educação e autora de livros infanto-juvenis (ver caixa). "Não é só ouvir ler. O professor assegura que o livro é mesmo lido, porque o faz na sala de aula", continua, acrescentando que no pré-escolar é importante que as crianças observem o livro, as ilustrações, mas também o texto.&lt;br /&gt;Teresa Calçada, vice-comissária do plano e coordenadora do Gabinete da Rede das Bibliotecas Escolares, diz que foi feito "um trabalho fantástico" com a rede, que no final de 2006 deverá ter cerca de 1800 bibliotecas, mas é preciso dar o passo seguinte. "Assegurar que os livros entram no quotidiano da sala de aula", afirma Isabel Alçada, criando hábitos de leitura o mais cedo possível. "Porque a leitura treina-se, é performativa, é como nadar ou andar de bicicleta."&lt;br /&gt;Segundo a ministra da Educação, nas próximas semanas, o Governo vai enviar às escolas orientações sobre a concretização do programa do 1º ciclo na sala de aula. Aí, estará integrada a hora diária dedicada à leitura, que aparecerá no tempo atribuído ao Português curricular. No caso do 2º ciclo, os 45 minutos aparecerão na disciplina de Português, disse Isabel Alçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Listas de 600 livros sai em breve&lt;br /&gt;O site do plano, que deverá estar disponível daqui a um mês, vai pôr à disposição dos professores várias listas com cerca de 600 livros, organizadas por níveis de dificuldade, para os diferentes anos de escolaridade. Há 18 níveis entre o 1º e o 6º ano, com três por ano, e um nível para o pré-escolar. "São quase 600 livros e vão estar sempre a ser actualizados. É para estimular a progressão, para os professores terem um quadro e poderem escolher com apoio", diz Isabel Alçada. "Não vamos dar nenhuma receita", diz Teresa Calçada. "É um conjunto de possibilidades de trabalho. Vamos dar um quadro de referência que permita escolher e inventar", afirma Alçada.&lt;br /&gt;Estes livros, dizem ambas, vão começar a ser fornecidos às escolas. "Há meios para equipar as escolas com livros para a leitura orientada", diz Teresa Alçada. Há também listas com sugestões para os pais, porque o plano quer chegar à família.&lt;br /&gt;Maria de Lurdes Rodrigues esclareceu que na primeira fase de arranque do plano está previsto um investimento entre um e dois milhões de euros para as solicitações das escolas. "Precisávamos de muito mais, do triplo", disse a ministra que, juntamente com as comissárias, tem a expectativa de encontrar mecenas e patrocínios para o plano.&lt;br /&gt;O plano tem várias outras medidas, tendo esclarecido a ministra da Cultura que no âmbito do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB) está previsto um reforço das acções de promoção da leitura, como o Programa de Itinerâncias Culturais que anima as bibliotecas públicas. Essa maior "densidade" vai significar um investimento de 400 mil euros em 2007.&lt;br /&gt;José Manuel Cortez, que foi destacado do IPLB para trabalhar no plano, diz que um dos objectivos "é tentar estabelecer no terreno, com competências definidas, uma rede de promotores e animadores da leitura", em articulação com o Ministério da Educação.&lt;br /&gt;A comissão do Plano Nacional de Leitura vai funcionar no Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, do Ministério da Educação. "A comissão coordena os serviços dos três ministérios", explica Isabel Alçada. Os serviços são o Gabinete da Rede das Bibliotecas Escolares, o IPLB e o Instituto da Comunicação Social. Nesta estrutura, além de Isabel Alçada, vão trabalhar Teresa Calçada (Rede de Bibliotecas Escolares), Teresa Gil, José Manuel Cortez, também do IPLB, e Alexandra Lorena, do Instituto de Comunicação.&lt;br /&gt;O sonho desta equipa é que surjam em Portugal associações e ONG dedicadas à promoção da leitura. E deixam uma pergunta: porque é que os pais não se associam e compram vários livros iguais e os oferecem às escolas?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A "comissária da leitura"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comissária do Plano Nacional de Leitura, Isabel Alçada, 56 anos, tornou-se conhecida do grande público através da colecção infanto-juvenil Uma Aventura, assinada em parceria com Ana Maria Magalhães, desde 1982 (48 títulos). Com um mestrado em Análise Social da Educação na Universidade de Boston (EUA), preparou o doutoramento na Universidade de Liège (Bélgica). Leccionou Português e História no 2.º ciclo do ensino básico (1975 a 1984) e participou activamente na Reforma do Ensino Secundário em 1975/76. É professora na Escola Superior de Educação de Lisboa. R.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A criadora da rede das bibliotecas escolares&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teresa Calçada, 53 anos, a vice-comissária do plano, é coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares no Ministério da Educação, onde fica a funcionar a estrutura do Plano Nacional de Leitura. Foi convidada em 1996 para criar uma rede de bibliotecas escolares. Vinha da vice-presidência do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, onde fez parte do grupo de trabalho que levou à criação da rede de bibliotecas municipais. I.S.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;22% dos alunos portugueses só dominam competências básicas da leitura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados globais não são tão maus quanto na Matemática, mas em relação à leitura são muitos os alunos portugueses de 15 anos que só têm o mais elementar nível de competências, concluiu a última edição (2003) do Programme for International Student Assessment (PISA), o maior estudo internacional sobre o desempenho educativo dos jovens, feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e citado no relatório do Plano Nacional de Leitura apresentado ontem. Aplicados os testes, verificou-se que 22 por cento dos alunos fica pelo nível 1 (numa escala até 5), o que significa que esses estudantes não têm as capacidades mais básicas que o PISA quer medir ou se ficam pelas tarefas elementares, como reconhecer o tema principal do texto. O desempenho médio só não é pior por causa das raparigas. Quase 30 por cento dos rapazes não vão além do nível 1. Com as raparigas acontece com 15 por cento. Grécia, Itália e Espanha também têm resultados preocupantes. Isabel Leiria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saramago diz que estímulo à leitura é "inútil"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Lusa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prémio Nobel da Literatura José Saramago questionou a utilidade de o Estado estimular a leitura e disse que o "voluntarismo não vale a pena, é inútil" numa área que "sempre foi e será coisa de uma minoria", disse quarta-feira à noite num debate na Biblioteca Municipal de Oeiras. "Não vamos exigir a todo o mundo a paixão pela leitura." Saramago disse desconhecer o conteúdo do Plano Nacional de Leitura (PNL), de cuja comissão de honra faz parte (com mais 100 pessoas) por ser "uma fatalidade, como as bexigas", por causa do Nobel. Sobre o PNL disse apenas que "há dinheiro para gastar", mas resta "esperar para ver que resultados". "O estímulo à leitura é uma coisa estranha, não deveria ter que haver outro estímulo além da necessidade de um instrumento que permita conhecer." "Mal vão as coisas quando é preciso estimular", defendeu, contrapondo que "ninguém precisa de estímulos para se entusiasmar com o futebol". Ontem, a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, disse: "Discordo e acho que Saramago está a falar de um qualquer plano de leitura e não deste." Mais tarde, disse: "Estamos certos que [Saramago] vai colaborar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Livros gratuitos para todos os bebés britânicos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 90 por cento das crianças que nascem na Grã-Bretanha recebem hoje, gratuitamente, um conjunto de livros infantis. O programa Bookstart, iniciativa nacional da organização independente de solidariedade Booktrust, consiste em dar a cada bebé nascido no país livros que estimulem as suas capacidades de leitura e aprendizagem da língua e guias orientadores de leitura para os pais e tutores. O projecto, único no mundo, liga a família, as bibliotecas e os serviços de saúde: os livros são entregues na consulta dos 7-9 meses da criança, com informação sobre as actividades da biblioteca local. Além do primeiro conjunto de livros (Bookstart), a Booktrust tem outros programas: o Bookstart Plus, para crianças a partir dos 18 meses, o My Bookstart Treasure Chest, para crianças a partir dos 3 anos. O Bookstar Rhymetimes, organizado por maternidades e bibliotecas, cria jogos com rimas, música e ritmo. Para crianças cegas e com problemas de visão até aos 4 anos, esta organização de Londres criou o Booktouch, para criar uma ligação física com os livros. Este conjunto traz, além dos livros, informação sobre como incentivar a leitura nestas crianças. As actividades e distribuição dos livros são feitas localmente, com a colaboração da biblioteca e estruturas locais de educação e saúde. Inês Calado Saraiva"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-114928379494234138?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/114928379494234138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=114928379494234138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114928379494234138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114928379494234138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/06/plano-nacional-de-leitura-no-pblico.html' title='Plano Nacional de Leitura no &quot;Público&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-114511556107205746</id><published>2006-04-15T16:35:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T16:39:21.136+01:00</updated><title type='text'>I Jornadas Hispano-Lusas "Libros y lectores para un nuevo milenio"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I Jornadas Hispano-Lusas "Libros y lectores para un nuevo milenio"&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;FACULTAD DE BIBLIOTECONOMÍA Y DOCUMENTACIÓN UNIVERSIDAD DE EXTREMADURA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; line-height: 200%; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;BADAJOZ, 24 y 25 de ABRIL&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PATROCINA&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;CONSEJERÍA DE CULTURA DE &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="LA JUNTA DE"&gt;&lt;st1:personname productid="la Junta"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;LA JUNTA&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; DE&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; EXTREMADURA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;DIPUTACIÓN DE BADAJOZ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;BIBLIOTECA DE EXTREMADURA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;COLABORAN:&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;ASOCIACIÓN ESPAÑOLA DE LECTURA Y ESCRITURA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;CEPLI (CENTRO DE PROMOCIÓN DE &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;st1:personname productid="LA LECTURA DE"&gt;&lt;st1:personname productid="la Lectura"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;LA LECTURA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; DE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;st1:personname productid="LA UNIVERSIDAD DE"&gt;&lt;st1:personname productid="LA UNIVERSIDAD"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;LA UNIVERSIDAD&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; DE&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; CASTILLA &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;st1:personname productid="LA MANCHA"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;LA  MANCHA&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;)- &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="right"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;FUNDACIÓN GERMÁN SÁNCHEZ RUIPÉREZ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 200%; font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;PROGRAMA CIENTÍFICO&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt; line-height: 200%;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;A. PRESENTACIÓN&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;El objetivo principal de este curso es diseñar una serie de medidas de fomento que faciliten la consolidación de hábitos de lectura. Se trata de establecer programas que ayuden a lograr los niveles de lectura de calidad en las bibliotecas públicas, bibliotecas escolares y otros espacios de cultura.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Para ello se reflexionará sobre los distintos aspectos que configuran los servicios y actuaciones de los centros mencionados a la luz de los cambios que están aconteciendo en nuestras sociedades. Y esto nos obligaría a reformular, al menos conceptualmente, la animación a la lectura como animación a la información, la promoción y desarrollo de los hábitos lectores como promoción en el uso autónomo de la información, ya sea para satisfacer inquietudes culturales, profesionales, formativas o por mera curiosidad recreativa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;Hay que subrayar, pues, la importancia de la formación del profesor/bibliotecario en técnicas de organización y uso de bibliotecas escolares, en animación a la lectura y en el conocimiento básico de la literatura infantil y juvenil. Por otro lado, es dentro del aula y la biblioteca escolar donde el niño o el joven aprende a leer, donde descubre la lectura y donde tiene la posibilidad de desarrollarla.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;También se verá la necesidad de que exista una estrecha colaboración entre las instituciones (bibliotecas, ludotecas....), las familias y los colectivos directamente o indirectamente interesados en el desarrollo y extensión de hábitos lectores con el fin de articular estrategias conjuntas. Esta implicación se hace imprescindible como fuente generadora de ideas y como canalizadores de esfuerzos mancomunados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Con el fin de materializar los objetivos mencionados, se establece un plan de formación que favorezca el establecimiento de políticas específicas de animación o fomento de la lectura según las demandas y características sociales, culturales, educativas y económicas con las que se cuente en cada caso. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;B. OBJETIVOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;1. Extraer criterios de utilidad para la selección de estrategias que provoquen un aumento del hábito lector, tanto en el ámbito educativo como en el bibliotecario.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;2. Proponer soluciones o sugerencias para el correcto aprovechamiento de los recursos como herramientas para crear un hábito lector.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;3. Subrayar&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;la importancia de las TIC en las bibliotecas y la lectura,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;así como los nuevos papales que les está asignado la sociedad y sus repercusiones en la promoción, el fomento y la mejora de hábitos lectores de la población.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;4. Fomentar el uso de la lectura recreativa apartándola de la estrecha óptica del aprendizaje, la instrumentalización y los controles para que así se pueda ir alimentando una afición lectora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;5.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Estimular los procesos de comprensión y de curiosidad a través de la lectura mediante estímulos progresivos que hagan aumentar el nivel cultural y el nivel lector de las personas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;6. Crear estrategias que ayuden a los mediadores de lectura a orientar y conocer los gustos lectores para así provocar el cruce entre la lectura y los potenciales lectores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;C. BLOQUES DE CONTENIDOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;Día 24 de ABRIL &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;10,00 horas Conferencia inaugural: Excmo. Sr. Consejero de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Cultura, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;D. Francisco &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Muñoz Ramírez&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;12,00 Literatura infantil y mediación lectora. La biblioteca como ámbito de animación a la lectura”. Pedro CERRILLO. Catedrático de UCLM&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;y director del CEPLI, Centro de Promoción de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Lectura"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Lectura&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; y &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Literatura Infantil."&gt;&lt;st1:personname productid="la Literatura"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Literatura&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; Infantil.&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;13,00 Lecturas por edades, Santiago YUBERO, Profesor Titular UCLM, CEPLI, Centro de Promoción de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Lectura"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Lectura&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; y &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Literatura Infantil."&gt;&lt;st1:personname productid="la Literatura"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Literatura&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; Infantil.&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;TARDE&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;16,00 Literatura, lenguaje e infancia. Dr. Fernando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;FRAGA DE AZEVEDO, Instituto de Estudos da Criança, Universidad do Minho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;18, 00 &lt;i style=""&gt;Presentación de &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Revista Puertas"&gt;&lt;st1:personname productid="la Revista"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Revista&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; Puertas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; a &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;st1:personname productid="la Lectura  Monogr￡fico"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Lectura&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Monográfico&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; “Lectura y Medios de Comunicación&lt;i style=""&gt;”&lt;/i&gt;: Dª Inmaculada BONILLA, Diputada Cultura Diputación Badajoz, D. Agustín &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Vivas&lt;/span&gt;, Coordinador Monográfico, D. Eloy MARTOS, Director de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Revista."&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Revista.&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;19,30 Taller de Lectura y Escritura Dª Beatriz &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Osés&lt;/span&gt;, Profesora IES y Premio Giner de los Ríos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;DÍA 25 DE ABRIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;10,00 horas La investigación científica: investigar para leer. Leer para investigar. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Dr. José &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;López Yepes&lt;/span&gt;, Catedrático Univ. Complutense.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;12,00 La biblioteca infantil y juvenil como espacio de promoción de lectura y dinamización cultural. Dr. Luis M. &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Cencerrado&lt;/span&gt; Coordinador del Centro de Documentación. Centro Internacional del Libro Infantil y Juvenil. Fundación Germán Sánchez Ruipérez. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 18pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;13, 30 &lt;i style=""&gt;Mesa redonda&lt;/i&gt;: El fomento de la lectura: situación y perspectivas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Dª Estela &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;D´Angelo&lt;/span&gt;, Presidenta de AELE; D. Luis &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Sáez Delgado&lt;/span&gt;, Coordinador Plan Fomento de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Lectura"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Lectura&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; - Consejería de Cultura; D. Justo &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Vila&lt;/span&gt;, Director Biblioteca de Extremadura; Dª Maria do Sameiro PEDRO, Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja; Coordina: D. Ángel &lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;Suárez&lt;/span&gt;, Seminario de Lectura UEx.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;D. ACTIVIDADES PARALELAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 71.45pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;EXPOSICIÓN INTERACTIVA E ITINERANTE DE POEMAS FOTOGRAFIADOS, AELE &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Contenidos: véase &lt;a href="http://www.asociacionaele.org/aele/inicio.php?menu=5"&gt;&lt;span style="color: windowtext;"&gt;http://www.asociacionaele.org/aele/inicio.php?menu=5&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 53.45pt; text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 71.45pt; text-align: justify; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;span style="font-family: Symbol; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span dir="ltr"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia; text-transform: uppercase;" lang="ES"&gt;PRESENTACION DEL LIBRO “LOS HIJOS DEL DRAGÓN”, LUCÍA GONZÁLEZ&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; text-indent: 35.45pt;" align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;COORDINACIÓN DE LAS JORNADAS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Agustín Vivas,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Facultad de Biblioteconomía y Documentación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Eloy Martos Núñez, Facultad de Biblioteconomía y Documentación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;COMITÉ ORGANIZADOR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. Pedro L. Lorenzo Cadalso, Prof. Titular Universidad y Decano Facultad de Biblioteconomía&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Agustín Vivas, Prof. Titular Univ. y Vicedecano,&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Facultad de Biblioteconomía y Documentación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Eloy Martos Núñez, Catedrático E.U. Didáctica Lengua y Literatura, Facultad de Biblioteconomía y Documentación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr.D. Antonio Muñoz Cañabate Vera, Prof. Titular Univ. y&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Vicedecano Facultad de Biblioteconomía y Documentación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;COMITÉ CIENTÍFICO&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. José López Yepes, Catedrático Univ. Complutense&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Pedro CERRILLO, Catedrático Didáctica de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Lengua"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la Lengua&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt; de&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la UCLM"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;la UCLM&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;y director CEPLI &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dra. Estela D´Angelo, Presidenta de AELE, Universidad Complutense&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. D. Ángel Suárez Muñoz, Prof. Titular Universidad de Extremadura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. Fernando&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;FRAGA DE AZEVEDO, Instituto de Estudos da Criança, Universidad do Minho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;" lang="ES"&gt;Dr. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;L.M. CENCERRADO MALMIERCA , Coordinador del Centro de Documentación e&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Investigación de Literatura Infantil y Juvenil, Fundación Germán Sánchez Ruipérez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Dª Maria do Sameiro Pedro, Prof. Adjunta da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja­ – Portugal­.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-114511556107205746?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/114511556107205746/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=114511556107205746' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114511556107205746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114511556107205746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/04/i-jornadas-hispano-lusas-libros-y.html' title='I Jornadas Hispano-Lusas &quot;Libros y lectores para un nuevo milenio&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-114381403343491867</id><published>2006-03-31T15:03:00.000+01:00</published><updated>2006-03-31T15:07:13.466+01:00</updated><title type='text'>"Pijama às Letras" na Biblioteca Municipal de Carnaxide</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Monotype Corsiva;font-size:6;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 26pt; color: black;" lang="PT"&gt;Jantar de Contos de Fadas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Monotype Corsiva;font-size:6;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 26pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;Ementa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt; &lt;li style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;" lang="PT"&gt;Creme de Ervilhas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;     &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt; Era uma vez um príncipe que queria casar com uma princesa. Mas não podia ser uma princesa qualquer! Não! Tinha que ser uma princesa digna de um conto de fadas! E para isso o príncipe correu o mundo em busca da princesa perfeita, mas acabou por voltar para casa, triste, e sem a ter encontrado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Até que um dia, no meio de uma valente tempestade, alguém bateu à porta do palácio. Curiosa, a velha rainha foi logo ver quem era, e encontrou, para seu grande espanto, uma jovem que dizia ser uma princesa que se tinha perdido na floresta. As suas roupas estavam rasgadas, escorria água dos seus longos cabelos e os sapatos estavam ensopados. Nenhuma princesa verdadeira se apresentaria no palácio daquela forma!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Mas a rainha, que era mais esperta, resolveu fazer-lhe um teste. Convidou-a a passar a noite no palácio, e foi ela mesma preparar-lhe o quarto onde se deitaria. Tirou então toda a roupa que estava na cama, levantou o colchão, e por baixo dele colocou uma pequena ervilha. Depois juntou vinte colchões e mais vinte edredões, e colocou tudo por cima da cama. Seria aí que a princesa iria passar a noite.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Na manhã seguinte, assim que acordou, todos lhe perguntaram como tinha dormido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, muito mal&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; – respondeu ela – &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não preguei olho a noite toda! Havia algo na minha cama que me magoou as costas e que não me deixou dormir! Foi uma noite terrível!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Assim que se ouviram estas palavras, todos tiveram a certeza de que estavam perante uma autêntica princesa, pois só uma princesa verdadeira poderia ser tão sensível a ponto de sentir uma pequena ervilha por baixo de tantos colchões. O príncipe pediu-a logo em casamento e foram muito felizes. Diz-se que a história é verdadeira, e para quem dúvidas, a ervilha ainda está guardada para poder ser vista por quem não acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;" lang="PT"&gt;(adaptado de ‘A Princesa e a Ervilha’, de H.C.Andersen)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt; &lt;li style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;" lang="PT"&gt;Sanduíches      dinamarquesas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black; font-weight: bold;" lang="PT"&gt;( de frango, delícias do mar, queijo e fiambre, e presunto)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;            Num país muito distante, andava uma menina a passear sobre um manto de neve, quando lhe apareceu uma gralha que falava a língua das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bom dia&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; - disse-lhe ela - &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que fazes por aqui sozinha?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;E a menina a princípio assustou-se, mas depois resolveu contar-lhe que andava à procura do seu amigo que tinha desaparecido e de quem tinha muitas saudades. A gralha respondeu-lhe que tinha visto um menino que era novo naquela terra e que podia talvez ser quem ela procurava. Os dois ficaram amigos e resolveram ir juntos até ao palácio, onde o menino tinha sido visto pela última vez. Pelo caminho a menina perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;-&lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Então mas o que está o meu amiguinho a fazer no palácio? Ele não é um príncipe!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Ao que a gralha respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois não, mas uma história há que explica tudo. Vou contar-te:&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black; font-style: italic;" lang="PT"&gt;Neste reino onde estamos agora, existe uma princesa que é muito inteligente e quando se decidiu a casar, fez questão de encontrar um pretendente que fosse tão inteligente quanto ela. Mandou então espalhar a palavra, que todos os jovens de boa aparência se poderiam apresentar no palácio, para que ela pudesse escolher o mais inteligente entre eles. Vieram muitos! Faziam fila aos portões do palácio! Tinham fome e tinham sede, e os mais espertos tinham trazido pequenas sanduíches dinamarquesas que não partilhavam com ninguém. Estavam muito entusiasmados mas assim que viam a princesa ficavam envergonhados e não conseguiam dizer nada! Foi então no terceiro dia que apareceu um menino, simples e de roupas pobres, que desejava apenas ouvir a princesa, sem se tornar um pretendente. Quando se encontraram a conversa resultou tão bem, que o menino acabou por ficar no palácio!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh, deve mesmo ser o meu amigo, pois ele é muito inteligente!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt; – disse a menina.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Nesse preciso instante, chegaram ambos ao palácio. A gralha entrou primeiro e de seguida arranjou maneira de a menina entrar também. Lá dentro ela procurou o seu amigo, com cuidado para não ser vista por ninguém. Por fim chegou ao quarto onde dormia a princesa e o menino de que a gralha lhe tinha falado. Aproximou-se pé ante pé, com muito jeitinho e sem fazer barulho, mas quando já estava bem perto notou que não o conhecia. Começou a chorar de tristeza e o menino acordou com o som do seu choro, revelando-se um bonito e educado príncipe. A menina contou-lhe a sua história e o príncipe teve tanta pena dela que a deixou passar a noite no palácio. No dia seguinte pela manhã, arranjou-lhe uma boa carruagem, deu-lhe roupas novas e comida e acompanhou a menina até aos portões. Ficou a acenar-lhe até a perder de vista, enquanto ela seguia caminho sem desistir, sempre com esperança de um dia encontrar o seu amigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;" lang="PT"&gt;(adaptado de ‘A Rainha da Neve’, Quarta história – o príncipe e a princesa, de H.C.Andersen)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt; &lt;li style="color: black;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Book Antiqua;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-weight: bold;" lang="PT"&gt;Bolo de Maçã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;   &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Cada chave tem a sua história. Mas esta que contamos aqui, tem uma história muito especial. Era a chave da porta do Conselheiro da Câmara, e tinha o poder especial de conseguir responder a qualquer pergunta com toda a verdade. Bastava pousá-la sobre a mão, colocar-lhe uma questão, e a chave começava a girar, cada volta significando uma letra do abecedário, até formar palavras e responder ao que se lhe perguntava. Era verdadeiramente uma chave mágica!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;O Conselheiro fascinado com os poderes da sua chave, fazia-lhe todo o tipo de perguntas e anotava todas as respostas num pequeno caderno que mantinha para esse efeito. E a chave falava sempre a verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;Uma vez, na mesma noite em que o namorado da criada a tinha vindo visitar, desapareceu do armário da cozinha meio bolo de maçã. O Conselheiro perguntou quem o tinha tirado mas ninguém se queria acusar. Pegou então na chave e perguntou-lhe:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;- &lt;i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quem tirou o bolo de maçã do armário? O gato ou o namorado?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;A chave da porta respondeu que tinha sido o namorado e a criada não teve outra hipótese senão admitir o roubo e confessar a verdade. Então e não é que aquela chave sabia mesmo tudo?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;" lang="PT"&gt;(adaptado de ‘A Chave da Porta’, de H.C.Andersen)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify; text-indent: 18pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: black;" lang="PT"&gt;Nota: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;Inspirado no livro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vislis.com/shop/index.html?target=101_NoitesLiteratura_no_Estvtmago.html"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-variant: small-caps; color: black; font-weight: bold;" lang="PT"&gt;Receitas de Contos de Fadas de Hans Christian Andersen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:black;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;, editora 101 Noites&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;span style="font-variant: small-caps; color: black;" lang="PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-114381403343491867?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/114381403343491867/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=114381403343491867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114381403343491867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/114381403343491867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/03/pijama-s-letras-na-biblioteca.html' title='&quot;Pijama às Letras&quot; na Biblioteca Municipal de Carnaxide'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113664632086807495</id><published>2006-01-07T15:02:00.000Z</published><updated>2006-01-07T15:05:36.010Z</updated><title type='text'>"Novos talentos no infanto-juvenil"</title><content type='html'>"&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Alexandre Parafita &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alexandre Parafita é investigador de literatura oral, professor e autor de mais de 30 obras, sendo as mais recentes: "Chovia Ouro no Bosque" (Porto Editora), "Branca-Flor, o Príncipe e o Demónio" (Asa), "Histórias de Arte e Manhas" (Texto Editores), "O Conselheiro do Rei" (Impala), editado também em castelhano, e "Contos de Animais com Manhas de Gente" (Âmbar).&lt;br /&gt;De 2005, retém como positivo "o despontar de alguns autores jovens, bastante promissores, seja ao nível da narração escrita, seja ao nível da ilustração, e que certamente garantirão a sobrevivência de uma literatura infanto-juvenil de qualidade no futuro".&lt;br /&gt;O primeiro título escolhido foi "A Rosinha, o Mar e os Sonhos" (Gailivro) de Rosário Alçada Araújo (escrita) e Catarina França (ilustração), "pela sintonia estética que partilham". Na obra, "de enredo encantatório, atravessado pela aventura e pelo mistério do mar e dos tesouros, ecoam, inteligentemente, as reminiscências dos velhos contos de fadas, onde não falta o perfil de uma "Branca-Flor" reinventada em cada uma das personagens femininas da história".&lt;br /&gt;Alexandre Parafita acrescenta ainda: "Para a criança que vive na fase de se apropriar de modelos, de distinguir de "motu proprio" as dicotomias essenciais com que a vida a confronta, tais como o bem e o mal, a fidelidade e a hipocrisia, a coragem e a cobardia, este livro é, sem dúvida, um amigo valioso. Valioso pela natureza das mensagens que segreda ao inconsciente do pequeno leitor."&lt;br /&gt;Em conjunto, autora e ilustradora assinaram também "Somos Diferentes" (Impala) e "A História de Uma Pequena Estrela" (Gailivro).&lt;br /&gt;Para um nível etário um pouco mais elevado, o autor destaca "Eldest" (2.º volume da Trilogia da Herança), de Christopher Paolini. "Todo o livro conduz a uma hábil e descomplexada incursão pelo mundo do fantástico, à semelhança do que vimos com as sagas de Harry Potter ou do Senhor dos Anéis. A particularidade de ser um autor muito jovem (19 anos) a dar vida e coerência a um enredo complexo, mas sedutor, onde abundam seres insólitos como dragões, elfos, anões, serpentes, espectros, feiticeiras e outros estereótipos do fantástico, torna este livro particularmente interessante para um público jovem. Um público facilmente atraído por narrativas onde impera a perspectiva mitológica do herói, envolvido num jogo permanente de intimidações, que vai superando em actos sucessivos de transgressão responsável."&lt;br /&gt;Também para estas idades, Parafita escolhe "Fábulas de Bocage", de José Jorge Letria (texto da Introdução) e André Letria (ilustração), "uma edição com muita dignidade, que, ao mesmo tempo, comemora os 200 anos da morte do grande poeta setubalense". Destaca ainda esta obra "pelo muito que ela contribui para reerguer, aos olhos dos mais jovens, uma das mais belas facetas de um poeta que, no imaginário colectivo, ficou gravado pela sua vida boémia e errante. Nestes "versos com moral" de Bocage, cuidadosamente seleccionados e enquadrados por José Jorge Letria, e magnificamente ilustrados por André Letria, ecoa uma consciência crítica que não se esgotou no tempo e que, por vezes, foi trazida na voz de animais para melhor chegar aos humanos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;A Rosinha, o Mar e os Sonhos&lt;br /&gt;Autor Rosário Alçada Araújo&lt;br /&gt;Ilustrador Catarina França&lt;br /&gt;Editor Gailivro&lt;br /&gt;36 págs., 8,90 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eldest&lt;br /&gt;Autor Christopher Paolini&lt;br /&gt;Tradutores Andrea Alves Silva e Vera Falcão Martins&lt;br /&gt;Editor Gailivro&lt;br /&gt;814 págs., 19,90 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábulas de Bocage&lt;br /&gt;Autor da Introdução José Jorge Letria&lt;br /&gt;Ilustrador André Letria&lt;br /&gt;Editor Âmbar&lt;br /&gt;42 págs., 17,85 euros&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Marta Torrão &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Marta Torrão é ilustradora e venceu o Prémio Nacional de Ilustração relativo a 2004 com o livro "Come a Sopa, Marta!" (Bichinho de Conto), atribuído por unanimidade pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e pela Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil. Normalmente usa técnica mista nos seus trabalhos (guache e colagens) e também ilustra para a imprensa, numa colaboração semanal com a revista "Notícias Magazine".&lt;br /&gt;O primeiro livro que escolheu foi "O Quê Que Quem", do ilustrador Gémeo Luís e com textos de Eugénio Roda (Edições Eterogémeas). "Seleccionei este livro pela originalidade da técnica, corte no papel, mas também pelas magníficas ilustrações que dela resultaram. Ricas em pormenores poéticos, deixando por definir onde começam e onde acabam, criando imagens dentro de uma única imagem. Uma espécie de jogo onde com toda a atenção se descobrem elementos que vivem para lá do texto." É um livro bilingue (português e inglês), com o interessante subtítulo "Notas de rodapé e de corrimão".&lt;br /&gt;A segunda obra seleccionada foi "A Máquina Infernal", do ilustrador e desta vez também autor Alain Corbel. "Alain associou a sua representação da realidade ao imaginário inocente de um menino, chamado Tim. O resultado são elementos verdadeiramente surpreendentes, como quando Tim percebe que a sua máquina infernal se pode transformar em algo bom e mágico aos olhos de uma outra criança, neste caso uma menina, e que o mesmo pode acontecer com as palavras."&lt;br /&gt;Marta Torrão considera ainda que há "detalhes harmoniosos presentes em pequenas coisas, como o vestido da personagem, que remete para a renovação e nascimento. Uma bonita união entre a escrita e o desenho".&lt;br /&gt;Por último, elege "Uma Estrela", ilustrado por Cristina Valadas e escrito por Manuel Alegre. "Escolhi este livro pela quase ausência de cores nas ilustrações, o que é bastante curioso, principalmente por ser uma obra que aborda o tema do Natal e por estarmos habituados aos livros cheios de cores. Neste caso é diferente e o facto de a ilustradora nos dar uma nova perspectiva do Natal ganha pela diferença, criando um universo de figuras simples, mas cheias de encanto."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;O Quê Que Quem/ Notas de Rodapé e de Corrimão&lt;br /&gt;Autor Eugénio Roda&lt;br /&gt;Tradução para Inglês Ana Saldanha&lt;br /&gt;Ilustrador Gémeo Luís&lt;br /&gt;Editor Edições Eterogémeas&lt;br /&gt;22 págs., 9 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Máquina Infernal&lt;br /&gt;Autor e ilustrador Alain Corbel&lt;br /&gt;Editor Caminho&lt;br /&gt;32 págs., 12,60 euros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Estrela&lt;br /&gt;Autor Manuel Alegre&lt;br /&gt;Ilustrador Cristina Valadas&lt;br /&gt;Editor Dom Quixote&lt;br /&gt;28 págs., 13,30 euros"&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113664632086807495?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113664632086807495/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113664632086807495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113664632086807495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113664632086807495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/01/novos-talentos-no-infanto-juvenil.html' title='&quot;Novos talentos no infanto-juvenil&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113664552533717740</id><published>2006-01-07T14:49:00.000Z</published><updated>2006-01-07T14:52:05.353Z</updated><title type='text'>Ilse Losa morreu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo seu manifesto interesse pedagógico, reproduzo o texto que o jornal Público edita hoje nas suas páginas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;" id="edImpTitulo"&gt;Ilse Losa (1913-2006) Uma escritora entre dois mundos&lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Morreu ontem, aos 92 anos, a escritora portuguesa de ascendência alemã Ilse Losa, um dos nomes mais significativos da nossa literatura juvenil, mas cuja obra se estende ao romance, ao conto e à crónica. Vivia no Porto desde 1934, ano em que chegou a Portugal, fugindo da ascensão nazi. Por Luís Miguel Queirós&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora existam precedentes célebres, não é nada vulgar que alguém consiga tornar-se um autor de reconhecida relevância numa língua com a qual só contactou já na idade adulta. É esse o caso de Ilse Losa, que poucas palavras conheceria em português quando a sua condição de judia a obrigou a deixar a Alemanha e a procurar refúgio no Porto, onde desembarcou em 1934, aos 21 anos.&lt;br /&gt;Do tempo que viveu no seu país natal, desde a infância passada com os avós numa aldeia próxima de Osnabrück até à sua fuga de uma Alemanha que acabara de levar os nazis ao poder, deixou-nos um notável testemunho no seu romance de estreia, O Mundo em que Vivi, escrito já directamente em português e publicado em 1949. Ficção fortemente autobiográfica, o livro conta a história de uma rapariga judia, Rose Frankfurter - loura e de olhos azuis, tal como Ilse Losa -, que escapa in extremis ao horror dos campos de concentração.&lt;br /&gt;Foi também literalmente no último momento que Ilse Lieblich (o seu apelido de solteira) abandonou a Alemanha. A Gestapo tivera acesso a uma carta em que Ilse criticava Hitler e, após um duro interrogatório, ordenou-lhe que voltasse a apresentar-se seis dias mais tarde. Se tivesse comparecido, o campo de concentração era o destino mais do que provável. Ilse fugiu nesse intervalo. O seu irmão mais velho já vivia no Porto, e o mais novo chegaria pouco depois dela.&lt;br /&gt;Em 1935, casou-se com Arménio Losa (1908-1988), um dos mais relevantes arquitectos modernistas portugueses, e adquiriu a nacionalidade portuguesa.&lt;br /&gt;Óscar Lopes foi um dos primeiros a reconhecer a importância do romance de estreia de Ilse Losa, sublinhando, em O Mundo em que Vivi, a vivacidade do retrato da sociedade alemã nos anos que vão do final da Primeira Guerra até à vitória dos nazis, mas elogiando, também, a sua "escrita inexcedivelmente sóbria e transparente".&lt;br /&gt;No mesmo ano de 1949, Ilse Losa publica Faísca Conta a Sua História, a primeira das cerca de duas dezenas de narrativas e peças de teatro que escreveu para crianças. Em 1982, recebe um prémio da Gulbenkian pelo livro Na Quinta das Cerejeiras, e a mesma fundação atribui-lhe, dois anos mais tarde, desta vez pelo conjunto da sua obra, o Grande Prémio de Literatura para Crianças.&lt;br /&gt;Segundo José António Gomes, professor e crítico de literatura infantil, "Ilse Losa introduziu o realismo na literatura para crianças em Portugal". Num depoimento ontem prestado ao PÚBLICO, recorda ainda que a autora foi pioneira na atenção aos temas ambientais, no livro Beatriz e o Plátano (1976), e recorda "a magnífica parábola sobre a perseguição dos judeus" que constitui o conto Silka, premiado em 1989 pela Bienal de Bratislava, que atribuiu a Maçã de Ouro ao trabalho de Manuela Bacelar, ilustradora de várias obras da escritora. "A Ilse é uma referência no meu trabalho e na minha vida, e lamento muito o seu desaparecimento e o facto de ter sido tão esquecida", disse ao PÚBLICO Manuela Bacelar.&lt;br /&gt;Para José Jorge Letria, Ilse Losa "libertou a literatura para a infância do estigma de uma literatura menor". E Luísa Dacosta realça o facto de a autora se ter "aventurado a escrever em português, o que talvez a fizesse sentir-se uma estrangeira mesmo na língua".&lt;br /&gt;Estrangeira sentiu-se seguramente nesse Portugal salazarista dos anos 30, que descreve no romance Sob Céus Estranhos (1962), cujo protagonista é um judeu alemão refugiado no Porto e que nos dá um magnífico retrato da provinciana "pasmaceira" (termo que o próprio herói do livro utiliza) que era a cidade no final dos anos 40.&lt;br /&gt;Entre as muitas obras de Ilse Losa, podem destacar-se o romance Rio Sem Ponte (1952), ou as narrativas de Aqui Havia Uma Casa (1955), O Barco Afundado (1979) e Caminhos Sem Destino (1991). Ou ainda o livro de crónicas de viagem Ida e Volta. À Procura de Babbitt (1960). Colaboradora de muitos jornais e revistas, Ilse Losa foi também cronista do PÚBLICO, onde manteve uma coluna mensal, desde o lançamento do jornal, em 1990, até finais de 1992.&lt;br /&gt;Além da sua própria obra, Ilse Losa deixa-nos um conjunto de importantes traduções, quer de autores alemães, como Brecht, Erich Kästner, Max Frisch ou Anna Seghers, quer de escritores portugueses que traduziu para a sua língua natal. Com Óscar Lopes, organizou uma antologia da moderna lírica portuguesa, editada em Berlim em 1969. É ainda dela a tradução portuguesa do célebre Diário de Anne Frank.&lt;br /&gt;Apesar de haver decerto alguma verdade no lamento de Manuela Bacelar, Ilse Losa não está assim tão esquecida. A publicação, em 1990, da tradução alemã de O Mundo em que Vivi despertou um grande interesse pela sua obra na Alemanha, cujo Governo a condecorou em 1991 - Portugal outorgou-lhe em 1995 a Ordem do Infante D. Henrique -, e também no seu país de acolhimento não faltam estudos sobre a sua obra, ainda que geralmente limitados a artigos de jornal, ensaios dispersos por obras colectivas ou entradas de dicionários. Um bom ponto de partida é o livro Paisagens da Memória - Identidade e Alteridade na Escrita de Ilse Losa (2001), de Ana Isabel Marques, publicado em 2001, que, além da estimulante leitura que faz da obra de Ilse Losa, inclui uma bibliografia exaustiva dos textos dedicados à autora.&lt;br /&gt;O funeral é hoje, pelas 10h30, no cemitério portuense do Prado do Repouso.  com Rita Pimenta"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113664552533717740?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113664552533717740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113664552533717740' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113664552533717740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113664552533717740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2006/01/ilse-losa-morreu.html' title='Ilse Losa morreu'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113492656951739502</id><published>2005-12-18T17:20:00.000Z</published><updated>2005-12-18T17:22:49.516Z</updated><title type='text'>Nova edição de Aquilino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Autor de obras como &lt;i&gt;Jardim das Tormentas&lt;/i&gt; (1913), &lt;i&gt;Terras do Demo&lt;/i&gt; (1919), &lt;i&gt;Cinco Réis de Gente &lt;/i&gt;(1948) ou &lt;i&gt;Quando os Lobos Uivam &lt;/i&gt;(1959), foi com &lt;i&gt;Romance da Raposa &lt;/i&gt;(1924) que Aquilino Ribeiro ganhou notoriedade junto do público juvenil. A Bertrand Editora recuperou as ilustrações originais de Benjamin Rabier para uma &lt;a href="http://html.bertrand.pt/livro__q1livro_--_3D44646__q20__q30__q41__q5.htm"&gt;nova edição do romance&lt;/a&gt;, mas desta vez os desenhos surgem a cores, de onde se realça o verde do bosque frondoso onde Salta-Pocinhas vive as suas aventuras. A linguagem, essa, é a mesma de sempre com expressões que não cedem com o tempo. Exemplo? "Quem não trabuca não manduca." Preço de capa 25 euros."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113492656951739502?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113492656951739502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113492656951739502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492656951739502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492656951739502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/12/nova-edio-de-aquilino.html' title='Nova edição de Aquilino'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113492636084132019</id><published>2005-12-18T17:19:00.000Z</published><updated>2005-12-18T17:20:29.513Z</updated><title type='text'>"Da fábula de Aquilino Ribeiro ao testemunho crítico medieval"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda citando o &lt;a style="border-bottom-style: groove;" href="http://dn.sapo.pt/2005/12/15/boa_vida/da_fabula_aquilino_ribeiro_testemunh.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;: ""Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo ma-to, sem conseguir deitar a unha a outra caça além duns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um soninho descansado." É desta forma sugestiva que o escritor português Aquilino Ribeiro inicia a sua versão de &lt;i&gt;O Romance da Raposa&lt;/i&gt; (edição da Bertrand), clássico juvenil que se encontra editado com ilustrações de Benjamin Rabier. E é no registo da fábula bucólica descomprometida, aligeirada por diálogos típicos da Beira Alta natal (o escritor nasceu na aldeia de Carregal, em 1895) que a obra fez história a partir da misteriosa raposa, nascida e criada vários séculos antes desta publicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal como o percurso sinuoso da raposa Salta-Pocinhas pelo bosque, a origem desta história não é consensual, mas sabe-se que a personagem surgiu entre os séculos XII e XIII e é um dos primeiros exemplos de uma figura reincidente nos contos de tradição oral que transitou para as páginas dos primeiros livros populares na Idade Medieval. &lt;i&gt;Le Roman de Renart&lt;/i&gt; (título original de &lt;i&gt;O Romance da Raposa&lt;/i&gt;) não apareceu primeiro como prosa literária compilada por um escritor célebre. Foi antes produto de múltiplos versos octossilábicos que monges copistas produziram como forma de usar o comportamento arisco de animais para, daí, dar lições de moral e bons costumes a um povo analfabeto a essência da fábula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo algo superficial dos manuscritos encontrados (quase sempre com direito a ilustrações) descreve Salta-Pocinhas como um herói marginal e mais esperto que as restantes personagens animais - as mais conhecidas são Tibert, o gato, Noble, o leão, e Isengrip, o lobo. Os episódios, inspirados na obra &lt;i&gt;Fábulas&lt;/i&gt; de Esopo, revelam cruzadas, ataques a castelos e desrespeito pela autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o ensaio &lt;i&gt;A Novela da Idade Média&lt;/i&gt;, da autoria do professor catedrático brasileiro Ricardo Costa, a história de &lt;i&gt;O Romance da Raposa&lt;/i&gt;, tal como da maioria das fábulas da época, tinha funções sociais relevantes e um carácter disciplinar. Além de ajudar a reconhecer o papel divino, o conto levava o leitor (ou, na maior parte dos casos, o ouvinte) a "unir-se às virtudes e a odiar os vícios", confrontar "opiniões erróneas", questionar a ordem e satirizar o dia-a-dia. Ainda segundo Ricardo Costa, "a utopia medieval fornecia um caminho para se chegar à perfeição", no entanto, "o importante não era saber se o andarilho chegaria a realizar o seu modelo utópico no fim da caminhada e sim tentar trilhar sempre o caminho escolhido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que tanto o Salta-Pocinhas da obra de Aquilino Ribeiro como o Reinaldo do filme de animação que hoje chega às salas nacionais procuram fazer usar as artimanhas e a astúcia de uma raposa para procurar subir na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme de Thierry Schiel, o protagonista tem, em particular, um bom coração, característica que justifica a sua ousadia e facilita o processo de identificação com os jovens espectadores ao qual o filme se destina. Mas, cerca de oito séculos depois, a essência das per- sonagens e das situações caricatas mantém-se. Tal como as histórias que ainda se contam sobre a raposa, matreira, e o lobo, ingénuo."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113492636084132019?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113492636084132019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113492636084132019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492636084132019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492636084132019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/12/da-fbula-de-aquilino-ribeiro-ao.html' title='&quot;Da fábula de Aquilino Ribeiro ao testemunho crítico medieval&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113492564727803666</id><published>2005-12-18T17:04:00.000Z</published><updated>2005-12-18T17:07:27.293Z</updated><title type='text'>"Os esquimós de Vieira em viagem pelas estrelas"</title><content type='html'>Reproduzo do &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/12/12/artes/os_esquimos_vieira_viagem_pelas_estr.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de Notícias&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; de 12 de Dezembro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="430"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr bgcolor="#f1f1f1"&gt;&lt;td bgcolor="#f1f1f1" width="10"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/td&gt; &lt;td class="arial_10_encarnado" bgcolor="#f1f1f1" valign="top" width="100%"&gt; &lt;p&gt;  &lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Edição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Os esquimós de Vieira em viagem pelas estrelas&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt; &lt;span class="arial_noticias_cinza"&gt;'Kô e Kó&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;Os Dois Esquimós', ilustrado por Vieira da Silva, sai agora em Portugal &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É uma cabana de dois esquimós à procura do sol, viagem fantástica e interior na cauda de duas estrelas que descem suavemente sobre eles, como "dois elevadores dourados" com a luz virada de avesso. É também um livro para crianças, que se abre como um cenário de teatro, intitulado &lt;i&gt;Kô e Kó, os Dois Esquimós. &lt;/i&gt;Com texto de Pierre Gueguen, conta com ilustrações de Vieira da Silva e acaba de ser publicado numa belíssima edição da Gótica com Michel Chandeigne. A tradução é de Joana Cabral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os mesmos desenhos da pintora, mestre na desmultiplicação do espaço e na sua fragmentação, estiveram expostos em Lisboa, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em 2001, lado a lado com a ilustração de &lt;i&gt;Os Desastres de Sofia&lt;/i&gt;, da Condessa de Ségur, incluída num livro oferecido a Violante Canto da Maya, filha do escultor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Kô e Kó surgem, em 1933, numa série de guaches de Vieira realizados para 14 páginas. O livro, publicado em França pela galerista Jeanne Bucher, numa tiragem de 300 exemplares - dos quais 12 eram acompanhados, cada um, de um original, assinados e numerados -, integra duas pranchas com desenhos das personagens para o leitor recortar e poder montar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não será o pior método, este o de chegar a Vieira pelo lado dos livros que a pintora portuguesa, um dos nomes mais relevantes da Escola de Paris e do abstraccionismo lírico, ilustrou. Nesta sua faceta menos conhecida, detecta- -se o traço, a matéria visual, o processo de escrita. É ainda evidente uma poética do espaço e a explosão rítmica de formas e emoções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Depois da guerra, Vieira da Silva participará no projecto &lt;i&gt;Caderno de Juventude&lt;/i&gt; e "comentará" &lt;i&gt;Zadig&lt;/i&gt;, de Voltaire, &lt;i&gt;L'Oiseau Bleu,&lt;/i&gt; de Maeterlinck, ou &lt;i&gt;Médico à Força&lt;/i&gt;, de Molière. Neste &lt;i&gt;Kô e Kó,&lt;/i&gt; as árvores são, afinal, meninas com braços brancos, a terra parece um prato de farófias e as focas assustam os dois esquimós. A mão de Vieira dança, entretanto, por entre as letras como um anjo."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113492564727803666?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113492564727803666/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113492564727803666' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492564727803666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113492564727803666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/12/os-esquims-de-vieira-em-viagem-pelas.html' title='&quot;Os esquimós de Vieira em viagem pelas estrelas&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113345522695292182</id><published>2005-12-01T16:35:00.000Z</published><updated>2005-12-01T16:40:26.976Z</updated><title type='text'>Noddy e Enid Blyton</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://dn.sapo.pt/2005/12/01/801295.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px;" src="http://dn.sapo.pt/2005/12/01/801295.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/12/01/boa_vida/historias_uma_crianca_56_anos.html"&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;"Histórias de uma criança com 56 anos", por Ana Filipe Vieira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;""Não estou aqui só para escrever histórias, por mais que goste de o fazer. Estou aqui para promover a amizade, a bondade, a lealdade e todas as coisas que as crianças devem aprender." Quem o afirmou foi Enid Blyton, que sempre quis mostrar que era possível entreter as crianças sem recorrer à violência. A avaliar pela afluência de pequenos espectadores à Casa da Música, no Porto, e a que se espera entre hoje e dia 4 no espectáculo &lt;i&gt;Noddy Live &lt;/i&gt;no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, pode dizer-se que "A Máquina", alcunha pela qual a autora era conhecida no universo literário, foi bem sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o êxito de Noddy (expressão que, em inglês, é usada para denominar alguém que está sempre a dizer que sim com a cabeça) não é um fenómeno recente. Corria o ano de 1949 quando a escritora de livros infanto-juvenis mais popular de todos os tempos publicou a primeira aventura deste personagem. &lt;i&gt;Nod&lt;/i&gt;&lt;i&gt;dy Goes to Toyland &lt;/i&gt;(na foto, um exemplar da obra), assim se intitulou o livro ilustrado pelo cartunista dinamarquês Harmsen van der Beek, teve êxito imediato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os 56 anos que se seguiram, o "filho de madeira", de Enid Blyton, foi o melhor amigo de gerações e gerações de crianças, que descobriram com entusiasmo cada vez maior as inocentes aventuras do pequeno boneco, sempre importunado pelos malvados duendes Sonso e Mafarrico e "salvo" pelos amigos Orelhas e Senhor Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período mais conturbado da vida de Noddy, baptizado em França (o primeiro país a traduzir os livros de Blyton) de "Oui-Oui", remonta à década de 60. Na sequência das críticas às obras da escritora britânica, acusada de banalidade, snobismo e xenofobia - os vilões da colecção de livros de aventuras &lt;i&gt;Os Cinco&lt;/i&gt; são sempre estrangeiros - surgiu uma campanha anti-Noddy, que apontava o dedo ao famoso habitante da Cidade dos Brinquedos e ao seu amigo e mentor Orelhas, apelidando-os de "perversos". As razões prendiam-se com o facto de viverem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram essencialmente os bibliotecários de vários países que se manifestaram contra as publicações. Durante algum tempo, juntaram-se para protagonizarem cerimoniais onde queimavam os livros do Noddy, cuja venda acabou mesmo por ser proibida em Inglaterra, na Austrália e na Nova Zelândia. Nos anos 70, o personagem negro que integrava as histórias e que dava pelo nome de Gollywog foi retirado das narrativas - sob a acusação de fomentar o racismo - e as odisseias do Noddy e dos seus companheiros regressaram às estantes daqueles países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do "incidente", a popularidade do boneco não foi perturbada e Enid Blyton resolveu não dar importância "a críticos com mais de 12 anos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, Noddy e o seu mundo mágico não mais pararam de angariar novos adeptos em todo o mundo, justificando o nascimento e crescimento de uma infindável gama de produtos com e sobre o rapaz promotor da honestidade e da benevolência. Dos livros que apresentam desenhos para pintar aos autocolantes reutilizáveis, passando pelos brinquedos e pelos jogos (existem muitos mais do que quaisquer outros com um boneco inglês), pela banda desenhada, pela Sétima Arte (o primeiro e único filme, &lt;i&gt;Noddy In Toyland&lt;/i&gt;, foi realizado em 1957 por Maclean Rogers), pelos DVD e CD, pelos toques e capas para os telemóveis, pelas peças de vestuário e pelos acessórios, muitos são os indícios de sucesso do menino idealizado por Enid Blyton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foram as séries de televisão, as mais recentes a três dimensões e quase todas destinadas a crianças dos três aos sete anos, que contribuíram para o incremento da fama do brinquedo. Quando os EUA aderiram a esta "febre", há apenas cerca de oito anos, foram encomendados os livros da escritora adaptados do inglês para o estilo de linguagem americana e acompanhados por uma produção televisiva da BBC Worldwide. Esta teve direito à maior verba que a cadeia britânica deu, até então, a um programa infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para quem não sabe, fica a advertência em terras nacionais, o Noddy pode ser acompanhado através do canal 2:, que exibe, de segunda a sexta-feira, no espaço &lt;i&gt;Zig Zag&lt;/i&gt; (19.45), &lt;i&gt;Abram Alas para o Noddy&lt;/i&gt;. Esta série transporta para o pequeno ecrã as provações originais que a "mãe" Blyton criou para o herói de palmo e meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produzida desde 2001 pela dupla Paul Sabella e Jonathan Dern, &lt;i&gt;Make Way for Noddy&lt;/i&gt; (título original) recorre a efeitos visuais conseguidos através de imagens computorizadas, tornando as histórias ainda mais atractivas para as futuras gerações de crianças."&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/12/01/boa_vida/a_pop_star_mais_pequenos.html"&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;"A 'pop star' dos mais pequenos", por Ricardo Araújo Fonseca&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Quando Noddy entrou na sala 1 da Casa da Música, já o espectáculo decorria há alguns minutos, dir-se-ia estarmos perante uma &lt;i&gt;pop star&lt;/i&gt;. Uma estridência absoluta de centenas de crianças, que esticavam os braços e o chamavam, com uma ansiedade que recordava aparições públicas de outras mega-estrelas da actualidade. Quanto ao boneco, saído do famoso táxi colorido que sempre o acompanha, abriu efusivamente os braços e gritou "Olááá!", sendo necessário proteger os ouvidos no momento seguinte, quando a jovem plateia devolveu em uníssono aquela saudação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;" class="arial_noticias_artigo"&gt;&lt;br /&gt;Este estrondo do primeiro espectáculo Noddy em Portugal (e o primeiro fora de Inglaterra, país natal da personagem) era já previsível, tendo em conta a romaria que se formou junto à Casa da Música, mal começaram a ser vendidos os bilhetes. Com uma fila que se esticou até à Rotunda da Boavista, rapidamente desapareceram os 15 mil&lt;b&gt; &lt;/b&gt;ingressos disponíveis para os espectáculos que se realizaram entre 23 e 27 de Novembro, tendo a Câmara do Porto adquirido duas plateias completas para oferecer a oportunidade a crianças desfavorecidas. No total, estima-se que, entre os espectáculos de Porto e Lisboa (que se iniciam hoje, no Pavilhão Atlântico, com apresentações até 4 de Dezembro), sejam vendidos cerca de 65 mil bilhetes, sendo que o número de espectadores poderá ser superior, contabilizando-se as crianças com menos de três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preparado desde o início de 2005, o &lt;i&gt;Noddy Live&lt;/i&gt; implicou a vinda de dois camiões ingleses, a que se juntaram mais dois portugueses, para transportarem toda a maquinaria necessária ao espectáculo. Também de Inglaterra vieram os actores que deram vida aos bonecos da Cidade dos Brinquedos, apesar das suas vozes pertencerem a conhecidos cantores portugueses. Miguel Ângelo, dos Delfins, empresta a voz ao Orelhas; Miguel Gameiro, dos Pólo Norte, ao Sr. Lei; Rita Reis, das Non Stop, à Dina; enquanto o Noddy recebe a voz de&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Ana Luís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riquíssimo em efeitos sonoros e de luz, o espectáculo apresenta-nos mais uma aventura de Noddy na Cidade dos Brinquedos. Há uma máquina do tempo, inventada pelo Sr. Faísca, que é roubada pelos duendes Sonso e Mafarrico, que com ela pretendem arruinar a "feira dos raios de sol", onde abundam as guloseimas e os presentes. Noddy vê-se envolvido na tramóia dos duendes e acaba por ser preso, sendo detido numa curiosa penitenciária em forma de capacete de polícia inglês (os &lt;i&gt;Bobbys&lt;/i&gt;). Dividido nos seus sentimentos, o boneco interpela as crianças, pedindo-lhes conselhos sobre o que há-de fazer. E novamente ribombam as suas vozes, atropelando-se em sugestões e em palpites. Um dos trunfos do espectáculo é esta interacção permanente, incitando-se os miúdos a tomar partido e a participarem em coreografias nos momentos musicais. As canções do Noddy são inseridas com frequência, servindo de remate aos diversos quadros da peça. E o cenário vai-se alterando conforme o lugar da acção. Finalmente, após muitos conselhos e trapalhadas (o clima dentro do palco vai mudando ao sabor da vontade dos duendes, e ora chove, ora cai neve), Noddy resolve os seus dilemas e os habitantes da Cidade dos Brinquedos recuperam a máquina do tempo. Os duendes são perdoados e acabam também a festejar a "feira dos raios de sol". E, quando se despedem, há novamente histeria e mais uma vez nos lembramos de um concerto de música pop, com os miúdos desaustinados a pedirem &lt;i&gt;encore&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso do espectáculo é compreensível pela celebridade do boneco e pela magnífica concepção do cenário, mas segundo Dan Colman, da Lemon (empresa que co-produziu o espectáculo com a Direcção de Educação e Investigação da Casa da Música), o grande segredo do Noddy é representar "valores universais" e apelar ao convívio e ao entendimento. "Os problemas resolvem-se através da comunicação, nunca através da violência, como noutros &lt;i&gt;cartoons&lt;/i&gt;." &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;" class="arial_noticias_artigo"&gt;Feito de madeira, é amigo do seu amigo e adora conduzir um táxi vermelho e amarelo, que se faz ouvir com um sonoro "Pii! Pii!". Viaja muitas vezes de avião para visitar lugares distantes do País dos Brinquedos. Está sempre metido em sarilhos, especialmente porque os duendes Sonso e Mafarrico passam os dias a pregar-lhe partidas. Quando fica agitado, abana a cabeça, "accionando" o guizo que tem na ponta do seu chapéu azul."&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113345522695292182?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113345522695292182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113345522695292182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113345522695292182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113345522695292182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/12/noddy-e-enid-blyton.html' title='Noddy e Enid Blyton'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113318508855052396</id><published>2005-11-28T13:31:00.000Z</published><updated>2005-11-28T13:38:08.596Z</updated><title type='text'>CEPLI - V Seminário Internacional de "Leitura e Património"</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 24pt;" lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;PRIMERA CIRCULAR&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Directores:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Pedro C. Cerrillo, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Elisa Larra￱aga"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Elisa Larrañaga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Eloy Martos"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Eloy Martos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Mª Carmen Utanda y Santiago Yubero&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Secretarios:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Cristina Cañamares, Raúl Navarro, César Sánchez, Sandra Sánchez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Secretario técnico:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Carlos J. Martínez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Con la colaboración de:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Universidad de Extremadura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Universidad de Passo Fundo (Brasil)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Patronato Universitario Cardenal Gil de Albornoz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Facultad de Educación y Humanidades&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Vicerrectorado de Extensión Universitaria y del Campus de Cuenca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Vicerrectorado de Investigación&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Viceconsejería de Universidades de la JCCM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Ediciones SM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Ediciones Anaya&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Edelvives&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Alfaguara&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Miércoles 25 de octubre&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;9,15 h. Recogida de documentación y acreditaciones&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;9,45 h. Acto inaugural, con intervención de:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dr. Francisco Duque Carrillo, Rector Mgfco. De la Universidad de Extremadura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dr. Rui Getulio Soares, Rector de la Universidad de Passo Fundo (Brasil)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Dr. Ernesto Martínez Ataz, Rector Mgfco. De la Universidad de Castilla La Mancha&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;10,30 h. Conferencia: &lt;b style=""&gt;Por determinar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;12 h.&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mesa 1: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;La creación literaria para niños y jóvenes, hoy&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;D. Fernando Alonso (escritor), Dª Monserrat del Amo (escritora), Dr. Antonio Gómez Yebra (escritor y profesor de la Universidad de Málaga) y Dr. Gabriel Janer Manila (escritor y catedrático de la Universidad de Baleares). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Modera: &lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Dra. Mª Carmen Utanda (Prof. Titular de E.U. de la Universidad de Castilla La Mancha)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;17 h. &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Comunicaciones. Sesión 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;19 h. &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Presentación del nº 2 de &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="la Revista OCNOS"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;la  Revista &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;OCNOS&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Jueves 26 de octubre&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;9,30 h. Mesa 2: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;La formación del lector&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Antonio Mendoza"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Antonio Mendoza&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; Fillola (Catedrático de la Universidad de Barcelona), Dr. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Luis S￡nchez Corral"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Luis Sánchez Corral&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Catedrático de la Universidad de Córdoba), Dr. Santiago Yubero Jiménez (Catedrático E.U. de la Universidad de Castilla La Mancha). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Modera:&lt;b style=""&gt; Dra. Gloria García Rivera (Prof. Titular de la Universidad de Extremadura)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;12 h.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Mesa 3: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Identidad, lecturas, patrimonio e interculturalidad&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;Dr. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Bernard Bentley"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Bernard Bentley&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Prof. Universidad de St. Andrews –Escocia–), Dr. Fernando Fraga Azevedo (Prof. Universidad do Minho –Portugal–), Dr. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Jaime Garc￭a Padrino"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Jaime García Padrino&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Catedrático de &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="la Universidad Complutense"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;la Universidad Complutense&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; de Madrid) y Dr. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Eloy Martos"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Eloy  Martos&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; Núñez (Catedrático de E.U. de la Universidad de Extremadura). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Modera: &lt;b style=""&gt;Dr. Ángel Suárez Muñoz (Prof. Titular de la Universidad de Extremadura)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;17 h.&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Comunicaciones. Sesión 2&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;18,30 h.&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;Comunicaciones. Sesión 3&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Viernes 27 de octubre&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;9,30 h.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mesa 4: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Nuevas lecturas y nuevos lectores&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Pedro C. Cerrillo (Catedrático de la Universidad de Castilla La Mancha), Dra. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;st1:personname productid="Gemma Lluch"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Gemma Lluch&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; Crespo (Prof. Titular de la Universidad de Valencia), Dra. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Tânia Rosing (Prof. de la Universidad de Passo Fundo –Brasil–). &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;Modera:&lt;b style=""&gt; Dra. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Elisa Larra￱aga"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Elisa Larrañaga&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt; Rubio (Prof. Titular de E.U. de la Universidad de Castilla La Mancha)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;12 h.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Conferencia: &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Por determinar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;13 h.&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;Entrega de diplomas&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;13,15 h. Clausura:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 0cm -15.8pt 0.0001pt 35.25pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. José Ignacio Albentosa (Vicerrector de Extensión Universitaria y del Campus de Cuenca)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;13,45 h. Vino de despedida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Áreas de COMUNICACIONES&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;1: “La formación del lector: nuevas lecturas y nuevos lectores”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Preside: &lt;b&gt;Dª&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt; Maria do Sameiro Pedro (Prof. Adjunta da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Beja ­ –Portugal­­­–)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;2: “Selección de lecturas y maduración lectora”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Preside: &lt;b style=""&gt;Dª Dolores González López-Casero (Fundación Germán Sánchez Ruipérez)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;3: “Lecturas canónicas, clásicos y lecturas periféricas”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Preside: &lt;b style=""&gt;Dr. Gabriel Núñez (Universidad de Almería)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;4: “Identidad, lecturas, patrimonio e interculturalidad”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Preside: &lt;b style=""&gt;Dr. Antonio Mula (Universidad de Alicante)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;5: “Corrientes y temas de la LIJ actual”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Preside: &lt;b style=""&gt;Dra. Blanca A. Roig (Universidad de Santiago de Compostela)&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;6: “La animación lectora como fórmula para captar lectores”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span lang="ES"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Preside: &lt;b style=""&gt;Dª Claudia Rodríguez (Fundalectura –­Colombia–­)&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;NORMAS para la presentación de COMUNICACIONES y POSTERS&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Quienes deseen presentar comunicación, deberán enviar un resumen&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;de la misma antes del 30 de abril, a través de correo electrónico, a la dirección &lt;a href="mailto:andres.villanueva@uclm.es"&gt;andres.villanueva@uclm.es&lt;/a&gt;, en archivo adjunto en Word.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Los resúmenes deberán tener formato de fuente Times New Roman, cuerpo 12, espaciado de 1,5 líneas y presentar el siguiente formato:&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt; &lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Comunicaciones:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ul&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Nombre del autor o autores (no más de 3 por comunicación)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Centro de trabajo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Puesto que ocupa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Título&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Resumen de 250 palabras (entre 15 y 20 líneas). El resumen debe ser completo (recoger todos los aspectos sustanciales del trabajo), conciso (sin elementos accesorios), informativo (no evaluativo) y preciso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Cinco palabras clave.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Área a la que se presenta el trabajo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Pósters:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Nombre del autor o autores (no más de 4 por póster)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Centro de trabajo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Puesto que ocupa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Título.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Resumen de 200 palabras. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;- Área a la que se inscribe el trabajo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Cada autor podrá firmar un máximo de dos trabajos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A finales de mayo, cuando el Comité Científico haya valorado las propuestas recibidas, se confirmarán las que sean aceptadas, así como el área en que se incluirán. Al menos uno de los firmantes debe estar inscrito en el Congreso. Antes del 30 de septiembre los autores enviarán las comunicaciones definitivas, así como los pósters.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Todas las propuestas aceptadas deberán ser expuestas por alguno de los autores; cada comunicante contará con 15 minutos para la exposición del trabajo. Los autores de posters deben estar disponibles en la sesión de presentación para responder a las cuestiones que hagan los asistentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Las comunicaciones completas, junto con las ponencias, serán editadas por el Servicio de Publicaciones de la UCLM, con posterioridad a la celebración del Seminario. Sus autores las entregarán en dos copias, una en CD o disquette (Word) y otra en papel, de acuerdo a las siguientes normas de edición:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;ol style="margin-top: 0cm;" start="1" type="1"&gt; &lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;La extensión      no será superior a 8 páginas (DIN A-4, 1,5 espacio, Times Wew Roman,      cuerpo 12), incluidas las referencias bibliográficas, que deben ir al      final del trabajo, ordenadas alfabéticamente por el apellido del autor, de      esta manera:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ol&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;APELLIDOS, Nombre (Año): &lt;i style=""&gt;Título del libro&lt;/i&gt;. Ciudad: Editorial.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;En el caso de artículos o capítulos de libros:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;APELLIDOS, Nombre (Año): “Título del artículo”, &lt;i style=""&gt;Nombre revista o título libro&lt;/i&gt;, nº y volumen (en el caso de revista), págs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;ol style="margin-top: 0cm;" start="2" type="1"&gt; &lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Los trabajos      vendrán encabezados con el título, nombre y apellidos del autor o autores,      profesión y centro de trabajo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Los trabajos      que incluyan imágenes, cuadros o gráficos deben presentarse numerados, con      indicación de la parte del trabajo en el que se incluirían. Serán en      blanco y negro y con la nitidez suficiente para poder ser reproducidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Las      comunicaciones se enviarán a CEPLI. Facultad de Educación y Humanidades.      Avda. de los Alfares, 44. 16071 Cuenca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt; &lt;/ol&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;COMITÉ CIENTÍFICO:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. Luisa Abad (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. José Ignacio Albentosa (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Antonio Basanta (Fundación Germán Sánchez Ruipérez)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Ángel Cano (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Xavier Etxaniz"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Xavier Etxaniz&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad del País Vasco)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Fernando Fraga Azebedo (Universidad do Minho –Portugal–)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Jaime Garc￭a Padrino"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Jaime García Padrino&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad Complutense)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. Gloria García Rivera (Universidad de Extremadura)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Antonio Gómez Yebra (Universidad de Málaga)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Ramón Llorens (Universidad de Alicante)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Gemma Lluch"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Gemma Lluch&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad de Valencia)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Antonio Mendoza"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Antonio Mendoza&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad de Barcelona)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Pascualita Morote"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Pascualita Morote&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad de Valencia)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Jesús A. Moya (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Ángel Luis Mota (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Martín Muelas (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Antonio Mula (Universidad de Alicante)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Gabriel Núñez (Universidad de Almería)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. Carmen Poyato (Universidad de Castilla La Mancha)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. Blanca A. Roig (Universidad de Santiago de Compostela)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Dra. Tânia Rosing (Universidad de Passo Fundo –Brasil–)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="Luis S￡nchez Corral"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Luis Sánchez Corral&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (Universidad de Córdoba)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="F￩lix Sep￺lveda"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Félix Sepúlveda&lt;/span&gt;&lt;/st1:PersonName&gt;&lt;span lang="ES"&gt; (UNED)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dra. Victoria Sotomayor (Universidad Autónoma de Madrid)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Dr. Ángel Suárez (Universidad de Extremadura)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;INSCRIPCIONES&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Con comunicación: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Antes del 14 de julio de 2006:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                               &lt;/span&gt;&lt;u&gt;90 €&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;A partir de esa fecha:&lt;span style=""&gt;             &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                    &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;u&gt;120 €&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Sin comunicación: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Del 10 de septiembre al 17 de octubre de 2006:&lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;&lt;u&gt;60 €&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;(La matrícula da derecho a la asistencia a todas las sesiones, al dossier de resúmenes y al vino de honor de despedida. A los asistentes con comunicación se les enviará un ejemplar de las &lt;i style=""&gt;Actas del Seminario&lt;/i&gt; a su domicilio, una vez que estén publicadas).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal" style="margin-right: -15.8pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span lang="ES"&gt;Para los estudiantes de la Universidad de Castilla La Mancha la asistencia al Seminario podrá ser convalidada por 2 créditos de libre configuración&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113318508855052396?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113318508855052396/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113318508855052396' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113318508855052396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113318508855052396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/11/cepli-v-seminrio-internacional-de.html' title='CEPLI - V Seminário Internacional de &quot;Leitura e Património&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113311208924276800</id><published>2005-11-27T17:20:00.000Z</published><updated>2005-11-27T17:21:29.260Z</updated><title type='text'>João Vaz de Carvalho na "Pública"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Pintor há 20 anos, João Vaz de Carvalho venceu a Bienal Internacional de Ilustração para a Infância 2005, mas não acredita que se ilustre para as crianças. As diferenças que hoje encontra entre a pintura e a ilustração são apenas de escala e de suporte. E o que mais faz é ilustrar sem texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subverter as ideias e as coisas, desmontá-las com humor, divertir-se e divertir é o que faz João Vaz de Carvalho quando desenha. "Se temos a felicidade de nos divertirmos e a capacidade de ter humor, é um pecado não usufruir disso. E partilhar." O vencedor da Bienal Internacional de Ilustração para a Infância 2005 (Ilustrarte) não acredita que se ilustre para as crianças. Ilustra-se, simplesmente: "Ou se tem a capacidade de se comunicar com elas ou não." E está convencido de que os miúdos, perante um desenho, não têm qualquer expectativa: "Uma criança não espera nada de uma ilustração. A criança recebe [algo], se aquilo tiver capacidade para chegar a ela."&lt;br /&gt;Com raízes rurais, natural do Fundão, Beira Baixa, conta como a sua infância foi passada em quintais e quintas. "Absorvi aquele ambiente e aqueles objectos e só me dei conta disso muito tarde. Mas essa presença é muito forte no meu trabalho. E isso passa para as crinças. No momento em que eu recebi aquelas informações e emoções, eu era criança. Não posso dizer que é uma emoção universal, mas pelo menos posso dizer que é comum."&lt;br /&gt;Objectos quotidianos a dançar na cabeça de bonecos narigudos e de pernas fininhas é uma das suas imagens recorrentes. E é fácil sorrir-se diante delas. "Se não se tratar de uma patologia, há dramas que só existem na cabeça das pessoas. Temos de descobrir o lado divertido e positivo das coisas. E rir."&lt;br /&gt;Pintor autodidacta, tem 47 anos e importa da pintura a técnica que usa para ilustrar. Mas não foi sempre assim. "Eu tinha algum temor em transportar para a ilustração a minha linguagem da pintura. Achava que estava a diminuí-la. Ao mesmo tempo, na ilustração, não sentia ter liberdade para executar plenamente, para me pôr todo ali. Como dependia de outros, nunca tive coragem de a abordar com a mesma liberdade que abordo as minhas histórias."&lt;br /&gt;Procurou então, durante algum tempo, criar uma distância entre a pintura e a ilustração, "na pintura havia um lado experimental mais presente e mais forte". Há quatro ou cinco anos, rompeu com isso. "Era uma estupidez completa." E percebeu: "O meu trabalho é aquele, independentemente de ter texto ou não de alguém. Sou eu. Tenho de me entregar por completo àquele trabalho, seja ele de raiz da minha autoria ou de outra pessoa qualquer." A viragem deu resultado.&lt;br /&gt;Antes, quando se tratava de ilustração, desenhava a lápis e depois passava para ecoline (aguarela líquida) sobre papel. Uma técnica "mais rápida e com um resultado plástico diferente". Agora, passa a acrílico, como na pintura. "Foi um salto brutal, as coisas enriqueceram imenso." Sente-se hoje mais identificado com o que faz como autor de ilustrações do que antes. "É mais uma diferença de dimensão e de suporte do que de discurso. A ilustração é no papel e a pintura em tela."&lt;br /&gt;No caso da Ilustrarte, apresentou inéditos. E explica que podiam ser perfeitamente trabalhos finais de telas suas, mas transportou-as para uma dimensão mais pequena e para o suporte papel. "Gosto das duas coisas (pintura, ilustração), mas na pintura há um desgaste maior. Na ilustração, o processo é mais pacífico, mais fácil, até do ponto de vista físico. A escala é outra, trabalha-se com estirador."&lt;br /&gt;João Vaz de Carvalho teve várias experiências profissionais, trabalhou num estúdio de gravação e num atelier de escultura em Coimbra (do artista plástico Vasco Berardo), mas há 20 anos que se dedica exclusivamente às artes. "Foi um salto complicado, no escuro. Mas não me arrependo, faço o que gosto. O meu trabalho desde o início foi muito bem aceite pelas pessoas."&lt;br /&gt;Tem um longo percurso de colaboração com galerias (Novo Século, Trema e Altamira, de Francisco Paulino) e conta com um público fiel, "alguns fãs na arquitectura e no design de interiores". E sempre que expõe, "quadros que podem ter 1x20m por 1x20m", vende as exposições completas.&lt;br /&gt;A passagem para ilustração deu-se numa dessas mostras. A então directora da revista "Marie Claire", a jornalista Maria Elisa, achou a sua pintura muito ilustrativa e convidou-o para umas experiências naquela publicação. "Nunca mais parei. Agora tenho trabalhado com o "Diário de Notícias" e fiz, há pouco tempo, uma capa da revista "Actual" do "Expresso"."&lt;br /&gt;Nestes trabalhos em que o ponto de partida é um texto de alguém, procura não se aprisionar ao que está escrito. "Há um processo de interiorização e de depuração, que leva algum tempo, fica depois o essencial. Mas procuro nunca me prender muito ao texto." Acredita que o papel do ilustrador é acrescentar alguma coisa às histórias, "mas algumas têm mais que ver connosco, entramos mais facilmente naquele espírito, comunicamos mais com aquele discurso, outras menos".&lt;br /&gt;O pior de tudo é os autores darem sugestões e dizerem que "gostavam de ter uma coisa assim, para uma capa, por exemplo". Às vezes isso acontece, até com pessoas conhecidas: "É terrível porque ficamos limitados à partida, ficamos reféns do que o autor imaginou na cabeça dele. Coisa que nós nunca vamos conseguir atingir."&lt;br /&gt;Mas, afinal, o que é ilustrar? "Ilustrar é fazer mais uma história, é inventar mais uma das minhas histórias, mesmo que tenha como suporte a ideia de outra pessoa."&lt;br /&gt;Realça mais uma vez o lado humorístico forte no trabalho que cria e diz ilustrar-se a si próprio, pelo que qualquer semelhança entre ele e os seus bonecos não será pura coincidência. "Os pintores são ilustradores de si próprios e dos seus próprios mundos. Usam todos os recursos e dispõem de total liberdade. Eu ilustro sem texto. E divirto-me imenso."&lt;br /&gt;Recorda uma expressão que o seu amigo escritor António Avelar Pinho (co-autor do Clube dos 4) criou para ele: "Um escritor mascarado de pintor." E justifica-a: "Eu pinto histórias, seja na pintura ou na ilustração. Só que na ilustração tenho as histórias dos outros e na pintura é a minha história."&lt;br /&gt;É metódico e passa muitas horas fechado no atelier, na Parede, "sozinho, isolado, um bicho do mato". Esta rotina é interrompida para levar as filhas à escola (uma de dez anos e outra de oito) e, ao fim do dia, para a logística familiar. "As semanas repetem-se assim. A minha vida é a pintura e a ilustração."&lt;br /&gt;Ser seleccionado pelo júri da bienal, como o foi há dois anos, bastava-lhe, mas ser escolhido como o melhor entre 920 trabalhos de 50 países deixou-o surpreendido e contente. "Já teve efeitos": foi contactado por editoras espanholas da área infanto-juvenil e está em negociações para alguns projectos. Além do reconhecimento nacional, agrada-lhe a visibilidade internacional que a Ilustrarte faculta, "afinal, o catálogo vai viajar pelo mundo". Os seus bonecos também."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113311208924276800?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113311208924276800/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113311208924276800' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113311208924276800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113311208924276800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/11/joo-vaz-de-carvalho-na-pblica.html' title='João Vaz de Carvalho na &quot;Pública&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113256829535216149</id><published>2005-11-21T10:13:00.000Z</published><updated>2005-11-21T10:18:15.383Z</updated><title type='text'>Livrarias e outras coisas mais</title><content type='html'>&lt;p&gt;  &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);" class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Era uma vez... histórias de encantar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;span class="arial_noticias_cinza"&gt; Há serões temáticos em que os meninos vão de pijama  e saco-cama para ouvir  e, também, contar histórias &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span class="arial_8_cinzaclaro"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Ana César Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Vamos contar a nossa história", grita alegremente a Inês. Faz parte de um grupo de 30 crianças sentadas no chão da livraria Bichinho do Conto, em Oeiras. Algumas delas estão ao colo dos pais, ansiosas pela hora do conto. Tem então início o ritual. Seguindo uma sugestão de Mafalda Milhões, a contadora de histórias, todos respiram fundo até o silêncio reinar na pequena sala. É dia de ler uma história nova, chamada &lt;i&gt;A-Princesa-Que-Tinha-Uma-Luz-Por-Dentro&lt;/i&gt; e estão presentes o autor, o ilustrador e o editor no livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Na Bichinho do Conto, todos os fins-de-semana, a partir das 16.00, há a Hora do Conto, geralmente com a própria Mafalda. Sempre que possível, aparecem também os autores, "pessoas que conseguem contar histórias maiores do que o mundo dentro de um livro", explica Mafalda. Durante a semana, a livraria reserva a Hora do Conto para as escolas (por marcação). O Bichinho do Conto organiza ainda serões temáticos infantis, "uma espécie de maratonas pequeninas que duram horas", em que os pais trazem os meninos vestidos de pijama e com um saco-cama quentinho. "Nesses serões temos contadores convidados, mas a piada é que pais e filhos também começaram a contar", adianta Mafalda Milhões. Foi o que aconteceu com o Simão, de sete anos, e a Rebeca, de oito, ouvintes regulares que já conseguem cativar uma plateia de 150 pessoas com as suas histórias lidas ou inventadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Basta olhar para eles para perceber que o nosso trabalho está a funcionar", comenta a responsável do espaço. São crianças que se sentem "em casa", até porque aqui têm as guloseimas que gostam, sumos, groselhas, bolos e rebuçados para acompanhar a leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;A livraria que era botequim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Uma exposição permanente dedicada a Natália Correia faz parte, desde domingo, da livraria Pequeno Herói, à Graça, em Lisboa. Isto porque a primeira obra da autora datada de 1945 foi precisamente um livro infantil, chamado &lt;i&gt;A Grande Aventura de um Pequeno Herói. &lt;/i&gt;E também porque a livraria está localizada no edifício do antigo botequim da poetisa, dedicado a tertúlias e conotado com o combate ao fascismo ainda antes do 25 de Abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O local continua a ser ponto de encontro obrigatório para quem quer ouvir uma boa história. Mas agora o que se escuta são histórias infantis interpretadas por Elsa Serra, desde sempre fascinada por livros e ela própria autora de &lt;i&gt;O Senhor das Barbas Brancas.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aberta em Fevereiro deste ano, a Pequeno Herói aposta forte na literatura infantil e juvenil, reservando apenas algumas prateleiras para os livros "de adultos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sentados em almofadas coloridas espalhadas pelo chão, as crianças mexem à vontade nos livros expostos, observam as ilustrações, estudam as formas das letras, con- versam e brincam. Em dez meses de actividade não houve mais do que um ou dois livros rasgados, garante Elsa, que dá mostras de toda a sua criatividade na Hora do Conto, sempre às 16.00, todos os sábados e domingos. Os alunos da zona aproveitam os dias de semana para ouvirem as suas histórias, na livraria ou até na própria escola. Uma actividade já antes concretizada pela autora e empresária através do projecto CLIC (Clube de Literatura, Ilustração e Companhia) e da Associação Histórias Desenhadas, fundada por Elsa Serra e por Margarida Fonseca Santos, com o objectivo de incentivar a leitura e a escrita, desenvolver a criatividade e promover o crescimento equilibrado da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A Pequeno Herói organiza ainda &lt;i&gt;ateliers &lt;/i&gt;de escrita criativa, ilustrações e dramatização, para alunos do pré-primário ao terceiro ciclo, divididos por temas e idades. Realiza também encontros com autores e exposições de pintores e ilustradores infantis, entre outras actividades. A ideia de trazer novos contadores às livrarias vindos de outras paragens, incluindo da Galiza, está por realizar por falta de verbas. Mas, entre sessões de contos e feiras do livro em escolas, as aventuras não param de acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;A hora do conto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;São 208 as bibliotecas municipais de todo o país (não incluindo as da capital) apoiadas pelo Instituto do Livro, através de 250 a 300 acções por ano inseridas no programa Itinerâncias. Só no primeiro semestre de 2005 contabilizaram-se cem acções nesta área, ou seja, formação de técnicos, espectáculos, concursos e outros eventos. Cada biblioteca é autónoma para organizar actividades como a Hora do Conto, quando um grupo de crianças se reúne para ouvir uma história contada por um animador cultural, não existindo estatísticas. Por isso é difícil calcular o número de crianças que tem acesso a um contador de histórias, figura outrora omnipresente numa comunidade. Na formação dos actuais animadores, que percorrem bibliotecas e escolas com o objectivo de incentivar o gosto pela leitura, insiste-se em "trabalhar a partir do livro, explorá-lo de diversas maneiras", explica Maria Cabral, do departamento de Promoção da Leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ouvir ler e interpretar uma história é mais do que estimular a imaginação das crianças. É cativá-las para a leitura em si mesma, seja de um conto, seja, mais tarde, de um texto técnico. E é uma actividade tão mais importante quando se sabe que, em 30 países da OCDE, Portugal é o 28.º em número de leitores. "A maior parte sabe ler (juntar letras) mas grande parte acima dos 15 anos não atinge o nível 2 de literacia, isto é, não consegue compreender o que está escrito", constata a técnica. "O público português não é um público leitor", confirma a proprietária da Bichinho do Conto, que indica que, noutros países europeus, "a hora do conto é obrigatória nas escolas". Também em Portugal, iniciativas como esta podem ajudar a aumentar o número de leitores e subir o nível de literacia entre a população.~&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p&gt;  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; &lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Incentivar os novos leitores e criar hábitos de leitura desde cedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;A Bichinho do Conto, na Fábrica da Pólvora, em Oeiras, é a primeira livraria totalmente dedicada às crianças em Portugal. Um espaço que nasceu há três anos "da vontade de querer estar próxima e querer formar leitores", explica Mafalda Milhões, editora, livreira e também autora e ilustradora de &lt;i&gt;Perlimpipim, Perlimpimpão. &lt;/i&gt; Transmontana, quis trazer para a capital "a tradição dos contadores de histórias", uma herança familiar legada pelo avô, que era contador de histórias e pela mãe, professora primária que recorria às histórias para explicar os problemas de matemática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Contar histórias a crianças que nunca abriram um livro é o propósito de Mafalda, responsável pela introdução da hora do conto na maior parte das bibliotecas de Oeiras. No entanto, o seu objectivo é "abrir no interior", esperando que o exemplo da Bichinho do Conto sirva de inspiração a mais pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Também Elsa Serra, da livraria Pequeno Herói, na Graça, quer partilhar com os mais novos o prazer de folhear um livro, de o ler e interpretar. Explorar "a escrita ou a dimensão da leitura" é o que motiva a responsável, com alguns anos de currículo na área da literatura infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O aparecimento de espaços como estes vem confirmar uma tendência de mercado já descoberta pelas boas livrarias, que dedicam aos mais novos pequenas mesas e cadeiras rodeadas de livros coloridos, que se tornam tão apelativos como outras brincadeiras. É o caso da Fnac, Bulhosa, Almedina, Bertrand e outras. Mas a Pequeno Herói ou a Bichinho do Conto vão mais além, ao organizarem encontros, &lt;i&gt;ateliers&lt;/i&gt; e outros eventos específicos para este público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Para muitos, "é um primeiro contacto com o universo da leitura", considera Marcelo Teixeira, coordenador editorial da Oficina do Livro. Um contacto a aprofundar, uma vez que "vai havendo uma oferta cada vez maior por parte das editoras, não só no número, mas na qualidade desses livros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Numa sociedade que vive da imagem e onde a predominância de filhos únicos com bastante poder de decisão, "os livros têm que ser vendidos de outra maneira", defende o editor. A par da descoberta de novos autores, Marcelo Teixeira destaca o aparecimento de "um leque de belíssimos ilustradores" que dão forma e cor às histórias infantis.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_10_encarnado"&gt;       &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;span style=""&gt;A ficha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;     &lt;/span&gt;       &lt;!-- END: caixa_titulo --&gt;  &lt;!-- START: caixa_texto --&gt;     &lt;/p&gt; &lt;table align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="430"&gt; &lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;     &lt;td&gt;&lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif" /&gt;&lt;/td&gt;   &lt;/tr&gt;  &lt;tr&gt;&lt;td class="arial_noticias_artigo" valign="top"&gt;&lt;b&gt;BICHINHO DO CONTO&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Morada.&lt;/b&gt; Fábrica da Pólvora de Barcarena, Edifício 25, Barcarena, Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tel.&lt;/b&gt; 214 303 478&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;PEQUENO HERÓI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Morada.&lt;/b&gt; Largo da Graça, 79 Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tel.&lt;/b&gt; 218 861 776&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt; &lt;/table&gt; &lt;p&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113256829535216149?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113256829535216149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113256829535216149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113256829535216149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113256829535216149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/11/livrarias-e-outras-coisas-mais.html' title='Livrarias e outras coisas mais'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-113120323691667265</id><published>2005-11-05T15:06:00.000Z</published><updated>2005-11-05T15:07:16.930Z</updated><title type='text'>"Histórias para Contar em 1 Minuto e 1/2"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Estava feito a primeira pergunta do teste. Em seguida, outra qual foi a de que mais gostaste? E aí a resposta foi mais complicada: "Não sei..." Não sabes porquê? Depois de pensar um pouco disse que era difícil escolher uma única porque tinha gostado de várias. E aí a conversa divergiu para outros assuntos, afinal nenhum jovem normal tem paciência para aturar um inquérito com o objectivo de sanar as dúvidas de um adulto que pretende escrever sobre o volume em causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A verdade é que este&lt;i&gt; Histórias para Contar em 1 Minuto e 1/2&lt;/i&gt; tem um andamento que cativa a atenção dos leitores a quem se dirige. A velocidade intencional da escrita e os desenlaces de cada historinha proporcionam à criança uma voracidade em saber o meio e o fim, num &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt; muito conseguido. Isabel Stilwell - com a colaboração especial de dois filhos e das ilustrações de Marta Torrão - desarvora de folha em folha, cativando o interesse dos miúdos sem grandes dificuldades. Até porque escreve sobre temas que os desenhos animados que estão na moda ignoram - bem como muitos dos livros infanto-juvenis - e recupera parte de um imaginário que tantas crianças ouviram e leram durante décadas. Com uma vantagem a actualidade do mundo em que vivem está lá, há bruxas e pesadelos, mas também existem computadores e extraterrestres. Ou seja, mais que um conjunto de histórias para adormecer, são uma feliz explicação da vida."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-113120323691667265?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/113120323691667265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=113120323691667265' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113120323691667265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/113120323691667265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/11/histrias-para-contar-em-1-minuto-e-12.html' title='&quot;Histórias para Contar em 1 Minuto e 1/2&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112929275752580401</id><published>2005-10-14T13:21:00.000+01:00</published><updated>2005-10-14T13:25:57.536+01:00</updated><title type='text'>Ainda sobre Harry Potter</title><content type='html'>Continuamos o &lt;a href="http://alcameh.blogspot.com/2005/10/ainda-harry-potter.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; iniciado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quando sai o próximo?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria João Caetano&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Harry Potter e o Príncipe Misterioso, tradução portuguesa do sexto volume de Harry Potter, chega esta noite às livrarias, mas, por estes dias, J. K. Rowling já deve estar a alinhavar as páginas do sétimo e último livro da saga.Na única entrevista que concedeu a propósito do lançamento de Harry Potter and the Half-Blood Prince (entrevista feita por um fã, Owen Jones, e transmitida no canal inglês ITV a 17 de Julho), a autora revelou ter sentimentos ambíguos em relação ao anunciado final da série "Apesar de estar há 15 anos à espera deste momento, penso que será um choque", disse.Dividida entre a sensação de "dever cumprido" e o provável vazio que vai sentir por não ter de escrever mais sobre o pequeno feiticeiro, a escritora enfrentará, então, um desafio porventura maior do que o de criar o universo fantástico por onde se move Potter mostrar ao mundo que existe para além do fenómeno que a tornou popular e que o seu talento não se esgota com Potter. Desde 1997, data de edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal, que J. K. Rowling deixou de dar aulas para se dedicar inteiramente à escrita. Fã de Jane Austen e admiradora de autores como E. Nesbit, Dodie Smith ou C. S. Lewis, Row-ling tornou-se a escritora preferida dos jovens de todo o mundo. Cada livro vende mais do que o anterior, gera mais expectativas e é acompanhado por uma campanha de marketing sempre mais original. 24 horas depois de ter sido lançado, tinham sido vendidos 6,9 milhões de exemplares de Harry Potter and the Half-Blood Prince nos Estados Unidos e mais de dois milhões no Reino Unido. Portugal. Por cá, os números também são surpreendentes. O primeiro Harry Potter chegou às lojas com uma modesta primeira edição de dez mil exemplares. Para o Príncipe Misterioso, a editora anuncia "a maior edição de sempre em Portugal" 150 mil exemplares estarão esta noite à venda por 19 euros . Alguns dos que vão comprar agora a versão portuguesa terão já lido a versão original: nove mil exemplares de Harry Potter and the Half- -Blood Prince foram vendidos em Portugal no primeiro fim-de-semana (15-17 de Julho). A FNAC garante que até agora, em todas as suas lojas, se terão vendido pelo menos dez mil exemplares do sexto livro em inglês. Não admira, portanto, que a livraria virtual Amazon.com tenha recentemente eleito Rowling como a autora que mais vende - mesmo se comparada com outros grandes sucessos (como Dan Brown) ou com clássicos (como Shakespeare). Estratégia. Além dos livros, há os filmes, os jogos de vídeo e até os discos. Lançada a 22 de Agosto, a edição áudio de Harry Potter and the Half-Blood Prince, com voz de Stephen Fry, tem uma duração superior a 21 horas, mas isso não parece ter afastado os fãs mais de dois milhões de cópias foram vendidos só no primeiro dia.De acordo com Stephen Brown (no livro Wizard! Harry Potter Brand's Magic) a marca Harry Potter é tão reconhecida quanto o símbolo da Nike ou os arcos dourados da McDonald's. O que se traduz, obviamente, em dinheiro. Na sua declaração de IRS de 2003, J. K. Rowling anunciava ter ganho seis vezes mais do que a rainha de Inglaterra e, de acordo com a listagem anual da revista Forbes, a sua fortuna está agora avaliada em qualquer coisa como mil milhões de dólares.Ao mesmo tempo que surgem discussões sobre se Harry Potter se vai tornar um "clássico" da literatura infanto-juvenil, como Peter Pan, Robinson Crusoé e Huckleberry Finn, ou se a sua autora vai conquistar um lugar na história da literatura, ao lado de Robert Dahl ou Enid Blyton, a maioria dos críticos prefere sublinhar todo o lado publicitário associado aos livros e que parece mesmo contaminar a estratégia criativa da autora.Veja-se, por exemplo, o facto de a publicação dos novos livros estar sempre envolta no maior secretismo. Os fãs que fazem filas nos lançamentos estão ansiosos por saber o que vai acontecer e ninguém tem acesso à história antes de ela estar nos escaparates. J. K. Rowling gosta de dizer que não se trata de um capricho ou de uma qualquer estratégia de marketing. "Não ganho nada a não ser a satisfação de saber que os leitores ficam contentes com isto. Acredito verdadeiramente que 99,9 por cento dos meus leitores preferem ler os livros e descobrir eles mesmos o que vai acontecer." Pode até ser, mas, para garantir a avidez dos leitores, ao contrário do que aconteceu nos três primeiros livros, onde as histórias eram bem resolvidas, a partir do quarto volume J. K. Rowling termina cada livro deixando propositadamente muitas perguntas por responder e enigmas por resolver. Esta estratégia é particularmente visível no Príncipe Misterioso, considerado por muitos críticos (e até pelos fãs) como um dos mais fracos da série. É o caso de John Mullen, que escreveu nas páginas do The Guardian que Rowling "está tão concentrada na concepção da série que a narrativa deste livro específico deixou de ser uma preocupação". Ou Henry Sutton, do Daily Mirror "O enredo parece ter como único objectivo lançar as fundações para o sétimo e último volume." Do ponto de vista comercial, a estratégia não podia ser melhor: depois de ler Harry Potter e o Príncipe Misterioso, a pergunta que se impõe é "Quando sai o próximo?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;A feitiçaria é velha, as paixões são novas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Susana Salvador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Harry Potter e o Príncipe Misterioso&lt;/em&gt; tem tudo o que os cinco livros anteriores têm feitiços, poções, Quidditch, mistérios, duelos, mortes... Mas tem também algo que até agora tinha sido mais ou menos contido hormonas, muitas hormonas. O novo livro de J. K. Rowling transborda de romance - afinal, Harry Potter é já um adolescente de 16 anos, ao qual só faltam problemas com as borbulhas. Hogwarts ainda não é o Colégio da Barra da série Morangos com Açúcar, mas uma cena de ciúmes é sempre uma cena de ciúmes, seja no mundo da feitiçaria ou no dos muggles. Para os fãs, contudo, o romance não atrapalha - J. K. Rowling tem o mérito de conseguir criar uma personagem que cresce verdadeiramente de livro para livro, e com a qual os leitores que acompanham esse crescimento se podem identificar. Os problemas de identidade ou as dúvidas amorosas são universais, ultrapassando o mundo fantástico criado pela escritora inglesa em Hogwarts. O que mais importa aos fãs é mesmo encontrar as respostas para as muitas questões deixadas em aberto nos outros livros da série. Mas Rowling não quer desvendar o grande mistério antes do próximo e último livro, levantando o véu apenas sobre o essencial para manter mais uma vez o leitor atento da primeira à última página, e deixando no ar muitas mais questões. A vontade quando se acaba de ler Harry Potter e o Príncipe Misterioso é ir a correr à loja comprar o próximo (o que muito deve agradar aos editores)... mas ainda é preciso esperar. Para já, os fãs podem apenas descobrir quem é o "Príncipe Misterioso". Uma tradução de Half- -Blood Prince - expressão que anteriormente foi traduzida literalmente por "meio-sangue" ou "mestiço" -, que não agrada a todos os fãs. O desejo de não usar uma expressão com conotações discriminatórias, para a qual a própria Rowling alertou, pode ser de saudar, mas a solução encontrada não faz jus ao livro.Numa altura em que não precisa mais cativar o leitor para o universo fantástico de Harry Potter - os fãs já estão rendidos -, Rowling não perde, contudo, o rigor aos pormenores do mundo que inventou e que não pára de reinventar. Feitiços simples como Expelliarmus ou Petrificus totalus já são banais no léxico potteriano, mas surgem no sexto livro lado a lado com o mortal Sectumsempra. O que os fãs querem agora saber é qual será o feitiço mortal usado na derradeira batalha que se espera entre Harry Potter e Voldemort.Esta crítica foi efectuada a partir da versão original do livro.&lt;br /&gt;Harry potter e o príncipe misteriosoAutor. J. K. Rowling&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Editora. Editorial Presença&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Páginas. 512&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Preço. 19&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112929275752580401?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112929275752580401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112929275752580401' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112929275752580401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112929275752580401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/10/ainda-sobre-harry-potter.html' title='Ainda sobre Harry Potter'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112791264520332794</id><published>2005-09-28T14:02:00.000+01:00</published><updated>2005-09-28T14:04:05.213+01:00</updated><title type='text'>A Fábula - Programa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;"&gt;10.00 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;António Manuel Ferreira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Uma Fábula&lt;/i&gt;, de António Franco Alexandre&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;10.30 &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Isabel Cristina Rodrigues&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;b&gt;Cão como o homem. O cão como metáfora da condição humana em Vergílio Ferreira&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;11.00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Sara Augusto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;A multiplicação das fábulas na ficção narrativa de Soror Maria do Céu&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;11.30&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Luciano Pereira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;strong&gt;A fábula, um género alegórico de proverbial sabedoria&lt;/strong&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;12.00 Intervalo&lt;/span&gt;&lt;span lang="FR"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;15.00&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Ana Paiva Morais&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;b&gt;Histórias do ínfimo - &lt;i&gt;f&lt;em&gt;abula&lt;/em&gt;&lt;/i&gt; e a fábula na Idade Média: entre o fabuloso e o obscuro&lt;/b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;15.30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;Eugénia Pereira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;Les Fables de La Fontaine et ses illustrations ou les enjeux de l’interprétation&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;16.00&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Fátima Albuquerque&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;strong&gt;A Fábula para a Infância: sedução e transgressão no &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;bestiário encantado&lt;/b&gt;&lt;/em&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;16.30&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2.85pt;" face="courier new"&gt;Paula Fiadeiro&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Fábulas e efabulações no moralista D. Francisco Manuel de Melo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112791264520332794?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112791264520332794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112791264520332794' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112791264520332794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112791264520332794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/09/fbula-programa.html' title='A Fábula - Programa'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112593354058609918</id><published>2005-09-05T16:17:00.000+01:00</published><updated>2005-09-05T16:19:00.593+01:00</updated><title type='text'>The Brothers Grimm, de Terry Gilliam</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Ledger e Damon interpretam os irmãos Will e Jacob Grimm, que não são propriamente os famosos autores homónimos de contos de fadas (embora um deles tenha um livro onde vai anotando histórias e lendas populares), já que preferem o conto do vigário. Os Grimm percorrem a Alemanha invadida por Napoleão fingindo ser peritos no combate a espíritos e assombrações. Investigam as superstições locais, recriam-nas com a ajuda de dois comparsas e alguns efeitos rudimentares, e uma vez os campónios aterrorizados, propõem os seus serviços às autoridades mediante uma boa recompensa. Depois, combatem e vencem a "entidade sobrenatural" e passam à próxima cidade. Só que um dia, numa aldeia onde as crianças do sexo feminino começam a desaparecer umas atrás das outras, os irmãos Grimm deparam com algo que vai muito para além das suas montagens para assustar aldeões e engordar os bolsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;DESIGUAL.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; As vicissitudes de produção deixaram marcas visíveis em &lt;i&gt;The Brothers Grimm&lt;/i&gt;. O filme pedia várias tesouradas, dispersa-se muito, tem demasiadas sequências no limite do frenético, algumas personagens caricaturais em excesso (até mesmo ridículas, como o general francês de Jonathan Pryce) e nem sempre encontra o tom certo entre a comédia &lt;i&gt;slapstick&lt;/i&gt; e o terror, embora esta palha hollywoodesca deva ser mais culpa do argumento de Ehren Kruger do que do realizador. Em compensação, e tal como já havia feito em &lt;i&gt;Brazil&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;A Fantástica Aventura do Barão&lt;/i&gt;, Gilliam constrói um novo ambiente fantástico "orgânico", que parece ter existência própria, em vez de ser mais uma sofisticada colagem de adereços e efeitos digitais uma floresta encantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É neste bosque mágico, dominado pela torre da rainha má morta de peste há muitos séculos, percorrido por um lobisomem e assombrado por árvores vivas, insectos repelentes e corvos hostis, que Terry Gilliam puxa pelos seus galões cinematográficos e instala uma atmosfera de conto de fadas de cortar à faca. &lt;i&gt;The Brothers Grimm&lt;/i&gt;, aliás, tem cosidas citações a vários contos de fadas, desde &lt;i&gt;O Capuchinho Vermelho&lt;/i&gt; a &lt;i&gt;Hensel e Gretel&lt;/i&gt;, mas de forma a contribuírem para o enredo, para adensarem uma sequência de terror (como a do Homem de Gengibre feito de lama e com olhos humanos) ou darem impacto visual, e não apenas para lá estarem penduradas e mostrarem que o argumentista e o realizador sabem do que estão a falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;TERROR.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; Terry Gilliam explicou na conferência de imprensa que pretendeu, em &lt;i&gt;The Brothers Grimm&lt;/i&gt;, recriar a "escala humana dos contos de fadas, que são protagonizados por pessoas reais, em vez de tentar criar por computador o edifico mais alto de todos ou o monstro mais assustador", e conseguiu o que desejava. Tal como conseguiu que o filme recordasse ao espectador que os contos de fadas tendência irmãos Grimm têm uma forte componente de terror. Os melhores momentos de &lt;i&gt;The Brothers Grimm&lt;/i&gt; são precisamente os que estão mais colados à realidade arrepiante e sangrenta daquelas histórias, como o do cavalo que engole a criança no estábulo depois de a prender numa teia que lhe saiu da boca, ou as sequências em que a rainha ainda está mumificada no leito mas já regressou ao seu esplendor sensual na reflexão do espelho (o lobisomem, esse, é francamente banal e obviamente digital).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um filme como este não é feito para que os seus actores brilhem, e a verdade é que alguns deles são prejudicados pelas personagens, como o torcionário italiano de opereta rasca que saiu na rifa a Peter Stormare. Dos dois irmãos Grimm, Heath Ledger dá muito mais nas vistas do que Matt Damon, não só porque o pentearam melhor, mas também porque se deu ao trabalho de arranjar um sotaque (muito Monty Python) para a personagem. Monica Bellucci não podia ter sido mais bem escolhida para fazer a rainha, sugerindo no tom exacto todo o poder maléfico oculto sob a sua beleza sobrenatural. Não admira que faça sangrar, literalmente, o coração de qualquer homem que se chegue a ela. [...]"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112593354058609918?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112593354058609918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112593354058609918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112593354058609918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112593354058609918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/09/brothers-grimm-de-terry-gilliam.html' title='The Brothers Grimm, de Terry Gilliam'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112394301926508515</id><published>2005-08-13T15:13:00.000+01:00</published><updated>2005-08-13T15:23:39.273+01:00</updated><title type='text'>Astérix em Mirandês</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);" class="arial18preto"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Eilhes tornán an Mirandés!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);" class="arial11azulbold"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Livro de Astérix tem finalmente autorização para ser editado no dialecto de Miranda Aventuras do herói gaulês já são lidas em 110 línguas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;"A tradução em mirandês do livro "Asterix, L Goulés" (o título traduzido no dialecto) já tem data marcada para a sua apresentação pública a iniciativa vai decorrer no próximo dia 15 de Setembro, no El Corte Inglês, em Lisboa. Um mês depois estará a disposição dos leitores nas livrarias nacionais. Entretanto, o novo álbum original - provavelmente o último - é lançado em todo o mundo no dia 14 de Outubro (ver outro texto).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;A tradução do álbum foi feita há cerca de três anos pelo escritor e investigador da língua mirandesa Amadeu Ferreira. Nos últimos meses procedeu a uma revisão e aperfeiçoamento dos textos iniciais, que contaram com a colaboração de Carlos Ferreira e Amadeu Ferreira, havendo ainda uma colaboração de António Santos, um apaixonado por banda desenhada que ajudou o autor a entender alguns aspectos da chamada 9.ª Arte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11azulbold"&gt;Divulgar a 'lhéngua'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Inicialmente registaram-se diversos entraves com uma primeira editora que detinha os direitos de tradução, mas a situação foi ultrapassada, cabendo agora à editora ASA os direitos sobre a edição traduzida na "lhégua".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Entretanto as demoras surgidas na edição, tal como o JN já tinha adiantado, não são imputadas aos tradutores - apesar de haver expectativa quanto ao trabalho realizado não ser apresentado na data inicialmente pensada, garante Amadeu Ferreira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Os livros do Astérix e do seu amigo Obélix estão actualmente traduzidos em 110 línguas e dialectos espalhados por todo o mundo, sendo esta tradução um passo importante para a divulgação da língua mirandesa, que se manteve isolada durante séculos nas aldeias do concelho de Miranda do Douro, e parte do concelho de Vimioso, sendo apenas transmitida de geração em geração por via oral. Actualmente a língua mirandesa está confinada a um universo de sete mil falantes de acordo com os últimos censos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Segundo Amadeu Ferreira, terminada a tradução em várias língua nacionais, essa divulgação poderia continuar através da tradução das obras de Goscinny e Uderzo em línguas minoritárias - um factor importante para a sua divulgação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;"O mirandês entra para o mundo do herói Gaulês não como uma língua isolada, mesmo sendo minoritária, mas acompanhando todo um conjunto de outras línguas universais", revelou Amadeu Ferreira ao JN.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Nas várias edições livrescas de Astérix publicadas nas mais diversas línguas, na contracapa dá-se sempre nota das línguas em que a banda desenhada está traduzida, o que vem dar um novo alento ao mirandês - levando, assim, milhões de leitores a saber da existência de uma língua que se mantém viva num rincão do nordeste transmontano.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Agora, as crianças das terras de Miranda também poderão dar gargalhadas com as aventuras e desventuras da turma de Astérix na sua cruzada contra os romanos e aos mesmo tempo apanharem o gosto por uma língua que já é disciplina opcional na escolas do concelho de Miranda do Douro, uma região do país que se pretende bilingue.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Como nota final, só os nomes de Astérix e Obélix se manterão na sua forma original; os outros personagens terão nomes diferentes, adaptando o nome originário latino, e seu significado, ao mirandês.” (Francisco Pinto)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112394301926508515?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112394301926508515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112394301926508515' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112394301926508515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112394301926508515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/08/astrix-em-mirands.html' title='Astérix em Mirandês'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112377445100563799</id><published>2005-08-11T16:30:00.000+01:00</published><updated>2005-08-11T16:34:11.023+01:00</updated><title type='text'>Charlie e a Fábrica de Chocolate</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="arial_noticias_cinza"&gt;&lt;b&gt;"O livro de Roald Dahl está traduzido para português, com edições na Caminho (1991, na ilustração) e, mais recentemente na Terramar. Entre outros, estão também traduzidos &lt;i&gt;James e o Pêssego Gigante&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;As Bruxas &lt;/i&gt;ou &lt;i&gt;Matilde &lt;/i&gt;(Terramar), todos também já filmados. &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;      Tim Burton é um realizador americano esgrouviado que vive num planeta só dele, de onde sai de vez em quando para fazer filmes sobre almas penadas &lt;i&gt;(Beetlejuice)&lt;/i&gt;, rapazes com mãos cortantes &lt;i&gt;(Eduardo Mãos de Tesoura)&lt;/i&gt;, invasões de marcianos verdes &lt;i&gt;(Marte Ataca!) &lt;/i&gt;ou filhos desavindos com os pais e às voltas com peixes gigantes &lt;i&gt;(O Grande Peixe)&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Roald Dahl era um respeitável senhor britânico que escrevia livros infantis em que as crianças maltratadas ou desprezadas por adultos acabavam por os castigar, não sem antes terem andado a correr mundo em frutas descomunais &lt;i&gt;(James e o Pêssego Gigante) &lt;/i&gt;depois de os pais serem atropelados por rinocerontes, sido transformadas em ratinhos brancos por bruxas &lt;i&gt;(As Bruxas) &lt;/i&gt;ou frequentado escolas de pesadelo &lt;i&gt;(Matilde)&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Irmãos em imaginação desmesurada e insólita, em humor negro e em alergia ao mundo quotidiano, banal e feio que trata mal as pessoas especiais, Burton e Dahl encontraram-se os dois à esquina (em espírito, claro) quando o primeiro produziu, em 1996, a animação &lt;i&gt;James e o Pêssego Gigante&lt;/i&gt;, de Henry Selick.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Agora, Tim Burton revisita  Roald Dahl em &lt;i&gt;James e a Fábrica de Chocolate&lt;/i&gt;, adaptação de um dos mais bem-amados livros do escritor, já filmado por Mel Stuart em 1971. Mas entre esta versão e a de Burton, vai a distância entre uma pastilha elástica albanesa e uma tablete de chocolate suíço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Burton pegou na história de Dahl e, respeitando-a quase na íntegra, afeiçoou-a à sua &lt;i&gt;weirdness&lt;/i&gt; gótico-poético-enviesada. O pequeno Charlie Bucket (Freddie Highmore, de &lt;i&gt;Em Busca da Terra do Nunca&lt;/i&gt;) é sossegado e muito bem-educado. Vive com a família numa casa construída pelo arquitecto do Dr. Caligari num dia em que bebeu de mais, numa cidade industrial saída de um livro de Charles Dickens, com a mãe, o pai e os quatro avós, que nunca saem da cama. A família Bucket é tão pobre que o jantar é sempre sopa de couve (nunca há almoço). A cidade é dominada pela estrutura da fábrica de chocolates Wonka, os melhores do mundo, propriedade do invisível e recluso Willie Wonka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um dia, Wonka faz saber que pôs cinco "bilhetes dourados" em cinco tabletes. As crianças que os acharem ganham uma visita guiada à fábrica. Quatro vão parar às mãos de outros tantos pequenos monstros um glutão, uma gananciosa, uma hipercompetitiva e um &lt;i&gt;junkie&lt;/i&gt; de TV e jogos de vídeo. O quinto é descoberto por Charlie. E uma manhã, as cinco crianças, cada uma acompanhada por um parente, são recebidas pessoalmente por Willie Wonka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tim Burton realiza &lt;i&gt;Charlie e a Fábrica de Chocolate&lt;/i&gt; como se fosse uma combinação de guloseima cinematográfica psicadélica para os olhos lamberem até se fartarem, de jornada por um mundo secreto, fantástico e &lt;i&gt;nonsense&lt;/i&gt;, e de conto moral tradicional satírico, em que as crianças mal-educadas são elaboradamente humilhadas e castigadas, e as bonzinhas vastamente recompensadas. Cada criança tem direito a uma canção-tema, com as letras originais de Dahl, músicas &lt;i&gt;spaced out&lt;/i&gt; de Danny Elfman e coreografias cinéfilo-pop/rock de Burton. (Não, garanto que não comi nenhum chocolate com comprimidos esquisitos misturados.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A cereja bizarra no topo deste bolo é Willie Wonka, que Johnny Depp interpreta como um &lt;i&gt;travesti&lt;/i&gt; de Audrey Tautou com o penteado do falecido Rolling Stone Brian Jones, o guarda-roupa de Austin Powers e os modos de Michael Jackson, menos os impulsos pedófilos; e servido por um exército de Oompa-Loompas, os anões que fazem tudo na fábrica, vividos pelo diminuto actor indiano Deep Roy mil vezes multiplicado por computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A única fuga grave de Tim Burton à letra do livro é uma explicação inventada para a paixão chocolateira de Wonka o pai era um dentista antidoces. O escritor teria perdoado a liberdade ao realizador, se soubesse que o pai severo é interpretado pelo magnífico Christopher Lee como um conde Dooku da odontologia." (Eurico de Barros)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112377445100563799?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112377445100563799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112377445100563799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112377445100563799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112377445100563799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/08/charlie-e-fbrica-de-chocolate.html' title='Charlie e a Fábrica de Chocolate'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112212873881309691</id><published>2005-07-23T15:22:00.000+01:00</published><updated>2005-07-23T15:25:38.823+01:00</updated><title type='text'>"Triângulo Jota" de Álvaro Magalhães na TV</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="arial11azulbold"&gt;Aqui fica o resto da notícia do &lt;a href="http://jn.sapo.pt/2005/07/23/televisao/serie_tv_a_filmada_como_fosse_para_c.html"&gt;JN&lt;/a&gt; de hoje, assinada por João Quaresma:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="arial11azulbold"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="arial11azulbold"&gt;"Planos mais elaborados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;A série "Triângulo Jota" está a ser filmada como se fosse cinema. "O que adianta salientar neste aspecto é que nós estamos a usar uma linguagem cinematográfica, estamos a construir sequências, a fazer planos mais elaborados, muito diferente das 'talking heads' como dizem os americanos da linguagem usada nas telenovelas", esclarece Artur Ribeiro, para quem esta é "uma oportunidade de poder manter-se mais ou menos a fazer cinema, mas para televisão". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;O trio de heróis da história, "Joana", "Joel" e "Jorge", estão no Ensino Secundário - 8º, 11º e 12º anos. A Rita e os dois Pedros na vida real dizem-se todos muito confortáveis ao fim de alguns meses de filmagens, que alternam com os tempos lectivos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Todos estão em consonância com o ambiente que se vive com toda a equipa e do gozo que lhes está a dar participar na série. De outro modo, "já não estávamos aqui", lança Pedro Roquete. Mesmo agora, já em tempo de férias, Rita salienta que não fazia " a mínima ideia que pudesse ser tão cansativo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Um pouco como peixe na água, devido aos muitos anos de experiência, Mário Moutinho interpreta no episódio "A rapariga dos anúncios" - cujas gravações o JN acompanhou -, o papel de um taxista, pessoa simpática que, no final, surge como o tenebroso mestre de uma seita demoníaca secreta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;"Estou confiante que esta vai ser uma série boa, por diversos motivos primeiro porque o Henrique Oliveira, de cada vez que faz ficção, consegue sempre qualidade, com uma marca, uma personalidade de própria; o realizador, que já conheço há anos, parece-me que está a dirigir isto com muita sensibilidade; por último, temos uma equipa técnica que dá garantias", diz o actor já com 30 anos de carreira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11azulbold"&gt;Preocupação com qualidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;Para o também director do FITEI, as produções com a chancela da HOP! ("Major Alvega" e "Claxon"), "têm aquilo que muitos produtos de televisão não conseguem - devido à emergência - que é um investimento na qualidade, uma preocupação com o produto final, com o rigor, daí a repetição muitas vezes exaustiva das cenas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span class="arial11preto"&gt;E, prossegue, "neste caso do 'Triângulo Jota', há, obviamente, a escrita do Álvaro Magalhães, uma pessoa que escreve muito bem. Tudo reunido, estou convicto que vai ser uma série de grande sucesso". E estava chegada a hora de Mário Moutinho tomar o lugar em frente à mesa dos sacrifícios para gravar a cena final do episódio que contava com a participação da maioria dos intervenientes neste projecto."&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112212873881309691?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112212873881309691/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112212873881309691' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112212873881309691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112212873881309691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/07/tringulo-jota-de-lvaro-magalhes-na-tv.html' title='&quot;Triângulo Jota&quot; de Álvaro Magalhães na TV'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112178701876674018</id><published>2005-07-19T16:26:00.000+01:00</published><updated>2005-07-19T16:30:50.716+01:00</updated><title type='text'>Novo Harry Potter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="a"&gt;"Literatura - penúltimo volume da colecção é um  fenómeno&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;" class="abvm"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Potter é o mais  vendido de sempre&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="abvm"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E às primeiras 24 horas de exposição já era o maior recordista de vendas de sempre nos Estados Unidos e Reino Unido: ‘Harry Potter and the Half-Blood Prince’, o penúltimo da colecção, ainda sem versão portuguesa mas por pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contactada a Presença, editora que representa entre nós J.K. Rowling, a autora dos sete volumes que concluem a saga do pequeno aprendiz de feiticeiro, temos novidades: o manuscrito original está desde ontem na editora, seguindo-se agora o processo de leitura e revisão, tradução e composição que sempre antecede cada novo livro. Todo este trabalho está a cargo da equipa de Isabel Nunes, a mesma que já tratou do antecessor. Entretanto, prepara-se o megaevento, ainda no segredo dos deuses, para Outubro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo ‘Harry Potter’, ainda sem título nem preço conhecidos, tem data de lançamento prevista para o final do mês de Outubro e o número de exemplares da primeira edição não está ainda calculado mas “não andará muito longe dos 100 mil relativos ao título anterior (‘Harry Potter e a Ordem da Fénix’)”, adiantou ao CM Inês Mourão, da editora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 6,9 milhões de exemplares só nos Estados Unidos (a somar a dois milhões no Reino Unido), fez saber, de imediato, a editora responsável pelo lançamento local, a Scholastic: “Mais uma vez, ‘Harry Potter’ fez História”, lia-se em comunicado, onde se adiantava já uma segunda edição a caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encomendas ‘on line’ também já ‘fecharam’, repetindo, assim, o fenómeno das livrarias, mais de uma dezena de países, que abriram à meia-noite do dia 16, à semelhança de edições anteriores, sendo que, 24 horas mais tarde, ‘fechavam’ as portas ao sexto de sete livros que uma autora e um marketing competentes transformaram num sucesso de vendas sem precedentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J. K.Rowling, cuja fortuna conseguida com a saga de Harry Potter a dá como a mulher mais rica do Reino Unido, há muito que anunciou o fim da colecção mas nem por isso deixa de sofrer por antecipação a despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, em entrevista a uma estação de televisão britânica, Rowling confessou a ambiguidade de sentimentos: “Vai ser um choque. Adorei escrever e o fim é inevitável mas, sei, vai ser um choque. O futuro passará, obrigatoriamente, pelo pseudónimo”, disse."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=167160&amp;idselect=13&amp;amp;idCanal=13&amp;p=94"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Correio da Manhã&lt;/span&gt;, 19 de Julho de 2005, Jonalista Dina Gusmão&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112178701876674018?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112178701876674018/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112178701876674018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112178701876674018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112178701876674018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/07/novo-harry-potter.html' title='Novo Harry Potter'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-112167987769057249</id><published>2005-07-18T10:43:00.000+01:00</published><updated>2005-07-18T10:44:37.700+01:00</updated><title type='text'>3ª Jornadinha e 11ª Jornada Nacional de Literatura - Passo Fundo (RS), Brasil</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;p align="justify"&gt;O escritor Ignácio de Loyola Brandão, coordenador dos debates da Jornada, explica que a Jornada tem um caráter multiplicador com a participação intensa de professores e jovens que realmente foram preparados para o evento: "Na minha primeira palestra, há várias edições, eu recebi 280 perguntas por escrito. Eu já viajei muito mas não conheço outro evento literário como esse na Europa, Estados Unidos ou América Latina. Deveria entrar para o Guiness".&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Para o secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, Roque Jacoby, a Jornada é o exemplo de que o livro "é realmente o melhor meio de que a sociedade dispõe para aprimorar o cidadão". Oswaldo Siciliano, presidente da Câmara Brasileira do Livro, explicou que a CBL dará todo o apoio ao evento: "A Jornada de passo Fundo é um exemplo a ser seguido por todos os municípios brasileiros, pois prova que com empenho, planejamento e o trabalho em conjunto dos setores público e privado a difusão do hábito de leitura no Brasil é plenamente possível".&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;São Paulo terá um envolvimento especial com a 11a Jornada. O Sesc São Paulo desenvolverá um trabalho em suas unidades e a secretaria Estadual da Educação incentivará seus estudantes do Ensino Fundamental para participarem do concurso 9º Concurso Josué Guimarães sobre a obra do escritor Hans Christian Andersen.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A cada edição bienal a Jornada atrai um número maior de autores e leitores. De um tímido começo, há 24 anos, quase restrito a uma iniciativa acadêmica, a Jornada atinge hoje mais de 20 mil participantes diretos, e seus fóruns de discussão tornaram-se referência no mundo literário, conferindo grandeza ao evento e subscrevendo a história de Passo Fundo como o cenário das Letras no País. Além de pré-jornadas organizadas como preparação para o evento no Rio Grande do Sul e em outros estados, duas semanas antes acontece o Festerê Literário, com várias manifestações culturais em vários pontos de Passo Fundo.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Outros autores internacionais confirmados: Mauro Maldonato (Itália), Mia Couto (Moçambique), Ronald Jobe (Canadá), Tassadit Yacine (Marrocos/França), Carlos Reis (Portugal) e Antonio Yebra (Espanha). Entre os diversos escritores nacionais também participarão Frei Betto, José Castello, Moacyr Scliar, Marisa Lajolo, Nelson de Oliveira, Lobão e Daniel Piza.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Promovida desde 1981 pela Universidade de Passo Fundo (RS), a Jornada deste ano, com o tema Diversidade Cultural - o diálogo das diferenças, acontece entre os dias 22 e 26 de agosto, e traz uma série de novidades, a começar pela a realização do Encontro Nacional da Academia Brasileira de Letras que, pela primeira vez na história, ocorrerá fora de sua sede. A Jornada inclui o 4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio e o Seminário Nacional de Jornalismo Cultural, além da oferta de 30 diferentes cursos livres de literatura, formação de leitores, dramaturgia, publicidade, língua, cultura surda, samba, pintura e língua estrangeira. Destaca-se ainda a 3ª Jornadinha Nacional de Literatura, dedicada ao público infanto-juvenil.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;A 11ª Jornada inova também nos prêmios. Neste ano, o 4º Prêmio UFP Zaffarini &amp;amp; Bourbon de Literatura conferirá R$ 100 mil para o melhor romance em Língua Portuguesa publicado entre junho de 2003 e 30 de maio de 2005. Autores de contos inéditos têm a oportunidade de participar do 9º Concurso Josué Guimarães, com prêmios de R$ 5 mil e R$ 3 mil para primeiro e segundo colocados. Alunos da 4ª, 5ª e 6ª séries podem se inscrever ao Prêmio Hans Christian Andersen, fazendo releituras do renomado contista dinamarquês, com prêmio de uma viagem à Dinamarca de uma semana (incluindo a capital Copenhagen e a cidade de Odense, onde nasceu o escritor. Para os estudantes de Publicidade e Propaganda foi lançado um concurso exclusivo, premiando também com uma viagem a Copenhague a melhor campanha sobre a obra do autor de histórias inesquecíveis como O Patinho Feio, O Soldadinho de Chumbo, João e Maria e a Roupa Nova do Rei, clássicos da literatura infantil.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O bicentenário de Andersen, os 400 anos de Miguel de Cervantes Saavedra, criador de Dom Quixote de La Mancha, obra-prima da literatura universal, e o centenário do consagrado Érico Veríssimo, autor da trilogia O Tempo e o Vento serão reverenciados durante a 11ª Jornada, em diferentes homenagens durante os cinco dias do evento.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Encontro Nacional da Academia Brasileira de Letras&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Reinventando os Clássicos é o tema do Seminário da Academia Brasileira de Letras (ABL) que, pela primeira vez em sua história, realizará um encontro fora de sua sede, no Rio de Janeiro. Pelo menos nove acadêmicos já confirmaram presença para os três dias de debates sobre a influência dos grandes clássicos em suas obras. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;O Seminário será aberto pelo escritor Ivan Junqueira, presidente da ABL, com o painel Manuel Bandeira e a Consciência Poética. Carlos Drummond de Andrade e Gonçalves Dias serão os temas do segundo dia do encontro, com a participação dos acadêmicos Ana Maria Machado, Antônio Carlos Secchin e João Ubaldo Ribeiro. No encerramento, Alberto da Costa abordará O Ateneu, de Raul Pompéia, uma das mais significativas obras do realismo brasileiro. Arnaldo Niskier falará sobre O Olhar Pedagógico de Machado de Assis e Carlos Heitor Cony apresentará sua visão da obra Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://www.upf.br/noticias/noticia.php?cod=4766"&gt;&lt;strong&gt;3ª Jornadinha Nacional de Literatura&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Com atividades diversificadas, sempre de acordo com a faixa etária, a Jornadinha de Literatura chega à sua terceira edição já como sucesso absoluto. Dirigida a estudantes da 1ª série do Ensino Fundamental até alunos do Ensino Médio, o evento permite a completa interação das crianças e dos jovens com o mundo das letras. Encontros com escritores, sessões de histórias contadas, teatro, dança, música e debates fazem parte da programação, que traz o mesmo tema do painel principal: Diversidade Cultural - o diálogo das diferenças. &lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Evento paralelo da 11ª Jornada de Literatura, o 4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio vai reunir teóricos de várias partes do mundo, a exemplo do que ocorreu em sua primeira edição, em 2002, na Universidade de Extremadura, na Espanha. Os debates incluem temas como cultura, leitura, patrimônio cultural, língua e literatura e já têm confirmadas as presenças de Ronald Jobe, da Universidade de Columbia, Gabriel Nuñez, da Universidade de Almeria, Pedro Cerrillo Torremocha, da Universidade de Castilla La Mancha, Marta Morais, da PUC do Paraná e da escritora e acadêmica Ana Maria Machado, entre outros.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Seminário Nacional de Jornalismo Cultural&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Promovido em conjunto com a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), o evento vai discutir as diferenças regionais, o jornalismo de Cultura, de Variedades, de Artes e de Espetáculos, em painéis coordenados por profissionais dos maiores jornais e revistas culturais do país.&lt;/p&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;Outras atrações&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;p align="justify"&gt;Durante os cinco dias da 11ª Jornada, Passo Fundo abrigará uma dezena de atrações artísttas, en re elas apresentações de Arthur Moreira e a pré-estréia do show de Antônio da Nóbrega, que só entrará em cartaz no circuito tradicional em setembro, além de performances ligadas ao tema da diversidade cultural.&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;11ª Jornada Nacional de Literatura&lt;br /&gt;Data: 22 a 26 de agosto de 2005&lt;br /&gt;Local:  Circo da Cultura&lt;br /&gt;Passo Fundo - RS&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;· Inscrições&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;As inscrições estarão abertas a partir do dia 1º de junho e devem ser feitas exclusivamente pela internet no endereço &lt;a href="http://www.jornadadeliteratura.upf.br/"&gt;www.jornadadeliteratura.upf.br&lt;/a&gt; . Foram criadas três diferentes modalidades de inscrição, que incluem a participação exclusiva na 11ª Jornada, ou a sua combinação com um ou mais eventos. &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;MODALIDADE 1&lt;br /&gt;Participação exclusiva na 11ª Jornada Nacional de Literatura&lt;br /&gt;Inscrição individual - R$ 80,00&lt;br /&gt;Inscrição coletiva -- R$ 600,00 (reunião de 10 participantes - R$ 60,00 por pessoa) &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;MODALIDADE 2&lt;br /&gt;Participação na 11ª Jornada Nacional de Literatura e um curso opcional&lt;br /&gt;ou participação na 11ª Jornada Nacional de Literatura e no Encontro Nacional da Academia Brasileira de letras: revisitando os clássicos&lt;br /&gt;ou participação na 11ª Jornada Nacional de Literatura e no Seminário Nacional de Jornalismo Cultural&lt;br /&gt;Inscrição individual - R$ 85,00&lt;br /&gt;Inscrição coletiva -- R$ 650,00 (reunião de 10 participantes - R$ 65,00 por pessoa)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;MODALIDADE 3&lt;br /&gt;Participação na 11ª Jornada Nacional de Literatura e no 4o Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio&lt;br /&gt;ou participação exclusiva no 4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio.&lt;br /&gt;Inscrição individual - R$ 100,00&lt;br /&gt;Inscrição coletiva -- R$ 800,00 (reunião de 10 participantes - R$ 80,00 por pessoa) &lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;· Quadro de vagas&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Palco de Debates e conferências: 4.500 vagas&lt;br /&gt;Seminário da Academia Brasileira de Letras: revisitando os clássicos: 220 vagas&lt;br /&gt;Seminário Nacional de Jornalismo Cultural: 400 vagas&lt;br /&gt;4º Seminário Internacional de Pesquisa em Leitura e Patrimônio Cultural com apresentação de comunicações: 180 vagas&lt;br /&gt;Cursos opcionais: 2000 vagas&lt;br /&gt;3ª Jornadinha Nacional de Literatura&lt;br /&gt;§ 6000 vagas para alunos de 1ª a 4ª séries&lt;br /&gt;§ 3000 vagas para alunos de 5ª a 8ª séries&lt;br /&gt;§ 3000 vagas para alunos de Ensino Médio&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;Mais informações para a imprensa com Ivani Cardoso/Mary Zaidan (Lu Fernandes Escritório de Comunicação) pelo telefone (11) 381-4600&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-112167987769057249?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/112167987769057249/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=112167987769057249' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112167987769057249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/112167987769057249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/07/3-jornadinha-e-11-jornada-nacional-de.html' title='3ª Jornadinha e 11ª Jornada Nacional de Literatura - Passo Fundo (RS), Brasil'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111926264814809925</id><published>2005-06-20T11:15:00.000+01:00</published><updated>2005-06-20T11:17:28.156+01:00</updated><title type='text'>Ler para querer - ofcina e livraria</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Histórias do 'Era uma vez' têm os seus truques mágicos&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;/span&gt;Por que razão um grande número de histórias infantis começam por 'Era uma vez'? António Torrado, escritor que há 36 anos injecta histórias fantásticas na mente dos mais pequenos - com "120 livros e livrinhos publicados"- explica ao DN a razão "É a chave para entrar no mundo 'paralelo' da história que queremos contar. A partir desse 'Era uma vez'&lt;i&gt; &lt;/i&gt;cabe toda a inverosimilhança, as histórias passam a ser aceites e justificadas. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; António Torrado sabe inúmeros truques para a resolução das histórias infantis, além dos indispensáveis encadear o enredo, ter em atenção motivos "provocadores", as "fórmulas mágicas", tão característicos desta narrativa. E porque para o escritor este mundo quase já não tem segredos, foi convidado a ser um dos quatro monitores para sensibilizar, ao longo de quatro sábados (às 18.00), o público de um &lt;i&gt;atelier &lt;/i&gt;sobre Escrita Para Crianças, dirigido a adultos, numa iniciativa da Ler Para Querer, uma pequenina empresa que nasceu em 2004 e dá os primeiros passos no mercado da literatura infantil (&lt;i&gt;ver texto em baixo&lt;/i&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No auditório da Livraria Ler Devagar, Bairro Alto, o escritor fala para as 20 mulheres que decidiram frequentar o &lt;i&gt;atelier&lt;/i&gt;. Público com ouvidos de crianças, pelo menos para as partes em que ele começa a inventar a história de "uns grãos de areia, com uma grande experiência de vida, porque se calhar andaram na unha de um dinossauro, na sandália de um fenício, e um dia foram parar ao balde do menino que estava na praia..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A plateia delirou com a passagem da interpretação de &lt;i&gt;O Capuchinho Vermelho&lt;/i&gt; de Charles Perrault (1628-1703). "Pode dizer-se que é um grande acrescento de maldade quando se tira a avó da barriga do lobo para se encher de pedras e atirar o animal para dentro do poço, mas numa história não devemos ter receio de ir a situações dramáticas, desde que justificadas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ao longo da sessão o escritor vai parafraseando autores célebres que se aventuraram pelo imaginário infantil, e dando conselhos à plateia que deseja escrever para crianças. " Gustave Flaubert dizia que 'o que faz o colar não são as pérolas, mas o fio'. E Hans Christian Andersen escrevia 'o conto tem de deixar ouvir o contador'." Neste ponto, António Torrado é inflexível. Insiste "A voz do contador tem de se repercutir no que conta. O mais importante é a voz, a fala. Não há histórias iguais contadas por pessoas diferentes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;motivações.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; A urbanista Sofia Santos, 30 anos, é uma destas 20 mulheres. Ela e uma amiga&lt;i&gt; designer&lt;/i&gt; gostariam de se iniciar nesta profissão. "Tenho uns apontamentos, e a minha presença aqui é mais para ouvir o que dizem as pessoas que já escrevem para crianças". Também Cristina Benedita, está ali à procura dessas mais-valias "Venho da área do espectáculo e por vezes conto histórias. O querer escrever é passar da oratória à escrita, que tem estruturas próprias. Eu vim à procura disso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eugénia Edviges, outra "aluna" que já tem um livro publicado e vai às escolas de Benavente trabalhar com crianças, assegura que "ao ouvir o António Torrado estou a aprender coisas que desconhecia completamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este &lt;i&gt;atelier &lt;/i&gt;Mãos Grandes, Letras Pequenas ainda vai no adro. Neste sábado, esteve presente apenas um monitor. Ainda passarão por lá, até à primeira semana de Julho, Margarida Fonseca Santos e Manuel António Pina. No próximo fim-de-semana será a vez de Rui Zink, com um registo diferente do de António Torrado. "Um dos poucos autores de livros infantis publicados nos EUA", como se define, vai desconcertar esta plateia. Vai dizer-lhes, como nos disse, que quem lê as histórias aos filhos "é a criada ucraniana" e vai ensiná-los a ganhar dinheiro, "com o pseudónimo de Madonna e um ilustrador português...".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Livraria especializa-se só nos livros infantis com qualidade&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A livraria Ler Para Querer funciona num espaço próprio da Livraria Ler Devagar. É a concretização de um projecto da arqueóloga Mafalda Borges Coelho e da linguista Catarina Magro, que há cerca de um ano decidiram lançar um espaço especializado em literatura infanto-juvenil, para preencher o que consideraram ser uma lacuna em Lisboa, à excepção, na altura, da secção infantil da Barata em Campo de Ourique. [Agora existem também as livrarias História Com Bicho (Barcarena), Pequeno Herói (Lisboa) e Salta Folhinhas (Porto)].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A oferta não é apenas dos dois mil títulos criteriosamente seleccionados, "escolhemos os livros um a um, em termos de textos e ilustrações, e organizamo-los de forma a que os clientes se orientem". A empresa, que se define vocacionada para a promoção do livro e da leitura, também organiza feiras do livro, sessões de leitura e dramatização de contos infantis, além de visitas de autor. E às quartas-feiras, pelas 18.00, faz-se silêncio no livraria para se ouvir contar histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "O nosso balanço é uma curva ascendente ligeira. Criar um público e fidelizá-lo leva o seu tempo. A procura por parte dos pais tem aumentado e dizem-nos encontrar aqui obras que não estão nas grandes livrarias. O nome da nossa já não cai no vazio. E desempenhamos um papel no próprio Bairro Alto", contam ao DN.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os vendedores acham-nas "esquisitas", porque ali não entram livros da Disney, nem da Madonna.  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111926264814809925?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111926264814809925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111926264814809925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111926264814809925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111926264814809925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/06/ler-para-querer-ofcina-e-livraria.html' title='Ler para querer - ofcina e livraria'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111926000578396128</id><published>2005-06-20T10:32:00.000+01:00</published><updated>2005-06-20T10:33:25.793+01:00</updated><title type='text'>Cantos de Hans Christian Andersen em Queluz</title><content type='html'>"[...]&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O resto do recital será preenchido com trechos de óperas - os três artistas estão ligados à Ópera Real de Copenhaga, instituição da qual Andersen era visita frequente - lidando com as alegrias e tristezas do amor, sentimentos que o escritor conheceu bem (sobretudo o último). No programa, árias da &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Carmen&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; (Bizet), de &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;A Viúva Alegre&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; (Lehar), de &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Porgy and Bess&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; (George Gershwin) e de &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;South Pacific &lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;(Rodgers e Hammerstein).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; Pelo facto de Andersen aqui ter estado durante cerca de três meses em 1866, e disso ter deixado um registo escrito, &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;Uma Visita a Portugal&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt; (que até lhe inspirou o conto &lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;O Sapo&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;), Portugal foi considerado "país prioritário" pela Fundação Hans Christian Andersen, criada para celebrar o ano do bicentenário. Recordemos que a fadista Mariza foi recentemente nomeada embaixadora da obra do escritor pela representação diplomática da Dinamarca em Lisboa."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111926000578396128?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111926000578396128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111926000578396128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111926000578396128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111926000578396128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/06/cantos-de-hans-christian-andersen-em.html' title='Cantos de Hans Christian Andersen em Queluz'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111873863283753035</id><published>2005-06-14T09:40:00.000+01:00</published><updated>2005-06-14T09:43:52.846+01:00</updated><title type='text'>“Reading 2005: to read the 21st, For a Culture of Peace” Congress</title><content type='html'>&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;SCIENTIFIC ACTIVITIES&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Magisterial Lectures&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1- Subject: Reading, humanism and culture of peace.&lt;br /&gt;2- Subject: Books for children and young people and cultural identity.&lt;br /&gt;3- Subject: Multiple readings : multiple knowledge.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roundtable&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;• Around the world in two hundred years.&lt;br /&gt;On the occasion of the Celebrations for Hans Christian Andersen´s Bicentennial and the Centennial of Jules Verne´s death.&lt;br /&gt;• The Quixote today.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;On the occasion of the Celebrations for the 400th anniversary of the First Edition of the Quixote.&lt;br /&gt;Seminars&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1- Subject: Role of reading in human development: the family, the school, the library…          &lt;br /&gt;2- Subject: Reading, neo-liberal globalization and the information society.&lt;br /&gt;3- Subject: Books for children and young people: ventures, adventures and misadventures.&lt;br /&gt;4- Subject: Literature, ethics and society.&lt;br /&gt;5- Subject: Reading and health: an ineluctable relationship.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Workshops&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;First IBBY International Workshop: We work for the children&lt;br /&gt;(Length: 20 hours each) &lt;br /&gt;1- Writing for children and young people for a world of peace.&lt;br /&gt;2- Illustrating for children and young people.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Assembly Room&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;• Authors' Assembly Room: La Edad de Oro&lt;br /&gt;Daily exclusive space where well-known authors (writers and illustrators) of children’s books will discuss their work in an open dialogue with the audience.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;COLLATERAL ACTIVITIES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;• Papirola Festival&lt;br /&gt;• Visits to schools and cultural centers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;PARTICIPATIONS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt; Writers, illustrators, designers, editors, critics, researchers, teachers, librarians, book and magazine sellers, sociologists, psychologists, translators, reading promoters, health care, mass media, marketing, advertising, informatics professionals, and students, among others.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;OFFICIAL LANGUAGES&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;• Spanish&lt;br /&gt;• English&lt;br /&gt;Simultaneous translation will be provided only for special lectures.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;SPONSORS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;• UNESCO Regional Office for Culture in Latin America and the Caribbean&lt;br /&gt;• Regional Center for the Promotion of Books in Latin America and the Caribbean (CERLALC)&lt;br /&gt;• "Juan Marinello" Center for Research and Development of Cuban Culture&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;VENUE OF THE EVENT&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;• Habana Libre Tryp Sol Meliá Hotel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;REGISTRATION FEE&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Delegates  (Participants and lecturers)                             300.00 CUC&lt;br /&gt;                           &lt;br /&gt;Students                                                                                 250.00 CUC&lt;br /&gt;(Registered in university regular courses and under 25 years old)&lt;br /&gt;Escorts                                                                                     200.00 CUC&lt;br /&gt;(Delegates, workshop participants, students and escorts travelling through UniversiTUR CUJAE Travel Agency, official receptor of the Congress, will get a  25.00 CUC discount from the registering fee).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The registering fee will be paid, with no exceptions, upon arrival in Cuba, and it includes:&lt;br /&gt;Delegates: Credential, working materials, certificate of attendance to the Congress, welcoming cocktail, lunches and access to all scheduled, scientific as well as collateral,  academic activities, with the exception of the First IBBY International Workshop: For the children we work.&lt;br /&gt;Workshop participants : Credential, working materials, certificates of attendance to the Congress and to the First IBBY International Workshop: For the children we work, welcoming cocktail, lunches, and access to all scheduled, scientific as well as collateral, academic activities.&lt;br /&gt;Escorts: Credential, welcoming cocktail, farewell luncheon, and closing cultural gala. Access to scheduled scientific activities not included.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note: Registering deadline: July 30, 2005&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For any information concerning the scientific (Seminars, First IBBY International Workshop: For the children we work, Workshops, and others) and collateral activities of the Congress, please, contact:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dra. Emilia Gallego Alfonso&lt;br /&gt;President&lt;br /&gt;Organizing Comittee&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:emyga@cubarte.cult.cu" target="_blank"&gt;emyga@cubarte.cult.cu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Lic. Aimée Vega Belmonte&lt;br /&gt;General Coordinator&lt;br /&gt;Organizing Committee&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:aimee@icaic.inf.cu" target="_blank"&gt;aimee@icaic.cu&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For information concerning trip to Havana, lodging, manner of payment and other related matters, please, contact:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;OFFICIAL RECEIVING AGENCY&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;The Specialized Travel Agency of the Universities and Cuban Research Centers, UniversiTUR will assist the organization of the tourist packages and other accommodation arrangements and stay in Cuba. UniversiTUR also can help you to obtain: air tickets, visa, medical insurance and recreational and cultural optional programs of your interest.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agencia de Viajes Especializados UniversiTur, Sucursal CUJAE&lt;br /&gt;Manager: Lic. María Antonia Cruz Vázquez&lt;br /&gt;Phone: (537) 2614939 / 267 2012&lt;br /&gt;Fax: (537) 267 1574&lt;br /&gt;E-mail: &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="mailto:lectura05@universitur.cujae.edu.cu" target="_blank"&gt;lectura@universitur.cujae.edu.cu&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111873863283753035?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111873863283753035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111873863283753035' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111873863283753035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111873863283753035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/06/reading-2005-to-read-21st-for-culture.html' title='“Reading 2005: to read the 21st, For a Culture of Peace” Congress'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111625020734939174</id><published>2005-05-16T14:28:00.000+01:00</published><updated>2005-05-16T15:28:28.716+01:00</updated><title type='text'>Festa da Poesia em Oeiras - Programa</title><content type='html'>FESTA DA POESIA – 13 a 22 de MAIO 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROGRAMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fins-de-semana de 14 / 15 e 21 / 22 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira do Livro no Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6ª-feira, 13 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22:00 – Teatro Municipal Ruy de Carvalho (Carnaxide)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura da Festa da Poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ISTO NÃO É UM RECITAL DE POESIA” – Leituras cruzadas de poemas, letras de canções, notas e textos dispersos na Língua Portuguesa por Sílvia Pfeifer, Rogério Samora e Kalaf.&lt;br /&gt;Desenho em tempo real por António Jorge Gonçalves.Banda sonora misturada por Nuno Rosa.Coordenador e Mestre de Cerimónias: Nuno Artur Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 14 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maratona de Leitura (coordenação – Luís Assis)&lt;br /&gt;Leitura integral da obra poética de José Joaquim Cesário Verde, por blocos de 60 minutos, com intervalos de 30 minutos. Os poemas serão lidos por professores, alunos das Escolas EB 2,3 e Escolas Secundárias do Concelho de Oeiras, convidados da Câmara Municipal de Oeiras e pessoas que se inscrevem no próprio dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Maratona de Leitura haverá uma Mostra Bibliográfica dedicada à obra poética de Cesário Verde; uma Exposição de Trabalhos apresentados ao Concurso de Artes Visuais “Cesário Verde: um pintor nascido poeta”; uma Apresentação Multimédia exibida em sessão contínua no auditório da B.M.O.; e um Café com Letras, espaço de cafetaria que dará apoio à Maratona de Leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sessão de abertura da Maratona da Leitura será efectuada pela Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Dra. Teresa Pais Zambujo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de poemas com a presença dos poetas Alberto Pimenta, Ana Hatherly, António Franco Alexandre e Israel Bar Kohav (Israel).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Lourdes Norberto (Linda-a-Velha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo “Viva o Bode!” – poesia portuguesa de escárnio e mal-dizer – pelo Intervalo – Grupo de Teatro. Encenação de Armando Caldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arestas” – Espectáculo ao ar livre pela actriz Teresa Lima e pelo Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” – Poemas de Federico García Lorca – Encenação de João Brites. Produção de Dolores Matos (FIAR / Teatro O Bando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22:30 – Museu da Pólvora Negra – Fábrica da Pólvora – Barcarena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital de poesia pela actriz Rita Calçada Bastos integrado na Noite dos Museus / Dia Internacional dos Museus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 15 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Caminhada poética” – Passeio pedestre pelo parque, organizado pelo grupo “Poetas e Poesia”. Coordenação – Margarida Macedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa-redonda sobre o tema “Poesia e Novos Suportes” com a presença de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isabel Coutinho (jornalista)&lt;br /&gt;José Mário Silva (poeta e blogger)&lt;br /&gt;Pedro Mexia (poeta e blogger)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moderador – José Afonso Furtado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira do Livro – Animação infantil pelo escritor José Fanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Clube Desportivo de Paço de Arcos (Salão Nobre)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital com a participação de poetas de Paço de Arcos. Organização – Tito Iglésias. Actuação do grupo de teatro sénior da ACTI. (Academia Cultural para a Terceira Idade). Peça “Parque dos Poetas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:30 – Biblioteca Municipal de Oeiras (Auditório)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do site das Bibliotecas Municipais de Oeiras “O Anzol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;Leitura de poemas com a presença dos poetas Helga Moreira, José Tolentino Mendonça e Xavier Rodríguez Baixeras (Galiza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Ruy de Carvalho (Carnaxide)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo de teatro / recital multimédia – “Bocage – Tormento e Sonho” pelo actor Jorge Sequerra, comemorando os 200 anos da morte de Bocage. Viagem pela vida e obra do poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2ª-feira, 16 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Escola Básica EB1 de Oeiras nº 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Festa da Poesia vai à Escola” – Animação infantil dirigida a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de poemas por diversos poetas do Concelho de Oeiras – Maria Aguiar, Maria Emília Venda e outros – com actuação musical do grupo coral “Eclipse”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os poemas da minha vida”&lt;br /&gt;Sessão com a presença de Urbano Tavares Rodrigues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3ª-feira, 17 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Escola Básica EB1 de Tercena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Festa da Poesia vai à Escola” – Animação infantil dirigida a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os poemas da minha vida”&lt;br /&gt;Sessão com a presença de uma personalidade convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arestas” – Espectáculo ao ar livre pela actriz Teresa Lima e pelo Grupo Coral “Ausentes do Alentejo” – Poemas de Federico García Lorca – Encenação de João Brites. Produção de Dolores Matos (FIAR / Teatro O Bando).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4ª-feira, 18 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Escola Básica EB1 de Porto Salvo nº 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Festa da Poesia vai à Escola” – Animação infantil dirigida a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os poemas da minha vida”&lt;br /&gt;Sessão com a presença de uma personalidade convidada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:00 – Auditório Municipal Eunice Muñoz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exibição do filme Autografia sobre o poeta Mário Cesariny.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital de poesia “Fernando Pessoa e os seus mestres” pelo actor João d’Ávila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5ª-feira, 19 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Escola Básica EB1 de Algés nº 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Festa da Poesia vai à Escola” – Animação infantil dirigida a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital de poesia portuguesa do século XX pelo actor Diogo Dória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Eunice Muñoz (Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerto por Pedro Abrunhosa – “Canções”. Inclui piano, saxofone, guitarra e leitura de poemas de diversos autores por Pedro Abrunhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6ª-feira, 20 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;Visita guiada ao Parque dos Poetas, orientada pelo escultor Francisco Simões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00 – Livraria-Galeria Municipal Verney (Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão comemorativa do 10º aniversário da Livraria-Galeria Verney.&lt;br /&gt;Leitura de poemas por membros da A.P.P. – Associação Portuguesa de Poetas – autores: Alexandre O’Neill, António Gedeão, Carlos de Oliveira, David Mourão-Ferreira, Fernando Pessoa, Jorge de Sena e Mário de Sá-Carneiro.&lt;br /&gt;Leitura de poemas por convidados da Junta de Freguesia de Oeiras e S. Julião da Barra – autores: Camilo Pessanha, Miguel Torga, Natália Correia, Ruy Belo, Pascoaes e Vitorino Nemésio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15:00 – Escola Básica EB1 de Outurela / Portela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Festa da Poesia vai à Escola” – Animação infantil dirigida a crianças do 1º ciclo do Ensino Básico pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Biblioteca Municipal de Oeiras (Auditório)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentação do livro “O PIN da Bíblia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Eunice Muñoz (Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo / concerto “Auto das Coisas Aqui em Baixo” – Inclui poemas e textos de António Lobo Antunes, com a participação dos músicos Filipa Pais, J. P. Simões (vocalista dos “Belle Chase Hotel”) e Vitorino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Lourdes Norberto (Linda-a-Velha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo “Viva o Bode!” – poesia portuguesa de escárnio e mal-dizer – pelo Intervalo – Grupo de Teatro. Encenação de Armando Caldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Biblioteca Operária Oeirense (Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital “Vozes de mulheres na poesia portuguesa” pela actriz Margarida Marinho, com actuação musical do grupo coral CRAMOL. Madrugada de poesia – sessão aberta à participação de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 21 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesa-redonda sobre o tema “Poesia e Educação” com a presença de&lt;br /&gt;Gastão Cruz&lt;br /&gt;Manuel Gusmão&lt;br /&gt;Maria Lúcia Lepecki&lt;br /&gt;Fernando Pinto do Amaral&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moderador – Jorge Barreto Xavier (Vereador da CMO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de poemas com a presença dos poetas Maria de Sousa Tavares, Manuel Gusmão e Jacques Darras (França).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Ruy de Carvalho (Carnaxide)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recital de poesia e música “O Sentimento de Três Ocidentais”, com leitura encenada de poemas de Cesário Verde, Álvaro de Campos e Ruy Belo.&lt;br /&gt;Leituras por Eurico Lopes e Leonor Seixas. Recital de piano por Carla Seixas. Concepção de Gastão Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Teatro Municipal Lourdes Norberto (Linda-a-Velha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo “Viva o Bode!” – poesia portuguesa de escárnio e mal-dizer – pelo Intervalo – Grupo de Teatro. Encenação de Armando Caldas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Salão Nobre da SIMECQ – Cruz Quebrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo com actuação musical por Henrique Pimenta e Rute Pimenta (fado) e recital de poesia por poetas locais e membros do CENCO (Centro Cultural de Oeiras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21:30 – Salão Nobre da SIMPS – Porto Salvo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fernando Pessoa – a simplicidade do génio” – Recital de poesia de Fernando Pessoa por Fernando Afonso e José Miguel Lopes. Actuação musical da SIMPS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;00:00 – Bar “Espaço dos Sentidos” (R. Cândido dos Reis, Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Stand-up Poetry” – Recital de poesia portuguesa erótica e satírica pelo actor Jorge Sequerra. Espectáculo destinado a adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 22 de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11:00 – Parque dos Poetas – Anfiteatro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Poesia à Solta” – Grande espectáculo de animação infantil por José Fanha, com a participação de crianças de diversas escolas básicas EB 1 e Jardins de Infância do Concelho de Oeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16:00 – Livraria-Galeria Municipal Verney (Oeiras)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão de poesia com a participação do CENCO (Centro Cultural de Oeiras). Leitura de poemas de A. Ramos Rosa, Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Manuel Alegre e Sophia de Mello Breyner Andresen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Biblioteca Municipal de Oeiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sessão de entrega de prémios aos vencedores do concurso literário intergeracional, com munícipes da Terceira Idade e utilizadores das IPSS (organização em conjunto com a DAS). Participação da actriz Cármen Dolores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Teatro Municipal Lourdes Norberto (Linda-a-Velha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectáculo multimédia “Vídeo-poesia” pelo poeta E. M. de Melo e Castro e pelo actor Jorge Sequerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17:00 – Parque dos Poetas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feira do Livro – Animação infantil pelo escritor José Fanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18:30 – Teatro Municipal Amélia Rey Colaço (Algés)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura de poemas com a presença dos poetas Jorge de Sousa Braga, José Mário Silva e Marco Bruno (Itália).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22:00 – Igreja da Cartuxa – Caxias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerramento da Festa da Poesia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concerto de música antiga pelo grupo La Batalla – concepção e direcção de Pedro Caldeira Cabral. Leitura de poemas medievais pelo actor Diogo Dória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111625020734939174?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111625020734939174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111625020734939174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111625020734939174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111625020734939174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/05/festa-da-poesia-em-oeiras-programa.html' title='Festa da Poesia em Oeiras - Programa'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111571574179895712</id><published>2005-05-10T09:58:00.000+01:00</published><updated>2005-05-10T10:02:21.813+01:00</updated><title type='text'>Grande Prémio de Poesia da APE atribuído a Manuel António Pina</title><content type='html'>Confira aqui a notícia publicada na edição de hoje do &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/05/10/artes/manuel_antonio_pina_vence_grande_pre.html"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;  &lt;p&gt;  "&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=""&gt;Literatura&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span class="arial_azul_escuro"&gt;&lt;b&gt;Manuel António Pina vence Grande Prémio APE de Poesia&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt; Com a obra poética &lt;i&gt;Os Livros, &lt;/i&gt;uma edição da Assírio &amp; Alvim,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Manuel António Pina acaba de vencer o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores (APE), um dos mais prestigiados galardões da literatura portuguesa. O júri era constituído por Paula Mourão, José Carlos Seabra Pereira, Clara Rocha, José Manuel Vasconcelos e Francisco Duarte Mandas. A mesma obra havia sido distinguida com o Prémio Luís Miguel Nava, em Dezembro de 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, ex-jornalista cultural do &lt;i&gt;Jornal de Notícias&lt;/i&gt; do Porto&lt;i&gt;, &lt;/i&gt;ficcionista (&lt;i&gt;Os Papéis de K.&lt;/i&gt;), também na área da literatura infantil, Manuel António Pina disse ao DN&lt;i&gt; &lt;/i&gt;ter ficado especialmente satisfeito com o galardão, dada a qualidade do júri "O mérito dos prémios depende do nível do júri."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto à obra, diz tratar-se do "encerramento de um ciclo, uma reflexão sobre a escrita, seus limites e impossibilidades." &lt;i&gt;Os Livros &lt;/i&gt;interroga o gesto de escrever e a própria palavra escrita, tendo em conta que o poeta é, em primeiro lugar, um leitor , um depositário de memórias e outras vozes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Tento procurar, em &lt;i&gt;Os Livros&lt;/i&gt;, uma voz, a minha voz entre as inumeráveis vozes existentes. Haverá essa voz primitiva?", pergunta-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Manuel António Pina tenta, por outro lado, desenvolver, nesta obra, soluções formais que vinham já de livros anteriores a variedade de rimas e ritmos, a tensão entre verso medido e não medido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Instrumento de convocação do mundo, a poesia é, segundo disse, em entrevista ao DN, espanto e queda "porque não há nenhuma resposta, nada nem ninguém responde do lado de lá!" "Não temos senão palavras" - refere ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nascido no Sabugal (Beira Alta), em Novembro de 1943, Manuel António Pina é autor de livros como &lt;i&gt;Ainda Não é o Fim nem o Princípio do Mundo Calma é Apenas um Pouco Tarde&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;Nenhum Sítio&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;Um Sítio Onde Pousar a Cabeça&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;O Caminho para Casa&lt;/i&gt;; &lt;i&gt;Algo Parecido com Isto da Mesma Substância; Cuidados Intensivos &lt;/i&gt;e&lt;i&gt; Nenhuma Palavra, Nenhuma Lembrança."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111571574179895712?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111571574179895712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111571574179895712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111571574179895712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111571574179895712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/05/grande-prmio-de-poesia-da-ape-atribudo.html' title='Grande Prémio de Poesia da APE atribuído a Manuel António Pina'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111416606643811401</id><published>2005-04-22T11:19:00.000+01:00</published><updated>2005-04-22T11:34:26.440+01:00</updated><title type='text'>Dia Mundial do Livro em Beja</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manhã&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Arruaça" de palavras&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;organizado pelas alunas estagiárias do curso de Animação Sócio-Cultural da Escola Superior de Educação de Beja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14.30h/00.00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mercado do livro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15.00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Histórias na minha cidade - o livro gigante dos contos de Beja&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;com a participação dos alunos da Escola Superior de Educação de Beja e dos ilustradores Cristina Malaquias, Miguel Horte, Pedro Leitão e Carla Pott&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No fundo da mata eu vi&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;sessão de contos pelo contador brasileiro Roberto de Freitas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Apresentação do livro Barca Velha: Histórias de um Vinho&lt;/span&gt; da autoria da jornalista Ana Sofia Fonseca; colaboração do enólogo José Maria Soares Franco. Prova do néctar dos deuses...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;21.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Letras hispânicas&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;conversa À volta dos livros com os escritores Rosa Montero e António Sarabia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;22.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paixão, Amor e Sexo&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;pelo psiquiatra Francisco Allen Gomes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;23.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falam, falam... ou a escrita de humor em Portugal&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;por Ricardo Araújo, da equipa dos Gato Fedorento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;00.30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Camões é um poeta rap&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;pelo grupo de teatro Arte Pública&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;01.15h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eu blogo, tu blogas, ele bloga...&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;com a participação dos criadores dos blogues As Ruínas Circulares, Charquinho, 100nada, BLOGotinha, Gato Fedorento, Blog de Esquerda, Espelho Mágico e Barnabé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;02.00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Espectáculo musical Vozes do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota - das 21.00h às 23.00h a Biblioteca organiza um serviço de babysitting.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111416606643811401?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111416606643811401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111416606643811401' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111416606643811401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111416606643811401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/04/dia-mundial-do-livro-em-beja.html' title='Dia Mundial do Livro em Beja'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11914192.post-111260483268757911</id><published>2005-04-04T09:49:00.000+01:00</published><updated>2005-04-04T10:25:15.163+01:00</updated><title type='text'>25ª edição do "Salon du Livre de Paris"</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Vale a pena ler esta reflexão de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Francisco Bélard&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;, publicada no suplemento "Actual" do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Expresso&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt; de 2 de Abril de 2005, intitulada "&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 153);"&gt;Primavera dos Livros&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;":&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-size:13;" class="news_txt" id="texto" &gt;Todos os anos, pela Primavera. Ou quase; inaugurado a 17 de Março, o 25º Salon du Livre de Paris acabou a 23. De 4 a 13, decorrera outra iniciativa (também realizada noutras cidades francesas e estrangeiras), o «Printemps des Poètes», instituído em 1999 por Jack Lang; a história desta manifestação lê-se no nº 41 da revista «Poésie 1», ed. Le Cherche Midi; até meados de Abril, ainda haverá fotografias e livros de poesia expostos na estação de metro de Saint-Germain. &lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;O começo da Primavera é a altura escolhida pela capital francesa para o Salon du Livre, que de 1981 a 1993 teve lugar no Grand Palais e desde 1994 ocupa o Hall 1 do Parc des Expositions, ou Paris-Expo, na Porte de Versailles. Não está no centro da cidade, mas é de acesso fácil. Sai-se do metro, dão-se uns passos e entra-se por 3€ se não se tiver convite (dado a autores, a grupos de estudantes, etc.) ou o livre-trânsito concedido a certas categorias profissionais. É um espaço acolhedor, em que não se sente excessivamente a imensidão da indústria editorial - aqui largamente de língua francesa, mas com razoável presença de outras, com realce para o país convidado, este ano a Rússia. Mesmo nos dias de maior afluência anda-se à vontade. Mas logo vemos que, embora de todos os lados se vislumbre o fundo (o que não ocorre na Feira de Frankfurt, que ocupa edifícios de vários andares), é possível passar manhãs e tardes sem ver a maior parte do que é proposto. O Salon tem uma dimensão humana, não somos esmagados pelo Livro e pela Cultura. Mas há objectos para os mais diversos gostos, há debates, às vezes ao mesmo tempo dois ou três, que nos impelem a escolher. Ao contrário de feiras profissionais, como a de Frankfurt, a maior parte dos livros (e revistas, jornais, DVD, CD, etc.) estão à venda; proliferam catálogos, anúncios, folhetos e comunicados, quem gosta de autógrafos dispõe de listas que dizem a hora e o lugar em que estará o escritor ou o ilustrador A ou B, em média 200 e tal por dia, mais de 2000 em seis dias. Também se pode não comprar nada e folhear o que se quiser dessa parte de «toda a memória do mundo» ali reunida das 9h30 às 19h ou mais. O Salon é feira, exposição (de livros e de autores), lugar de discussões em que a literatura é só uma das componentes. No último dia, por exemplo, assisti a colóquios sobre a Europa (a Turquia foi um dos temas), a francofonia e a literatura russa actual. O mais interessante no Salon du Livre é a pluralidade das propostas. Embora seja agradável ir a boas livrarias, grandes e pequenas, generalistas ou especializadas (e em certas zonas de Paris têm uma densidade desesperante), elas não substituem o Salon, que reúne excepcional diversidade de editores e em que os autores não são apenas um nome numa capa. Várias organizações, jornais, estações de Rádio e TV promovem sessões públicas sobre quase tudo. Os livros, claro, mas também temas como a biodiversidade ou o novo tratado constitucional.&lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;Numa livraria, mesmo excelente, posso não ficar a saber que obras edita o Centre d'Études Slaves, ou não encontrar o nº 21, de 1995, de uma revista com artigos que me interessam. Posso não encontrar números antigos do «Magazine Littéraire» (e muito menos capas para coleccionar a revista) ou do «Courrier International». Posso não ficar a saber que numa editora italiana que eu ignorava há uma Storia d'Italia, de Benedetto Croce, e que outra, de Nápoles, edita uma revista literária com o formato hoje raro de 49x34cm. Posso não descobrir publicações de La Documentation Française, como «Questions Internationales», que no número de Março-Abril trata da Turquia, da Itália, dos EUA e de Chipre, e no número anterior tratou da ONU, de Kaliningrad e da Bulgária (e quanto a geopolítica não esqueçamos a editora Ellipses, de Paris). Posso não ficar a saber que uma editora belga, a Bruylant, tem bons livros de ciências sociais e um deles reproduz um colóquio sobre o problema das línguas na UE; ou que outra editora belga, Labor, publicou um diálogo com Dominique Wolton sobre TV. Posso não encontrar um livro sobre Albert Camus editado em 2004 em Argel. Posso não descobrir que uma das recentes antologias de poesia russa saiu em francês no Canadá. Talvez na livraria localizasse Figures du Palestinien, de Elias Sambar (Gallimard, 19,50€), mas no Salon encontro também o autor. E, como nas livrarias ou na Internet as grandes editoras prevalecem, posso não dar pela existência das Éditions Philippe Rey e do livro Nous ne Verrons Jamais Vukovar, de Louise L. Lambrichts (desencadeado por um famoso texto de Peter Handke). Posso ainda, se não tiver ido à Librairie Lusophone, de João Heitor, ignorar que as Éditions Lusophone publicaram as actas do colóquio Árvore (1951-1953) et la Poésie Portugaise des Années Cinquante, um livro de teatro de Teresa Rita Lopes e um estudo sobre a saudade de António Braz. Se não tiver ido à Librairie Portugaise, não saberei quais os projectos editoriais de Michel Chandeigne nem que ele me permite comprar uma revista brasileira de História cujos números 1 a 4 encontrei em São Paulo em 2003 e em Portugal não encontro em lado nenhum. Se não consultar o programa do Salon du Livre, não saberei que Jean-Christophe Victor (que conhecemos dos canais franceses de TV - agora menos, pois quem manda em Portugal no «cabo» tirou o Arte do «pacote-base») apresenta ali o mais recente DVD do programa de geopolítica «Le Dessous des Cartes», com 140 minutos em francês e inglês sobre États-Unis, une Géographie Impériale (título que faz lembrar Raymond Aron). Talvez me escape um livrinho de Liliane Giraudon, nas Éditions Inventaire, que não constavam do meu inventário, cuja contracapa enumera os mais notórios actos proibidos pelos «taliban» (por exemplo, que os homens façam a barba ou que se ouça música numa loja). Também poderei não reparar que saiu uma nova revista de BD, «Bang!», co-edição de «Les Inrockuptibles» e da Casterman. Nem adquirir (desta vez sem pagar, é «hors commerce») a antologia Cinq Poètes Russes du XXe Siècle, com Blok, Akhmatova, Mandelstam, Tsvetaieva e Brodsky, editada pela Gallimard e apoiada pela Gibert Joseph, concessionária da venda de livros no pavilhão russo. E posso não saber que a edição em DVD ou CD-ROM da Encyclopédie Universalis custa 123€. Ou que o prémio France Télévisions para ensaio foi ali atribuído no dia 18 a Jean-Pierre Vernant (La Traversée des Frontières, Seuil, 19€) e que a escolha suscitou polémica por ter sido preterido o livro de Serge Bilé, Noirs dans les Camps Nazis (Serpent à Plumes, 15,90€). Isto são só alguns exemplos de como uma iniciativa em torno do livro remete, como os livros em geral, para o universo.&lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;Claro que, depois das 19h, outras obras que decerto estavam no Salon podem ser reveladas por incursões nocturnas a livrarias (duas, em Saint-Germain, fecham quase à meia-noite). Destaco a publicação recente (devedora da edição Pléiade de 1990) de Pasternak na Gallimard: Écrits Autobiographiques. Le Docteur Jivago; 1316 páginas, com o célebre romance a par de outros textos, a 23€; não é caro, se compararmos com os 16€ de Exils, de Natalia Jouravliova, em russo e francês, com 104 páginas de que só sei ler metade.&lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;Como se compreende, a francofonia é um ponto forte do Salon. E, ecoando o ainda recente dia da mesma, há um debate com o senegalês Christian Valantin (lembra ele que no período colonial a língua francesa excluía o ensino das línguas africanas, «natales» no dizer de Senghor, atitude hoje ultrapassada), com os franceses J. Chancel e D. Wolton (além da historiadora Hélène Carrére d'Encausse, que, adoentada, se retirou sem intervir) e com o libanês Ghassan Salamé, antigo ministro da Cultura, que explica as implicações económicas do projecto francófono; por exemplo, jovens da região estudam francês porque há empresas petrolíferas que usam essa língua. Afirmação consensual é a de que não se trata de uma vã concorrência com o inglês mas de manter a posição do francês para que o inglês e a língua materna não sejam as únicas estudadas. Disponível e gratuito está o livro de actas da sessão do Haut Conseil de la Francophonie em 2004, presidido por Boutros-Ghali (um dos participantes foi Mário Soares).&lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;Tendências? Impossível enunciá-las; toda a edição francófona está representada. Sartre, no centenário, surge em várias prateleiras. Sobre ele, só de Annie Cohen-Solal vejo três livros (dois recentes). Dos estrangeiros, Eco, mesmo sem ter ido dar autógrafos este ano, faz-se notar sobretudo pela tradução do seu último e sui generis romance, que vai sair em português. O stand dos romances de Dan Brown (o primeiro, cronologicamente, é promovido como se fosse mais recente, o que não acontece só em França) é um entre inúmeros. Mais interessante é notar o êxito de um exigente trabalho científico e jornalístico, o livro Code Da Vinci: l'Enquête (R. Laffont, 19€), de Marie-France Etchegoin (de «Le Nouvel Observateur») e Frédéric Lenoir (de «Le Monde des Réligions»). Portugal teve participação discreta, com o colóquio de jovens escritores já noticiado no «Actual» e a homenagem a Sophia em que Inês de Medeiros disse poemas em duas línguas e os editores Joaquim Vital e Michel Chandeigne fizeram intervenções interessantes; mas faltou lá um professor de literatura ou um crítico literário (e alguns iriam estar em Paris para uma sessão mal divulgada no Centre Culturel Portugais da Gulbenkian). Registe-se, porém, o aspecto melhorado do stand português (IPLB-IC), embora os postais com poemas de Sophia não me pareçam esteticamente ideais.&lt;div class="espacolinhas6"&gt; &lt;/div&gt;Mas sobre tudo isso imperou a presença russa, que não é nova na edição francesa há muitas décadas. A novidade foi a visita de uns 40 escritores, quase todos ignorados na Europa ocidental. Não cabem numa chaveta; a ficção sobre o soldado que volta destruído da Tchetchénia e se mete na vodka ou em negócios escusos é uma caricatura. Os presentes (ou o ausente Viktor Pelevine) mostraram bem as suas diferenças, alguns a sua vivacidade, e quase todos uma relação estreita com tradições literárias europeias, clássicas e contemporâneas. Os russos falaram de literatura, de política, do dia-a-dia; noutros colóquios, franceses e russos abordaram as relações da Rússia e da URSS com a França e o resto do mundo; entre os convidados havia nomes como Stéphane Courtois e Nicholas Werth. À margem, alguns stands exibiram obras sobre a Tchetchénia e a Ucrânia. O Salon du Livre foi tudo isto e muito mais, que não cabe em duas páginas, mas que, para além do acontecimento jornalístico, dará assunto para outros comentários, pois ficam os livros, as revistas e o eco das palavras neste encontro de culturas e concentrado de informações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11914192-111260483268757911?l=leziria.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leziria.blogspot.com/feeds/111260483268757911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11914192&amp;postID=111260483268757911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111260483268757911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11914192/posts/default/111260483268757911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leziria.blogspot.com/2005/04/25-edio-do-salon-du-livre-de-paris.html' title='25ª edição do &quot;Salon du Livre de Paris&quot;'/><author><name>MSP</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01976428817165633448</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://www.eseb.ipbeja.pt/sameiro/sameiro2005.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
